Radiações dos micro-ondas

Os micro-ondas que temos em casa são uma maravilha da técnica, existindo há já umas décadas. Um dos receios mais comuns sobre a sua utilização é o potencial perigo para a saúde. Apesar de as radiações emitidas serem não ionizantes, podem sempre provocar problemas, nomeadamente de queimaduras, se a exposição for muito intensa.

Os aparelhos que hoje são vendidos têm protecções normalmente muito eficazes. Um dos testes que se costuma sugerir é a colocação de um telemóvel/rádio dentro do micro-ondas, sem ligar o micro-ondas obviamente, e verificar se ele continua a funcionar, isto é a receber chamadas ou estações de rádio. Tal deriva do conceito de gaiola de Faraday, que especifica que as emissões interiores não devem sair para o exterior, neste caso do micro-ondas, nem as emissões exteriores nele penetrarem.

Esse teste pode não ser todavia o mais eficaz, dado que os micro-ondas estão preparados para funcionar com a frequência de 2.45 GHz, uma frequência bastante superior à dos rádios FM, para dar um exemplo. Em qualquer caso, é uma experiência interessante a realizar no micro-ondas lá em casa! E quando depois nele aquecer qualquer coisa, não precisa de ficar próximo dele…

Como se forma a condensação?

A condensação ocorre numa superfície sempre que a temperatura dessa superfície é inferior à do ponto de orvalho do ar envolvente. A humidade relativa no ar vai aumentando à medida que o ar arrefece, e chega a uma temperatura na qual satura, não suportando mais humidade: esse é o ponto de orvalho.

Quando a temperatura baixa, e o ar não consegue aguentar toda a humidade, essa humidade irá migrar para as partes mais frias da casa, e condensar nas paredes, janelas, etc.

Para perceber o problema da condensação, é preciso perceber primeiro donde vem a humidade. Numa casa, uma pessoa pode produzir dois litros de humidade por dia, atraves dos duches, banhos, cozinha e respiração. Para além da respiração, há que contar igualmente com o suor; em casos limites, pode-se produzir um litro de suor numa hora… Numa casa com quatro pessoas, pode-se produzir mais de 50 litros de humidade por semana, e essa humidade tem que ir para algum lado…

Nas casas modernas, com menos fugas de ar, o problema da humidade coloca-se de forma mais premente. Tal provoca os problemas de condensacção referidos, que colocam problemas às paredes, um ar de menor qualidade, e possível desenvolvimento de bolor e fungos. Um problema que queremos evitar e que abordaremos em próximos artigos.

Compostagem

A compostagem é um processo pouco utilizado na Sociedade Moderna, mas que tem raízes ancestrais. O processo consiste na transformação de matéria orgânica por microrganismos, num material semelhante ao solo, e que se designa por composto.

A compostagem é um processo interessante dado que pode converter em algo útil os nossos resíduos domésticos. São exemplo de resíduos a compostar os restos de vegetais e frutas, borras de café, arroz, folhas e erva, etc. Não devem ser compostados restos de carne, peixe, cinzas, ervas daninhas (especialmente com sementes), e qualquer produto químico não natural.

O resultado da compostagem, o composto, poderá ser utilizado como adubo. Ele poderá ser utilizado como nutriente do solo dos jardins e hortas, mas também de vasos e floreiras. É um processo simples e económico, ecologicamente sustentável, dado que contribui para a diminuição dos resíduos. É mais fácil de concretizar quando se possui um jardim, não só porque facilita a colocação do compostor, mas também porque se justifica mais o seu resultado, dado poder utilizar-se posteriormente no próprio jardim.

Um bom guia sobre compostagem pode ser obtido no site da GEOTA, aqui. Com este processo pode assim ajudar a diminuir os seus resíduos, e ainda a tirar partido deles!

