Porta do frigorífico

Já aqui falamos no passado sobre as diferenças de temperatura observadas dentro de um frigorífico. De todas as partes do frigorífico, a porta é normalmente uma das mais quentes. Tal ocorre pelo facto da sua temperatura subir significativamente, sempre que a porta do frigorífico é aberta. A excepção são normalmente as portas que possuem prateleiras fechadas com tampas, que conforme já vimos neste artigo, sofrem menos variações de temperatura.

Idealmente, as coisas que colocamos na porta não devem ser susceptíveis a aquecimentos temporários. As bebidas são um bom exemplo, dado que estão normalmente no frigorífico para estarem frescas, e não tanto por preservação. Também é aí que ficam no meu frigorífico os condimentos avinagrados, como é o ketchup, ou então frascos de pickles, de que gosto bastante! Como são avinagrados, as bactérias não gostam muito deles, e a sua preservação é mais prolongada… Também a manteiga está na porta, bem como as margarinas. O mesmo acontece com os ovos, que normalmente têm nos frigoríficos um espaço dedicado, embora se degradem muito mais rapidamente que as manteigas/margarinas. Com esta arrumação, vai conseguir arranjar espaço no resto do frigorífico para preservar melhor alguns outros alimentos…

Impacto das barras de tejadilho

São muitos os artigos que nos referem que não devemos andar com as barras de tejadilho no automóvel, por causa da ineficiência aerodinâmica. Uso-as sobretudo em período de férias, com uma mala de tejadilho, mas quando volto, saiem logo. E pelo que descobri, é a atitude correcta.

Há pouca informação disponível na Internet sobre quanto é realmente a degradação do consumo. Neste pequeno documento podemos observar que o incremento de consumo pode variar entre os 14% e 20%, consoante a velocidade a que se segue. Outras experiências encontraram valores não muito distintos e valores ainda mais degradantes, quando se transportam bicicletas! O último link referencia ainda outros consumos, em situações de transporte de objectos no tejadilho.

Em qualquer caso, a aerodinâmica do automóvel fica seriamente comprometida, e entram em acção os factores que degradam o consumo, e que havíamos observado neste artigo. Embora possa não ser sempre praticável, como será o caso daqueles que fazem um passeio de bicicleta todos os fins de semana, tenha presenta que as barras e tudo o que é transportado no tejadilho, tem implicações substanciais em termos de consumo.

Quanto gasta chama-piloto?

É uma das perguntas que durante anos ficou sem resposta. A ideia até é premente, dado o aumento do IVA no gás… Agora, com o desafio do Poupar Melhor, resolvi investigar quanto gasta o esquentador de gás, cá de casa, por o deixarmos permanentemente com a chama-piloto ligada. O esquentador (na verdade, uma caldeira) não é daqueles automáticos, sendo a chama-piloto activada por pressão. Esse acto incómodo justifica porque está a chama-piloto ligada, excepto em períodos de ausência mais prolongados, como o de saída em fins de semana, ou férias.

Descobrir a resposta não é fácil. Os distribuidores estão interessados num maior consumo. O único fabricante que encontrei a revelar valores foi a Junkers. Neste link, diz-se que “a chama piloto de um esquentador pode consumir 13 gr. de gás por hora“, o que em gás natural significa que “essa poupança pode atingir 83 m3/ano“. A Junkers refere adicionalmente que “a utilização de esquentadores sem chama piloto permanente, poderá significar uma poupança de até 112kg/ano, ou seja, 9,1 botijas domésticas“. Todavia, noutro link, a Junkers deixou-me confuso, porque aí refere que “no caso de gás natural podemos falar de 120 m3“.

Para complicar as contas, os consumos de Gás Natural são facturados em kWh, em vez de m3. Para fazer a conversão, há variáveis como a temperatura… Tal torna as contas complicadas, para variar! Mas assumindo um valor médio ao longo do ano, dado pela própria factura da Lisboagás, o gasto da chama-piloto deve ficar entre 60 a 80 euros por ano, mais IVA. Um valor que não é desprezável, pelo que vamos começar a desligar mais vezes a dita chama…

Dormindo melhor

Um dos conceitos que mais me marcou na gestão de tempo foi um exercício, de há uns anos, sobre onde é que nós gastamos o nosso tempo. Quando faço esta pergunta a outras pessoas, raramente me respondem que um terço do nosso tempo é passado a dormir! Uma boa gestão do tempo é, por isso, uma boa gestão do nosso sono!

O conceito mais importante para garantir um bom sono é deitar e levantar sempre à mesma hora! Assim o nosso sono será mais reparador, e sentir-nos-emos mais frescos ao acordar. Variar uma ou duas horas é o suficiente para desacertar o nosso ritmo circadiano.

A primeira tentação é o fim de semana. As noitadas provocam uma alteração dramática, mais notório com a idade. Ficarmos umas horas a mais na cama, dá igualmente cabo do ritmo. E o mesmo se diz de deitar mais cedo. Nestas circunstâncias, é preferível acordar à mesma hora e compensar com uma siesta durante o dia, em vez de andar vários dias a recuperar o ritmo. Mas tenha atenção à sua duração, porque pode rapidamente piorar as insónias se prolongar demasiado a siesta… No final, vai ver que poupa tempo…

Terceira etapa: Fazer as contas à greve

Com as filas da Greve, não há como usar um motociclo para não estar dependente destas ou dos transportes públicos, mas a decisão de substituir um carro por um motociclo não pode ser feita sem as avaliarmos quantitativamente o que vamos poupar.

