Interruptores manuais versus detetores de presença

Para a nossa categoria de Dúvidas, junto os detetores de presença como interruptores: serão estes realmente mais eficientes  se utilizados em conjunto com uma lâmpada economizadora?

Atualmente muitos estabelecimentos têm nas casas de banho soluções de substituição dos interruptores manuais baseadas nos aparelhos detetores de presença como os da imagem acima. Usam-nos para ligar e desligar a luz, algo que já comentei noutro fórum e foi citado no Radar Sapo.

Com a substituição das lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo custo, a questão que se coloca é se esta solução não se tornará mais cara. A minha duvida tem a ver com:

  1. a dificuldade em identificar quanto custa em termos energéticos manter o aparelho detetor de presença em funcionamento; e
  2. o meu preconceito de que uma lâmpada economizadora, seja ela qual for, faz o seu pico de consumo quando a ligamos, sendo que só após algum tempo consegue realmente tornar-se mais eficiente que uma lâmpada incandescente.

Cruise control

Uma das discussões acaloradas quando se fala de poupança de combustível, é a de se o cruise-control poupa ou não combustível? De uma forma geral, o cruise-control aumenta o consumo, porque ele é incapaz de perceber o que está acontecendo em termos de trânsito, limitando-se a manter estável uma determinada velocidade. Todavia, quando as estradas são niveladas e o tráfego é reduzido, o incremento de consumo não se fará sentir. Quando o condutor também não faz uma eco-condução eficiente, tem dificuldades em manter uma velocidade estável, ou está constantemente a dar-se conta que vai a uma velocidade muito elevada, deixar o cruise-control a uma velocidade aceitável poderá mesmo ser bastante positivo.

A utilização de cruise-control é particularmente desaconselhável em situações de muito tráfego, dado que tenderá a causar muitas travagens desnecessárias. Também a condução em zonas de subidas e descidas tenderá a causar “confusão” ao sistema de cruise-control, enquanto um condutor com noções de poupança tenderá a fazer uma condução muito mais eficiente.

Estes sistemas estão todavia a melhorar. Alguns já interagem com dados de GPS, o que lhes permite uma melhor gestão das subidas e descidas. Melhorias também estão a ser feitas no âmbito dos sistemas de travagem, que podem até causar acidentes em determinadas condições atmosféricas. No futuro, a combinação destes vários avanços pode até levar a sistemas que maximizem a poupança em termos de condução. Mas até lá, um bom condutor superará sempre o consumo do cruise-control.

Montar um sistema de video vigilância

Na sequência do estudo que fiz aqui relativamente aos custos da deslocação pendular que faço regularmente de casa para o trabalho, ganhou o motociclo como melhor solução custo/tempo, muito por causa daquilo que o motociclo oferece como independência em relação às filas de trânsito. A decisão de comprar o motociclo está tomada, mas levantou-me questões sobre a segurança do mesmo.

Afinal, para levar um motociclo basta uma carrinha. A minha procura por meios que mantivessem, não só o motociclo preso ao chão quando estivesse no parqueamento, mas também de registos de vandalismo levou-me a procurar informação sobre câmaras IP/WiFi e concluir que são mesmo muito caras. Soluções de segurança como a Dropcam podem custar valores que impedem o investimento no motociclo.

Embora não vá fazê-lo por questões legais, acabei por descobrir uma maneira de com menor investimento para quem como eu que tem muitos computadores velhos lá por casa fazer o mesmo serviço.

Como sabem do outro blog, tornei-me fã do Ubuntu como solução de computador pessoal por várias razões, mas isso fica para outro post. Para esta solução Ubuntizei um portátil antigo e juntei-lhe uma webcam.

Para o conjunto vão necessitar de uma conta no Dropbox, acesso à internet e o utilitário motion. Os vídeos abaixo explicam tudo em 20 minutos.

Parte 1:

Parte 2:

(Claro que não estou a levar em conta o custo energético da brincadeira)

Temperatura dentro da janela

Neste artigo de há uns dias falamos sobre a influência do fecho de estores na temperatura interior das nossas habitações. Como prometemos, continuamos as medições, e desta vez comparamos a evolução da temperatura exterior com a do interior da habitação.

Neste caso, a temperatura foi medida imediatamente fora do estore (a azul, no gráfico abaixo) e no interior da janela (a vermelho, no gráfico). A temperatura exterior desceu a um valor pouco habitual para a região de Lisboa, ligeiramente abaixo dos 7ºC, durante a madrugada de 8 de Novembro. Nesse mesmo dia, a temperatura máxima apenas superou muito ligeiramente os 10ºC. Dentro de casa, o estore permaneceu sempre fechado, não tendo existido qualquer actividade no período visível.