Duração das lâmpadas

Já aqui falamos sobre as vantagens das lâmpadas economizadoras. Uma das suas maiores vantagens, que abordaremos de seguida, é o facto de durarem bastante mais que as tradicionais lâmpadas incandescentes.  Segundo dados retirados deste site, e conforme podem ver na imagem abaixo, as lâmpadas compactas fluorescentes (CFL) duram cerca de 15000 horas:

No gráfico podemos ver que existem tecnologias que têm uma duração muito superior à das lâmpadas economizadoras. Como é o caso das lâmpadas LED. É claro que o custo ainda não é nada agradável, mas esta variável (durabilidade das lâmpadas) é certamente uma das várias variáveis a considerar quando se opta por determinado tipo de lâmpadas.

Fica, pois, como uma referência para os leitores do Poupar Melhor. Não se esqueçam que os valores apresentados são valores médios, e pode haver variações. Um exemplo muito curioso, é o da lâmpada mais antiga a funcionar, ininterruptamente, ser uma lâmpada incandescente. Tem estado a funcionar quase ininterruptamente há 110 anos! Está mais que visto que já não se fazem lâmpadas como antigamente…

Arejar e poluição

Num artigo anterior, sobre o arejamento das casas, havíamos referenciado como seguir o pó no ar. Outro factor importante é a poluição atmosférica, que pode condicionar a qualidade de ar que nos entra em casa.

Neste site da Agência Portuguesa do Ambiente, podemos seguir a qualidade do ar em várias regiões do País. Na imagem podemos observar um dos dias do início do mês, observando-se vários locais com qualidade do ar menos boa…

O problema é que o tema da poluição não é propriamente fácil de prever… Em determinados locais, o sentido do vento pode ser determinante, podendo ser a diferença entre ter um ar limpo ou poluído. Noutros locais, a poluição é cíclica. De acordo com este site, a qualidade do ar é pior ao final da madrugada. Faz um certo sentido, pois durante a noite as plantas respiram CO2, enquanto que durante o dia o CO2 é consumido pelas plantas. Ainda assim, em cidades com pouca vegetação, ou durante o Inverno, esta teoria não será tão válida… Segundo esse mesmo site, os melhores períodos para arejar serão entre as 9 e 11 da manhã, e das duas 14 às 16 horas da tarde, quando genericamente o ar será de melhor qualidade.

Cortar a curva

Algumas vezes colocam-me desafios interessantes. Um dos últimos foi a de saber quanto se ganharia a cortar uma curva, numa auto-estrada? Não sabia obviamente responder, mas o desafio era interessante, mesmo que provavelmente não represente nenhum ganho significativo, e sendo certo que tal prática viola em determinados casos o código da estrada (eg. quando se circula pela esquerda, sem necessidade). Para responder a este desafio, fui ao Google Maps, donde retirei a imagem abaixo, relativa a um troço da CRIL, próxima da A5:

A circunferência sobreposta sobre a imagem tem um raio de cerca de 600 metros. Note-se todavia que a circunferência não se sobrepõe perfeitamente à auto-estrada, pelo que os cálculos são por aproximação. A curva visível encaixa-se num quarto da circunferência. Sendo (2 x π x r) o perímetro da circunferência e considerando que a largura de uma faixa de auto-estrada é tipicamente de 3,5 metros, então o arco representado teria um comprimento de (2 x 3.14159 x 600) / 4 = 942.48 metros, enquanto um arco, uma faixa mais exterior, teria um comprimento de (2 x 3.14159 x 603,5) / 4 = 947,97 metros. Ou seja, fazer o percurso na faixa mais exterior representa um percurso adicional de 5,49 metros.

Neste troço da CRIL, a velocidade máxima é de 80 Km/h, o que significa que cada metro demora sensivelmente (3600 / 80000) = 45 milisegundos a percorrer, pelo que naquela curva potencialmente ganharíamos 0,247 segundos. Quanto maior é a velocidade, naturalmente menor será esta quantidade de tempo… O leitor perceberá, portanto, que de pouco vale andar a cortar curvas!