Para calcular a melhor solução para conseguir aumentar a eficiência das deslocações para o trabalho, já identifiquei todos os troços, medi e somei a distancia de todos os troços que compõem os percursos, determinei os valores que entravam para o cálculo e quais os que deveriam resultar.

Para a folha de cálculo do custo diário e para termos comparativos foram tidos em conta:

  • Custo do Gasóleo por litro;
  • Custo da Gasolina sem chumbo 95 por litro;
  • Consumo médio atual;
  • Consumo médio previsto de moto; e
  • Passe Transtejo com parqueamento.

O problema aqui é o custo dos combustíveis. A melhor solução para este problema seria mesmo fugir ao combustível fóssil com um motociclo elétrico, mas o valor inicial de aquisição, a autonomia e a falta de forma de a carregar tornaram a opção proibitiva.

O custo dos combustíveis também é um problema difícil de controlar uma vez que ou está sempre a subir ou também está sempre a subir, e com o gasóleo quase ao preço da gasolina sem chumbo 95, o que irá fazer a diferença será o consumo do veículo e não o combustível.

Para que a opção da moto (motociclo) estivesse em pé de igualdade com as restantes, os seguintes itens foram tidos como custo inicial:

  • Equipamento para 2 pessoas: Capacetes, Luvas, Casacos e Botas;
  • Cadeados;
  • Alarme;
  • Ancora; e
  • Licença de condução para motociclo com mais de 125cc.

Nos cálculos para comparação, todos os veículos tiveram direito a valores para

  • Custo de revisão; e
  • Ciclos de revisão.

Os custos com seguros foram descartados por não serem muito diferentes para o meu perfil.

Como tenho dois carros, provavelmente não será poupado manter um carro parado, com custos de impostos, seguro e outros, por isso coloquei um carro à venda em stand online e também no Facebook. O valor poderá reduzir o tempo que a troca leva a pagar-se a ela própria, mas para questões de clareza a folha de cálculo prevê zero euros na venda, o que permitiu mais facilmente obter uma conclusão.

Para os transportes públicos, contei com as seguintes despesas:

  • Passe Metropolitano;
  • Parque no terminal fluvial; e
  • Passe Transtejo com Metropolitano 22 dias uteis.

Os tempos, não contando com imprevistos, são bastante semelhantes entre a modalidade que usa a opção motociclo e a que usa apenas carros. Aqui, já era de esperar os transportes públicos serem mais demorados, mesmo não contando com a totalidade dos tempos de espera entre ligações e fazerem greve uma vez por ano, pelo menos:

Modalidade Meio  Minutos por dia Totais
Carro e Barco Barco 60 145
Carro 39
Metro 46
Mota e Carro Carro 27 98,6
Mota 71,6
Todos de carro Carro 101 101

O vencedor no tempo será sempre, e desde que não chova muito, o motociclo (mota): consegue fugir ao transito e como vamos ver custa menos por dia que o carro, mantendo a liberdade:

Modalidade Meio  € por dia Totais
Carro e Barco Barco, Metro e Parque 4,15 € 5,83 €
Carro 1,68 €
Mota e Carro Carro 1,01 € 5,93 €
Mota 4,92 €
To dos de carro Carro 8,12 €  8,12 €

Os transportes públicos são o vencedor por uma nesga em custo diário.

Assim ficamos com maior poupança de tempo na moto e maior poupança de dinheiro no conjunto dos transportes públicos. Na questão do tempo e da distância, os transportes públicos são bastante penalizados pois os horários dos transportes públicos são algo incompatíveis entre eles e com a necessidade de ir buscar as crianças antes das 19h30m.

Dois  preconceitos que tinham de ser testados:

  1. Que andar de motociclo permitia poupar; e
  2. Que andar de transportes públicos permitia poupar.

As conclusões não foram todas as que esperava. O dilema aqui parece claro:

  • Poupar tempo; ou
  • Poupar dinheiro.

Mistura de pilhas

A combinação da utilização de pilhas de diferentes tipos dá quase sempre mau resultado. Nem sequer me estou a referir a misturas entre AA e AAA, por exemplo. O problema é quando se misturam, por exemplo, pilhas alcalinas com recarregáveis. Mesmo entre estas últimas, não misture pilhas NiMH e NICd. Irrelevante, é normalmente a marca das pilhas, mas se possível, também não as misture.

Quando junta pilhas do mesmo tipo, que não são novas, verifique que o nível de carga é semelhante. Se assim não for, a pilha com menos carga gastar-se-á mais rapidamente. O mesmo se aplica a pilhas recarregáveis, sendo desejável, para simplificar, carregá-las todas ao mesmo nível, previamente ao seu uso.

As mesmas preocupações devem existir quando se carregam pilhas recarregáveis. A primeira preocupação deverá ser a de garantir que só carrega pilhas NiCd em carregadores NiCd, e pilhas NiMH em carregadores NiMH. Como os carregadores carregam normalmente pilhas aos pares, certifique-se também que está a carregar pilhas da mesma capacidade. Quando se misturam pilhas de capacidades diferentes, a pilha com maior capacidade não será carregada totalmente, enquanto a pilha com menor capacidade terá um período de vida útil menor.