Borrachas do frigorífico

Já alguma vez verificou se as borrachas que selam as portas do seu frigorífico estão a cumprir a sua função? Há duas formas simples de verificar: a primeira envolve uma análise visual: se detectar condensação, ou fungos pretos, então é bastante provável que o frio esteja a sair. A segunda envolve uma pequena experiência: abra a porta, coloque uma folha de papel entre a borracha e o frigorífico e volte a fechar. Com leveza, tente verificar se consegue extrair a folha. Se conseguir, tem que passar à acção!

Quando a folha sai, também sai o ar frio de dentro. Isso significa que o compressor tem que trabalhar mais tempo, e logo o consumo de energia será maior. Há então que limpar as borrachas, ou mesmo substituí-las. Idealmente, deverá efectuar estas tarefas quando se fazem outras limpezas do frigorífico, nomeadamente como referenciamos neste artigo. Tome sempre precauções ao limpá-lo, sendo que idealmente deverá desligá-lo da corrente, temporariamente.

As borrachas podem ser limpas com uma parte de água quente e outra de lixívia. Na parte em que entra em contacto com o metal do frigorífico, deve limpar com um pano ambas as superfícies, de metal e de borracha. No resto da borracha, na qual muitas vezes se acumula lixo e sujidade, pode utilizar uma escova de dentes usada. Tenha sempre em atenção não esticar demasiado a boracha, pois isso pode diminuir as suas capacidades. No final, com um pano seco, ou uma esponja, tente secar o melhor possível.

 

There’s a simple check you can do to see if you need to repair your fridge gasket seal.  Have a look at it and if there’s condensation or black mold spots on it then the chances are that cold air is escaping from somewhere.  Cold air will cause the warmer air in your kitcen to condense which is why you might have a moldy fridge.

Isolamento Caixa Estores

Há uns anos havia isolado cá em casa as caixas de estores dos quartos. Na altura não fiz o isolamento da sala. Agora dei-me conta que tinha uma oportunidade rara de estudar o comportamento do isolamento da caixa de estores, dado que temos duas janelas e duas caixas de estores na sala. Assim, procedi ao isolamento de uma das caixas de estore, conforme a imagem abaixo documenta. Entre o estore e a parede exterior foi colocada uma fita de vedação e isolamento de espuma, enquanto entre o estore e a caixilharia da janela foi necessário colocar duas (dado o espaço existente), a primeira mais resistente, e uma segunda de espuma, tal como a exterior.

Como as janelas estão separadas por 50 cm, e na mesma orientação, procedi de seguida à análise do comportamento térmico ao longo de uma madrugada. Repare-se que, no topo da janela cuja caixa de estores havia sido isolada, o espaço encontrava-se agora fechado. Para isso, coloquei entre cada uma das janelas e os estores, um termómetro, a cerca de 80 cm de altura. Nos gráficos abaixo, os gráficos a vermelho representam a janela cuja caixa de estores foi isolada, e a azul a outra janela.

Neste primeiro gráfico, podemos observar que inicialmente a temperatura fora da janela vai descendo, em função da descida da temperatura exterior. Quando se fecham os estores, o termómetro passa a registar uma subida da temperatura, função das perdas de calor do interior da habitação. Curiosamente, a janela não isolada regista uma subida de temperatura mais significativa, que atribuo à maior perda de calor. Todavia, as duas temperaturas acabam por estabilizar, durante umas horas. Quando no final da noite de passagem de ano fechámos as cortinas na sala, a temperatura caiu mais significativamente na janela não isolada. Como a cortina passou a funcionar como caixa de ar, o maior isolamento da janela isolada permitiu manter uma temperatura mais elevada. Repare-se que a partir do momento em que as cortinas foram fechadas, as temperaturas do lado de dentro da janela tornaram-se independentes…

Para avaliar este último factor, no dia seguinte medi a evolução das temperaturas no interior das janelas, para verificar a evolução da temperatura onde realmente interessa: no interior da habitação. Desta vez, os termómetros foram colocados a cerca de 50cm de altura, entre as janelas e as cortinas, com os estores fechados. A evolução é visível no gráfico abaixo, onde podemos verificar que inicialmente a temperatura evolui sincronizada, dado que ambos os casos reflectem a temperatura da sala. A partir do momento em que se fecham as cortinas, as temperaturas tornam-se independentes, e verifica-se que desce de uma forma mais rápida na janela onde não foi efectuado o isolamento dos estores.

Conclui-se portanto que o isolamento é benéfico. Mas ainda não sei se procederei rapidamente ao isolamento da outra caixa de estores, ou se a deixarei mais uns tempos, até ao Verão, para poder medir as diferenças em outros cenários de temperaturas exteriores.

