Conseguimos aumentar a eficiência das deslocações para o trabalho?

Tenho um interesse muito pessoal no problema que aqui equaciono pois trata-se do meu percurso diário.

A pergunta já está respondida, nem que seja pelo que já se disse sobre a carga do automóvel e as percas de energia nas travagens, mas a poupança de energia nas travagens traduz-se num aumento do tempo necessário para o percurso.

O problema pretende-se resolvido, não só na vertente dos consumos de energia, poupando aqui o dinheiro, mas também de tempo:

  1. Quanto tempo consigo poupar; e
  2. Quanto combustível consigo poupar.

Para poupar o segundo, vamos ter de arranjar maneira de reduzir a influência de um no outro, isto porque se trata de vencer dois percursos diários, com vários pontos, no menor tempo, com o menor consumo. Vale tudo:

  1. Transportes públicos;
  2. Out-sourcing de um dos troços;
  3. Alteração do veiculo;
  4. Utilização de Energias alternativas;
  5. Outros aqui não previstos.

Os pontos extremos dos percursos são Montijo e Lisboa, e ambos os percursos implicam:

  • Transportar uma criança de e para o infantário;
  • Transportar uma criança de e para a escola;
  • Transportar um adulto de e para Benfica;
  • Transportar um adulto de e para a Praça de Espanha.

O ponto de partida do exercício terá como medida de arranque um consumo médio de 5,6 Litros de Gásoleo ao 100 Km e uma manutenção anual a rondar os 1.500,00€.

Os fatores externos de alteração são:

  • Intensidade do tráfego rodoviário;
  • Greves do setor dos transportes;
  • Flutuação do custo do combustível;
  • Entre outros.

Estas variáveis por não serem controladas por mim, terão de ser estimadas com valores médios e estabelecido o valor a partir do qual a mudança não produz poupança.

A poupança não se pode traduzir em mais tempo afecto ao total de todos os percurso, nem o esforço total da obtenção do ganho final não pode nem implicar um investimento superior ao recuperável em 1 ano.

Está lançado o desafio.

Para onde vai o combustível dos carros?

Quando falamos de poupanças de combustível nos automóveis, devemos perceber primeiro para onde vai o combustível que inserimos no depósito. A imagem ao lado dá-nos essa representação visual, sendo que a informação foi obtida a partir deste site. Note-se que esta é uma representação genérica, podendo variar consoante o tipo de veículos, como é o caso dos híbridos, e notavelmente dos eléctricos.

A maior perca é originada claramente no motor, que em cenários de cidade ou estrada, é responsável por cerca de 2/3 das percas. Essas percas são essencialmente térmicas, manifestando-se no calor dissipado pelos radiadores e pelo tubo de escape. Ainda atribuíveis aos motores temos percas associadas à bomba de combustível, combustão e fricção. Outras percas, bastante inferiores, estão associadas ao consumo em standby, às percas na transmissão, e aos consumos eléctricos. A restante energia é transmitida às rodas. Dependendo do cenário de condução, temos então as percas atribuíveis à aerodinâmica, à resistência ao rolamento, e à travagem.

É na manipulação destas percentagens que conseguimos poupar, ou consumir mais, combustível. Como vimos neste post, o controlo das travagens pode reduzir significativamente o consumo de combustível. Ou neste outro, em que abordamos a questão do peso no automóvel, e que aqui se enquadra na resistência ao rolamento. Em próximos posts, continuaremos a abordar formas de poupança de combustível, sempre com o pensamento nestes valores.

Descongelar o frigorífico

O acto de descongelar o frigorífico/congelador é um aspecto que quase todos conhecem. Todavia, fazemo-lo poucas vezes… A necessidade de manter os alimentos preservados é provavelmente o motivo porque não o fazemos mais vezes. Em todos os casos, deve tomar determinadas precauções na execução desta tarefa.

