Engatado vs. ponto morto

Uma das maiores discussões envolvendo o consumo de combustível em veículos tem a ver com o facto de ser ou não preferível andar em ponto morto, nomeadamente em descidas. Andar em ponto morto tem necessariamente riscos de segurança, pois em caso de necessidade, necessita de engatar para ter o motor disponível. O risco é maior em velocidades elevadas, ou de trânsito intenso, sendo igualmente problemático se o motor do seu carro se desligar.

Nos motores da última década, com injecção electrónica, o habitual é o motor ter uma função de cut-off de combustível, quando o motor se consegue mexer sem combustível. Tal é o caso de descidas, mas também quando está a desacelerar (chama-se habitualmente de função deceleration fuel cut-off). Nestes casos, quando se desce engatado, e as rotações são superiores a 1200/1300 RPM, o consumo é ZERO, conforme se pode observar em automóveis com medidor de consumo.

O problema de descer engatado, como todos sabemos, é que o carro atinge mais rapidamente uma situação em que é preciso continuar a acelerar. Se a descida é suave, pode nem sequer ser possível fazê-lo engatado, sem dar um cheirinho no acelerador. E se a velocidade é lenta, então ainda pior. Mas pouco inteligente é ir a descer a velocidade média/elevada, e ir travando; mais vale ir engatado neste caso.

Mas há mais variáveis a considerar, e uma das mais importantes é o consumo eléctrico do carro. Quanto maior ele for, mais compensa andar engatado nas descidas. Como se pode ver neste artigo, cargas eléctricas elevadas, como as do ar condicionado, consomem muito mais num carro ao ralenti.

Resumindo, compensa andar desengatado em descidas suaves, a baixa velocidade, e onde não perspectiva travar. No pára-arranca do trânsito intenso de uma descida, também compensa. Nos carros mais antigos, com carburador, andar desengatado é provável que seja mais eficiente, em muitas situações, que os carros mais recentes de injecção.

Lista de compras da cozinha

Uma forma interessante de poupar tempo e dinheiro, que funciona muito bem comigo, é ter uma lista de compras na cozinha. Seja presa ao frigorífico, seja noutro local qualquer destacado, a lista faz autênticas maravilhas! Para além da lista, é essencial ter também um lápis ou caneta por perto. Um bom exemplo de lista é esta da Associação Portuguesa de Dietistas, que podem aproveitar para imprimir.

A primeira vantagem é que não é preciso elaborar a lista cada vez que vamos às compras. Sempre que se verifica que um artigo acabou, ou está prestes a acabar, adiciona-se à lista. Assim, quando formos às compras, a lista está feita! Ainda melhor é combinar esta lista com um menu semanal, permitindo programar as compras de uma forma ainda melhor. Esta lista tem ainda a vantagem de poder potenciar a optimização do frigorífico.

Outras técnicas permitem complementar esta estratégia da lista. Uma delas é colocar os artigos em frascos transparentes, e assim monitorizar o nível de stock. É claro que é preciso ter cuidado, nomeadamente com a preservação, porque nem todos os produtos são facilmente conserváveis dentro de frascos.

A existência de uma lista de compras é igualmente muito importante para poupar dinheiro nas compras. Quando vamos sem ela às compras, o resultado mais frequente é comprarem-se artigos que depois não são bem necessários.

Semáforos Inteligentes

Uma das coisas que me faz alguma confusão é a estupidez dos semáforos! Quase sempre ficamos chateados quando estamos parados num semáforo! Há coisas muito simples que se podem fazer, algumas mesmo com a infra-estrutura actual. Tal é o exemplo da passagem da luz vermelha, a vermelha e amarela, durante dois ou três segundos, antes de passar a verde. Reduz a ansiedade, e melhora significativamente a fluidez do tráfego. Para condutores experientes permite ainda reduzir a velocidade de aproximação ao semáforo, para permitir a sua passagem, sem ter que parar completamente… Mas também é verdade que, para condutores agressivos, tal pode não ser uma boa ideia!