Planear, controlar e relatar

por williamli1983 on Flickr (Courtesy Creative Commons)

Aqui no Poupar Melhor costumamos planear os conteúdos da semana no nosso ponto de situação regular em cerca de meia hora. Aproveitamos a oportunidade para apresentarmos desafios e discutir as conclusões que fomos registando aqui.

Mas as nossas reuniões improvisadas têm ficado apenas com o registo manual e sem poderem ser partilhadas porque as nossas notas são apenas pontos e só servem a quem tenha estado a ouvir a conversa.

Já aqui falámos de como pouparmos o nosso tempo paralelizando tarefas como ouvir um podcast no carro enquanto conduzimos ou poupar tempo ouvindo nos podcast apenas o que interessa, por isso um dos desafios que nos colocámos a nós mesmos foi o de construir os meios de gravarmos e partilharmos as nossas reuniões informais num podcast.

Em empreendimentos pequenos como o nosso usar tudo o que a Internet nos tem colocado à disposição é quase obrigatório ser incluído como meios de registo e relato.

Efeito de estufa no carro no Inverno

Num artigo anterior havíamos observado a importância de deixar, tanto quanto possível, os carros ao sol, no Inverno. Num dos dias anteriores fizemos a experiência: quanto atingiria a temperatura do interior do carro, deixado ao Sol? Para isso deixamos dois termómetros no carro: o primeiro dentro do habitáculo e o segundo na mala. No primeiro caso, o termómetro foi deixado por baixo do assento, para não sofrer o impacto directo dos raios solares, mas também por razões de segurança… Sabendo que o frio desce e o calor sobe, é provável que esta experiência reflictisse portanto a temperatura dos pés!

Na imagem abaixo, a vermelho está representada a temperatura no habitáculo, enquanto a azul está representada a temperatura da mala. O gráfico começa com o início da incidência da luz solar no veículo, pouco depois de ele ter sido estacionado. No interior do habitáculo, a temperatura foi subindo com a incidência dos raios solares, até pouco depois das 13:00, quando o Sol deixou de incidir directamente sobre o veículo. Dai para a frente, a descida de temperaturas foi acentuada, até atingir ao final da tarde praticamente a mesma temperatura da mala.

Segundo os registos meteorológicos de Lisboa desse dia, a evolução das temperaturas subiu dos 10ºC pelas 09:00 da manhã, até atingir um máximo de 16º pelas 14:00, como se pode ver na imagem no fundo do artigo. Note-se que a variação da temperatura da mala segue sensivelmente a variação da temperatura exterior, com excepção do seu início, dada a influência da viagem anterior, e possivelmente da permanência em garagem na noite anterior.

Ainda assim, fiquei surpreendido com a perda de calor registada no veículo durante a tarde. Parte dessa explicação poderá estar no facto do termómetro estar por debaixo do assento. Em próximas oportunidades, procurarei perceber como manter o veículo mais quente, até mais tarde…

Promoção EDP Continente

Já várias pessoas me perguntaram se vou descontar a minha factura da EDP ao Continente. Quando vi a publicidade fui logo a correr ver como tinha direito ao desconto, pois quando a esmola é grande, o melhor é anteciparmo-nos… Mas o que encontrei no site dedicado do Continente não era o que esperava! Para conseguir o desconto de 10%, tem que se aderir ao plano EDP Continente…

Na verdade, esta é mais uma parceria, como a que o Continente faz com a GALP. Serve a alguns, mas não a todos. No nosso caso fizemos as contas e não compensa. O Plano EDP Continente não tem a tarifa bi-horária. Na página das perguntas frequentes diz-nos mesmo que este plano terá vantagens caso tenha um consumo em vazio inferior a 44%. O nosso consumo de vazio é de cerca de 39%, pelo que as vantagens seriam mínimas.

Esta parceria está relacionada com a chegada do fim das tarifas reguladas. Nós vamos esperar por uma melhor proposta de valor. Entretanto, faça as suas contas! Se não tem o bi-horário é bastante provável que possa compensar parte da recente subida do IVA, e do custo da electricidade

Não gaste mais que o necessário na TDT

Televisão Digital Terrestre (TDT)

Em breve será alterada a forma como recebemos o sinal aberto de televisão. A passagem para a Televisão Digital Terrestre (TDT) resulta na substituição do sinal analógico de difusão de televisão pelo sinal digital. Em Portugal permite usar menos espectro para difundir os mesmos canais com melhor qualidade de imagem e som.

O custo de passar a receber um sinal digital pode ser 0,00 € para quem tenha televisores compatíveis TDT com descodificadores MPEG4 segundo a norma H.264 da UIT ou tenha um serviço de subscrição de televisão pago.

Para quem não esteja abrangido, pode comprar um descodificador TDT por televisão com valores a começar nos 25,00 €. Para esta solução funcionar é pressuposto estar numa zona de cobertura e possuir uma antena em condições de funcionamento.