Poupar energia cozinhando com a Panela de Pressão

Foto do blog Kok Robin

Os consumos para cozinhar, gás, água e eletricidade, não são de descuidar. Com os aumentos que nos esperam derivados não só do IVA passar para 23% (era apenas 6%), provocados pelo Orçamento Geral de Estado para 2012 (OE2012), continuamos à procura de reduzir a dependência lá de casa aos recursos externos.

Para além do que já foi dito aqui no uso do forno, equipamento de cozinha que habitualmente aumenta o nosso consumo de energia, podemos também reduzir os consumos de energia, poupando na nossa conta de gás ou eletricidade, utilizando a panela de pressão.

A panela de pressão, por ser hermeticamente fechada, impede as perdas de energia pela dispersão do calor no vapor. A principal vantagem com que são vendidas é a redução do tempo de cozedura, mas oferece como bónus a redução do consumo de energia.

Devem ter atenção e verificar sempre o estado da válvula antes de abandonarem a panela de pressão ao lume e de não encher a panela para além do volume indicado pelo fabricante. No passado já houve dissabores entre os nossos autores do PouparMelhor.com.

Deixo-vos uma receita de Ossobuco à lá Ferro no Ferro.cc para experimentarem. Depois contém-nos como correu.

Crowd funding: para quando os bancos não emprestam dinheiro

Uma das origens da atual crise está na forma como a riqueza foi re-distribuída através do crédito fácil. Agora, depois da casa roubada, os bancos puseram trancas à porta e estão a dificultar o acesso ao crédito pois… nem eles mesmo têm. Embora o acesso ao crédito não seja propriamente o tema habitual aqui do PouparMelhor.com, a poupança de tempo e dinheiro são.

Para lançar projetos pequenos como o do filme, ou com dimensões ainda menores, o empreendedor vê-se perante a situação de ter de aceitar condições pouco eficientes de crédito, que acabam mesmo por se tornar a razão do fim dos seus negócios, pagando mais pelo dinheiro do que o que o valor emprestado foi capaz de produzir.

Com o crowd funding, um empreendedor pede à população geral que micro-financie o seu projeto, podendo prometer como retorno desde nada até edições limitadas do resultado final. O crowd funding é semelhante ao modelo de avanço sobre um produto ainda por concluir já bem conhecido das distribuidoras de discos, filmes e livros, mas sem a perca de direitos.

O custo do dinheiro neste modelo de financiamento é o no máximo o da entrega de uma ou mais amostras do produto com a conclusão do projeto. O dinheiro sai quase a custo zero ao empreendedor e não se arrisca a ser sangrado pelo investidor. Uma poupança de perto de 100%.

Baralhados? No exemplo do filme acima, os empreendedores inventaram uma pequena peça em alumínio para suportar um smartphone a que chamaram Oona. A peça é composta por várias roscas de encaixe e acompanhada de umas ventosas montáveis nas referidas roscas. O pedido de financiamento de financiamento era de 10.000 US$ com a promessa de em troca enviarem um dos produtos a quem financiasse mais de 25 US$. O projeto recebeu 131.220 US$. Ainda devem estar a encaixotar Oonas.

A saida para a crise não vai passar apenas por gastar menos, mas tem necessariamente de passar por produzirmos produtos mais procurados. Enquanto lutamos com o problema de escala, podemos investir o nosso tempo em escalas menores e nichos, produzindo mais lucros. O site mais relevante de Crowd Funding é para mim o kickstarter. Em portugal encontrei o PPL e o Massivemov.

As ilusões das promoções

Todos nós já provavelmente nos sentimos enganados por promoções que não o são, ou por outras estratégias de Marketing que visam criar a ilusão de que estamos a poupar muito dinheiro! São exemplo disso o “pague 1, leve 2”, “+25% grátis”, ou outras como a imagem ao lado documenta. Neste artigo, demos ainda outro exemplo, bem conhecido dos clientes dos hipermercados Continente, e que consiste em descontos que acumulam em cartão de cliente.

Quando o Continente publicita 50% de desconto em cartão, na verdade o desconto do cliente tenderá a ser de 33,3%. As contas são fáceis, e com um exemplo percebem-se melhor: imagine que compra um produto por 100 euros, pagando os 100 euros, mas ficando neste caso, com 50 euros em cartão; da vez seguinte, volta ao Continente, compra mais 50 euros de compras, mas não paga nada. O que acontece no final é que comprou 150 euros de produtos, mas pagou 100 euros, um desconto efectivo de 1/3.

O exemplo referido de 50% aplica-se a outros exemplos, sejam de 25%, 10% ou outro. De uma forma geral, a poupança neste caso é de:

  • Poupança= valor * desconto / (valor + valor * desconto)
  • Poupança= valor * desconto /valor * (1 + desconto)
  • Poupança= desconto / (1 + desconto)

considerando que desconto=1/n

  • Poupança= (1/n) / (1 + (1/n))
  • Poupança= (1/n) / ((n + 1) / n)
  • Poupança= 1 / (n + 1)

Logo, as conversões das poupanças anunciadas para as poupanças efectivas são:

  • 100% (1/1) -> 50% (1/2)
  • 50% (1/2) -> 33,3% (1/3)
  • 33,3% (1/3) -> 25% (1/4)
  • 10% (1/10) -> 9.09% (1/11)

Logo, quanto maior a poupança anunciada, maior a diferença para a poupança efectiva. Não quer isto dizer que não as deve analisar, e porventura aproveitar!