A constatação que se faz é que a descida de temperatura foi gradual durante toda a madrugada, tendo estabilizado durante o dia, apesar da grande diferença de temperatura entre o exterior e o interior. O interior da habitação registou uma descida de cerca de 1,5ºC, o que é significativo, mas que poderia ser bastante superior, dadas as temperaturas já bastante baixas do exterior. Estamos convencidos que com os estores abertos durante a madrugada, a queda de temperaturas seria superior. Neste caso, e porque não nos foi possível, o estore manteve-se fechado durante o dia, mas também não beneficiaria, dada a inexistência de Sol nesse dia. Continuaremos com estas medições, para avaliarmos o contributo das várias opções para preservar as fugas de calor.

Comando remoto de energia

Num artigo de há duas semanas, evidenciámos como as fichas eléctricas com interruptor são excelentes para reduzirmos substancialmente os consumos de stand by. Com um simples toque podemos desligar tudo de uma só vez…

O problema é que algumas vezes os cabos eléctricos estão em sítios tais, que dificultam o acesso para ligar/desligar o interruptor. O que acontece muitas vezes é que acabamos por nos esquecer, e a isso nos vamos habituando. Foi o que aconteceu cá em casa à extensão onde estão ligados alguns dos equipamentos que mais gastam em stand-by, escondida por detrás da televisão e aparelhagem.

A solução encontrei-a numas tomadas eléctricas com comando remoto! Não foram propriamente baratas, mas já estão pagas há muito… Todos as noites, antes de ir para a cama, é só carregar num comando, e zás! Dois cliques e dois segundos depois, estão desligados vários equipamentos vorazes cá em casa. No dia seguinte, em mais dois segundos, os equipamentos estão de volta!

A parte mais triste foi quando descobri há uns tempos que as tomadas gastavam 3 Wh. Tal significa que consomem 72 Wh num dia, o que significa que é preciso poupar essa quantidade de energia para serem rentáveis. Mas como todas as noites ficam vários equipamentos desligados, a poupança é superior a 200 Wh numa noite. E como em muitos dias também ficam desligados, a poupança é obviamente bastante maior!

Aumentos do IVA

É já daqui a menos de três semanas que aumenta o IVA em vários produtos, que consumimos frequentemente no dia-a-dia. Como uma grande parte destes artigos não são perecíveis, nada como investir algum dinheiro na compra de um stock desses produtos. A compra de um dos artigos que aumenta dos 6% de IVA para 23%, permitir-lhe-á uma poupança de 1,23/1,06 => 16%, pelo que pode ser considerado um bom investimento de curto/médio prazo. Aqui fica a lista dos produtos susceptíveis de investimento, conforme consta do Orçamento de Estado para 2012, retirado daqui:

De 6% para 13%

  • Águas de nascente, águas minerais, medicinais e de mesa ainda que reforçadas ou adicionadas de gás carbónico ou de outras substâncias.

De 6% para 23%

  • Bebidas e sobremesas lácteas;
  • Iogurtes de soja;
  • Refrigerantes e xaropes de sumos, as bebidas concentradas de sumos e os produtos concentrados de sumos;
  • Batata fresca descascada, inteira ou cortada, pré-frita, refrigerada, congelada, seca ou desidratada, ainda que em puré ou preparada por meio de cozedura ou fritura;
  • Ráfia natural

De 13% para 23%

  • Conservas de frutas ou frutos, designadamente em molhos, salmoura ou calda e suas compotas, geleias, marmeladas ou pastas;
  • Frutas e frutos secos, com ou sem casca;
  • Conservas de produtos hortícolas, designadamente em molhos, vinagre ou salmoura e suas compotas;
  • Óleos directamente comestíveis e suas misturas (óleos alimentares);
  • Margarinas de origem animal e vegetal;
  • Café verde ou cru, torrado, em grão ou em pó e seus sucedâneos e misturas;
  • Produtos preparados à base de carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas, massas recheadas, pizzas, sandes e sopas, ainda que apresentadas no estado de congelamento ou pré-congelamento e refeições prontas a consumir, nos regimes de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio;
  • Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes;
  • Aperitivos ou snacks à base de estrudidos de milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula de batata, em embalagens individuais;
  • Gasóleo de aquecimento
  • Aparelhos, máquinas e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados a:
    • –> Captação e aproveitamento de energia solar, eólica e geotérmica;
    • –> Captação e aproveitamento de outras formas alternativas de energia;
    • –> Produção de energia a partir da incineração ou transformação de detritos, lixo e outros resíduos;
    • –> Prospecção e pesquisa de petróleo e ou desenvolvimento da descoberta de petróleo e gás natural;
    • –> Medição e controlo para evitar ou reduzir as diversas formas de poluição.