Em termos nacionais, a cidade que mais me marca é Viseu. O cronómetro associado a alguns dos seus semáforos é muito útil, conforme podem ver no vídeo abaixo. Para os peões é interessantíssimo, mas a poupança para os automobilistas é também substancial! Quando está vermelho, e sabemos que vai ficar verde dentro de segundos, podemos engatar e estar prontos. Em carros com o sistema start-stop, as vantagens também são óbvias. Naqueles que o não são, se sabemos que o semáforo vai estar vermelho um minuto, então podemos desligar o motor! E aquela ansiedade do semáforo desaparece! E quando vemos, à distância, como o semáforo vai ficar, podemos maximizar a técnica descrita neste artigo.

Por isso, creio que está na hora de melhorarmos estes sistemas, que já são da idade da pedra. Embora possam custar algum dinheiro, os ganhos de produtividade seriam grandes! E as poupanças de combustível, à escala de cidades grandes, seriam igualmente importantes! Está na hora do Gertrude ter um sucessor.

Não abasteça nas auto-estradas!

Apesar dos painéis que foram instalados nas auto-estradas, o preço dos combustíveis continua a ser bastante mais caro que nas localidades. É muito fácil comprová-lo recorrendo aos sites que já referenciamos no Poupar Melhor 1 2. Tal como há dois anos, ainda hoje é habitual repararmos que os preços são quase sempre idênticos. Há algumas notáveis excepções, como a A25, onde a aproximação a Espanha torna os preços mais baratos… Porque será?

No dia de hoje, olhando para os preços praticados pela GALP, por exemplo, o litro do gasóleo é 3 cêntimos mais caro, e o litro de gasolina é 3,5 cêntimos mais caro. Se a isso somarmos o facto de não ter a promoção de desconto mútua com o Continente, que utilizo regularmente, é fácil perceberem porque nunca abasteço nas auto-estradas… Por isso, sempre que me desloco nas auto-estradas portuguesas, faço um adequado planeamento do abastecimento!

Não deite pilhas boas fora

Muitas vezes deparamo-nos com aparelhos que necessitam das suas baterias substituídas, porque deixaram de funcionar. Seja um comando remoto, um rádio portátil, ou um qualquer brinquedo de criança… Apressamo-nos a substituí-las, muitas vezes sem equacionarmos se elas estão realmente terminadas.

Quando um desses aparelhos, com duas ou mais pilhas, deixa de funcionar, antes de deitarmos as pilhas no pilhão, devemos analisá-las. Algumas pilhas mais caras têm um indicador que permite ver o seu nível de carga. Mas a forma mais correcta de verificar o seu nível de carga é recorrer a um multímetro. Vai ficar espantado em verificar que, quase sempre, apenas uma das pilhas do conjunto está realmente esgotada.

As pilhas alcalinas de 1.5V normalmente esgotam-se a 1.1V, pelo que a análise no voltímetro permitirá concluir se as baterias ainda detêm alguma energia. As pilhas recarregáveis são mais difíceis de avaliar, dado que registam quase sempre 1.2V, pelo que não é fácil distinguir se estão ou não carregadas. Mas para estas últimas há uma solução fácil quando tal acontece: recarregá-las!

Temperatura mais homogénea dentro do frigorífico

No passado já observamos como as temperaturas dos frigorificos variam no seu interior, ou como é possível torná-lo mais fresquinho. Neste artigo abordamos como é possível manter uma temperatura homogénea dentro do frigorífico. Tal é importante porque muitos alimentos não suportam variações significativas de temperaturas, o que acontece em várias circunstâncias, como é o caso de aberturas da porta de frigorífico, especialmente durante períodos mais prolongados. Durante esses períodos, a temperatura pode subir, de forma significativa, afectando a preservação dos alimentos.

Na imagem acima podemos ver a temperatura de uma caixa fechada (neste caso com legumes) dentro do frigorífico (a azul), comparada com a temperatura no seu exterior (a vermelho). Verificamos que a temperatura no interior da caixa não registou temperaturas tão elevadas, nem tão baixas, como as atingidas no seu exterior. Foi assim preservada uma temperatura mais estável no seu interior.

Por essa razão, os frigoríficos contêm caixas para colocar alguns tipos de alimentos, nomeadamente no fundo do frigorífico (a parte mais fresca), ou na porta. Neste último caso, a importância é significativa, dado que as aberturas das portas do frigorífico tendem a aquecer de forma significativa essa área. Por isso, a preservação dos alimentos é melhor conseguida quando os alimentos são condicionados dentro de recipientes.