As baterias e a temperatura

Em artigos anteriores falamos sobre como preservar as baterias, e também problemas que se colocam com a mistura de pilhas. Neste artigo abordaremos um aspecto pouco conhecido da manutenção de baterias e pilhas, e que tem a ver com a temperatura a que são guardadas. Conforme podem ver nos gráficos abaixo, retirados daqui, a temperatura decai sempre com o aumento da temperatura:

Alcalinas cilíndricas:
Alcalinas miniatura:
Lítio (moedas):
Lítio cilíndricas:
NiMH:

Como se percebe facilmente, há que guardar as pilhas e baterias em sítios bem fresquinhos. Há mesmo quem defenda colocá-las no frigorífico, mas nós cá não pomos produtos destes juntos com a comiada… Particularmente desaconselhável é deixá-las em locais muito quentes, como é o exemplo de interiores de automóveis no Verão.

Quanto custa usar o banco?

@drewtoothpaste in Married to the sea

Diariamente precisamos de dinheiro na nossa carteira e talvez um cartão de débito e outro de crédito.

Deixámos de usar os cheques, provavelmente porque os próprios banco tentam desencorajar-nos, garantindo que um pedaço de papel em branco tem data de validade mesmo por preencher, mas isso fica para outro blog.

A questão que se coloca é se durante um período de ameaça de falência constante vale mesmo a pena ter o dinheiro numa conta corrente.

As vantagens de manter algum dinheiro à ordem num banco podem ser vencidas pelo custo e pelo risco de numa corrida aos bancos ficarmos sem aquele dinheiro de uso e termos de recorrer a outro tipo de reservas.

Consultados alguns bancos, com um saldo médio anual de 1.000,00 € e de acordo com os preçários online nos sites do Millenniumbcp, Caixa Geral de Depósito e Banco Espírito Santo, só a comissão do banco pode rondar os 60,00€ por ano.

Um cofre de parede pode custar cerca de 20,00€ e as buchas químicas para o fixar à parede 21,00€.

Não estou a dizer-vos para tirarem o dinheiro do banco, mas se tiverem em conta o custo de o guardarem em casa e o risco de ficarem sem ele em casa ou num banco, têm de questionar o racional.

Fecho de estores

Nas noites frias, o fecho dos estores é essencial. O fecho deve ser completo, para que se crie mais uma barreira térmica, funcionando o espaço entre a janela e os estores como uma autêntica caixa de ar. Os estores devem ser fechados logo que termine a exposição solar, e em que a ilumição exterior já não contribua para a iluminação interior. O mesmo se diz das cortinas, que incrivelmente também cortam as trocas de calor. A excepção será a da existência de radiadores por debaixo das janelas, e nesse caso, quando o radiador está ligado, as cortinas deverão estar abertas. De manhã, a estratégia pode ser mais complexa, se houver benefício da iluminação exterior. Em qualquer caso, o benefício térmico dos estores é apenas maximizado quando são completamente fechados.

Para evidenciar a forma como o fecho dos estores funciona como verdadeira caixa de ar, fizemos uma experiência simples. Numa das noites anteriores colocamos dois termómetros, um fora dos estores e outro entre os estores e as janelas. No gŕafico abaixo, a evolução da temperatura fora do estore está representada a azul, e entre os estores e a janela, a vermelho.

A temperatura junto à janela é sempre superior no gráfico, por estar mais recolhido, mas porque também beneficia da troca de calor entre o interior e o exterior. Quando os estores foram fechados, nota-se um aquecimento do espaço entre a janela e o estore. Tal resulta das percas de calor na janela, que vão aquecer esse espaço exterior. Quanto menor for esse aquecimento, melhor será o isolamento da janela.

Durante a noite evidencia-se uma grande estabilidade na variação da temperatura na “caixa de ar”. Na verdade, só momentaneamente a temperatura desce abaixo da temperatura aquando do fecho dos estores. Ao final da madrugada, a diferença de temperatures chega a atingir 3ºC! Quando finalmente se abrem os estores de manhã, a temperatura desce ligeiramente, mas volta a subir com a subida da temperatura exterior.

Iremos repetindo estas experiências, com sucessivas medições, em pontos distintos, para melhor compreendermos as trocas de calor nas janelas, que são um dos maiores pontos de fuga de calor nas nossas habitações, como evidenciamos aqui.

Não há poupanças milagrosas de combustível

Já aqui havíamos abordado a temática dos equipamentos que não poupam combustível. No programa Mythbusters, a mesma temática foi abordada há uns anos atrás. O veredicto foi a de que genericamente não há poupanças, e nem sequer investigaram muito bem as sequelas. Como eles dizem, não testem isso em casa:

Consumo do frigorífico

A análise dos consumos eléctricos cá em casa permitiu-nos compreender melhor como os nossos electrodomésticos funcionam. Os frigoríficos são responsáveis por um consumo elevado em nossas casas, equacionando-se muitas vezes se compensa substituí-los por outros mais eficientes.

Os leitores já haviam observado que a temperatura dos frigoríficos evolui de forma periódica, pelo que seria de esperar que o mesmo aconteceria em termos do consumo de electricidade. E conforme se pode observar na imagem, tal corresponde à realidade. Quando o frigorífico arrefece, consome electricidade. Reparem como esse consumo é igualmente períodico, embora mascarado pelo consumo de outros equipamentos.

Ainda assim, observam-se variações em termos dos respectivos consumos, entre diversos períodos do dia, variando nomeadamente a sua frequência. Estas variações permitem-nos antever que há variáveis que poderá ser interessante condicionar, por exemplo, numa lógica de controlo da potência contratada

Mais velocidade no Firefox

É muito frequente os utilizadores se queixarem que não conseguem tirar partido da velocidade de Internet que contrataram. Há muitas razões para isso, incluindo os ISPs, os servidores remotos, mas também a configuração dos nossos equipamentos. Há pequenos truques que podem acelerar muito a velocidade de navegação!

No Firefox, que utilizo regularmente, a forma mais simples de o conseguir é aumentar a quantidade de ligações que é possível estabelecer em simultâneo.E é relativamente fácil:

  • Insira “about:config” como se fosse o endereço  do site. Carregue ENTER
  • Concorde que vai ter cautela nas alterações
  • No campo de Filter que aparece, escreva “pipelining”
  • Em “network.http.pipelining” certifique-se que o valor é true; se não for, faça duplo-clique
  • Em “network.http.pipelining.maxrequests” altere o valor para 8 ou 12

Estas duas simples alterações devem ser suficientes para acelerar significativamente o desempenho da sua navegação, especialmente se utilizar 3G. E assim poder poupar tempo na navegação Web. Outras opções mais avançadas podem ser vistas em muitos sites da Internet, como este. Para outros browsers há opções semelhantes, que iremos abordando…

Entretanto, conte-nos se estas opções realmente aceleraram a sua percepção de velocidade!