Truques ao abastecer o automóvel

Há vários truques que se podem utilizar quando se abastece o automóvel. A grande maioria deles não nos permitem ganhos perceptíveis, mas são interessantes, porque nos fazem pensar. Quando se abastece, uma boa regra é ter o tampo do depósito aberto o menor tempo possível. Todos nós já sentimos o cheiro do combustível, e isso acontece porque os vapores se libertam. Por isso, depois da última gota, fechem o tampo o mais rapidamente possível.

Atestar, ou não, é uma questão também interessante. Com o depósito cheio, transportamos o equivalente a uma pessoa durante muito tempo, com o custo acrescido de transportarmos peso a mais. Mas ao abastecermos mais vezes, vamos igualmente consumir combustível a deslocar-nos à bomba. A excepção é quando os nossos percursos habituais nos fazem passar frequentemente por postos de abastecimento.

Outro truque, que circula numa mensagem de correio electrónico, é a de abastecer nos períodos mais frescos do dia. O argumento é que a densidade do combustível é menor quando está mais frio, pelo que abastecer nesses períodos poderia ser mais vantajoso. Todavia, as variações de temperatura nos depósitos subterrâneos são pequenas, pelo que não é de esperar grandes vantagens. Segundo este site, para ganhar 1%, tem que haver uma diferença de cerca de 9ºC na gasolina, e de 12ºC no gasóleo.

Outras técnicas são difundidas também por sites e correio electrónico, que incluem o facto de evitar atestar quando o posto está a ser abastecido, ou de atestar quando o depósito ainda está meio cheio. Ou então, abastecer devagarinho para evitar uma libertação grande de vapores, como referíamos inicialmente. Todas estas acções não nos vão tornar ricos, e são alvo de acesa discussão. Nesta página podem ver em maior detalhe estes pontos, com descrição detalhada de alguns dos argumentos.

Bi-horário vs tri-horário

Anteriormente, abordamos as tarifas simples, bi-horário e tri-horário, bem como discutimos as diferenças entre os ciclos diários e semanais. Agora, abordamos as vantagens, ou não, da adopção do tarifário tri-horário. Tal como na tarifa bi-horária, também a tarifa tri-horária tem um ciclo semanal e um ciclo diário.

Quando comparamos com os ciclos do bi-horário, verificamos que os horários de vazio são exactamente iguais, bem como as respectivas tarifas. Enquanto no bi-horário há ainda o horário fora de vazio, no tri-horário este divide-se em horário de Ponta e Cheias.

Enquanto no bi-horário a energia fora de vazio custa 0,1448€/kWh, no tri-horário as horas de ponta têm um custo de 0,1593€/kWh, enquanto as horas cheias têm um custo de 0,1373/kWh. Reparem que a diferença é maior entre a tarifa do bi-horário e a de ponta, com a tarifa de cheias a ter um diferencial que é apenas de metade.

No horário seguinte temos o exemplo do ciclo diário do tri-horário. Reparem que as horas de ponta se situam ao início da manhã, e entre o final da tarde e início da noite. Reparem igualmente na especificidade das diferenças entre o horário de Inverno e de Verão:

No ciclo semanal, visível abaixo, as horas de ponta verificam-se durante as manhãs de segunda a sexta, e entre o final da tarde e início da noite, isto durante o Inverno. No Verão, apenas há horas de ponta durante a manhã:

A escolha entre o bi-horário e o tri-horário é relativamente simples: se conseguir reduzir significativamente os seus consumos durante a hora de ponta, então o tarifário tri-horário poderá ser o melhor para si. Tenha todavia em atenção que essa não será uma boa solução para a grande maioria das famílias portuguesas…

Preparem-se para o frio

Depois do Verão prolongado que tivemos nas últimas semanas, o frio está agora a começar a chegar. As nossas casas vão começar  a arrefecer e vamos começar a gastar dinheiro para as manter quentes. Para isso, evitar que elas arrefeçam ou arranjar estratégias que minimizem o custo do aquecimento, serão tópicos que iremos abordando ao longo das próximas semanas.

Calafetar as portas e vedar as janelas é obrigatório, para evitar que o frio entre, e o calor saia. Uma boa estratégia de conservação de energia servirá igualmente para o Verão. Estratégias existem para que as habitações consumam mesmo quantidades mínimas de energia, como é o caso das Passivhaus. Não esperemos chegar lá rapidamente, mas com pequenos passos poderemos poupar melhor, mantendo a nossa casa quentinha sem dispender muito dinheiro.

Para começar, a imagem acima dá-nos uma ideia de onde ocorrem as principais perdas de calor, numa casa típica. É seguindo esta imagem que vamos ter que começar a minimizar as perdas de calor que ocorrem nas nossas habitações.