Diversos estudos evidenciam que a acumulação de gelo nos congeladores diminui significativamente a sua eficiência. A acumulação de gelo deve-se essencialmente à humidade existente no congelador, pelo que esse é um aspecto que se deve combater, embrulhando por exemplo os alimentos a congelar. Cada vez que se abre o congelador está-se igualmente a contribuir para o problema. Este processo deve ser efectuado sempre que a grossura do gelo ultrapassar 5mm. Se isso acontecer frequentemente, menos de três meses desde a última vez que descongelou, convirá perceber porque tal estará a acontecer.

O acto de descongelar o congelador pode ser conjugado com outra excelente técnica de poupança. Umas semanas antes de partir de férias, planeie o esvaziamento completo do congelador. O objectivo é sair para férias deixando o congelador vazio e desligado! Sendo justamente no Verão que os congeladores mais energia eléctrica consomem, o facto de estarem desligados mesmo que apenas umas semanas, pode significar uma poupança muito significativa! Obviamente, o mesmo se aplica a outros períodos de ausência prolongada.

Adormecer os computadores

Muitas vezes optamos por deixar os nossos computadores ligados, porque vamos almoçar, ou nos ausentamos temporariamente. Porque desligar implica normalmente uma perca importante de tempo, que depois se duplica ao voltar a ligar.

Fico surpreendido por poucos não optarem por suspender (existem várias terminologias sleep, suspend, etc.) os seus computadores. Sendo mais frequente entre os utilizadores de portáteis, é menos frequente em utilizadores de computadores de secretária. Em muitos casos eles não possuem essa possibilidade, mas nos mais recentes essa é uma funcionalidade habitual.

Suspender o funcionamento de um computador é normalmente uma tarefa muito rápida, de apenas alguns segundos. O retomar do seu funcionamento é também igualmente rápido. Pode-se deixar a maioria das aplicações activas, porque depois de retomar o seu funcionamento, elas estarão imediatamente disponíveis.

A poupança pode ser substancial, mesmo em termos de tempo. Se é um utilizador habituado a fazer shutdowns sucessivos, para além da poupança de energia e dinheiro, poupará igualmente bastante tempo. A maior contra-indicação é a quebra de energia, que significa a perca do estado do computador. Nestes casos, a hibernação do computador será a melhor opção.

Preservar as baterias

As baterias de iões de lítio estão presentes em muitos dos nossos equipamentos electrónicos. Os telemóveis e portáteis são os mais reconhecidos, e uma das regras de poupança é não mantê-los a carregar eternamente, e sobretudo não deixando os transformadores ligados à corrente quando não estão a carregar nada.

Para garantir uma maior longevidade das baterias de iões de lítio, não devemos utilizar as mesmas estratégias que utilizávamos nas de níquel (NiMH e NiCd), que tinham efeito de memória. Este efeito caracterizava-se por uma cada vez menor capacidade, à medida que se efectuavam carregamentos. Alguns chegavam mesmo a advogar a retirada das baterias dos portáteis, para prolongar a sua longevidade…

Nas baterias de iões de lítio, tal efeito não se observa. Aliás, descarregar uma bateria completamente é das piores estratégias. Diversos estudos demonstram que quanto mais se deixa descarregar completamente a bateria, menos carregamentos futuros suportará. O ponto ideal parece estar nos 40%-50%, que garante a maior longevidade. Os 40% de carga são igualmente o nível de carga a que se deve guardar uma bateria durante um período prolongado de ausência de uso da bateria. Na tabela abaixo, retirada do link acima, podemos ver como as descargas totais são as que menos recargas suportam:

Profundidade descarga

Ciclos descarga/carga

100%

50%

25%

10%

500

1500

2500

4700

Peso a mais no automóvel

Quanto maior é um peso de um automóvel, genericamente maior é o seu consumo. As leis da Física são claras nesse aspecto. Baixar o peso de um automóvel significa, por isso, baixar o consumo. Embora raramente se possa reduzir substancialmente o seu peso, há aspectos que podemos melhorar.

A bagageira é normalmente o primeiro sítio por onde começar. Muitas vezes transportamos carga sem necessidade, mais pela preguiça de a retirar. E em muitos casos essa carga vai-se acumulando, e sem nos darmos conta estamos a carregá-la desnecessariamente para todo o lado!

No porta-luvas andamos quase sempre temos também objectos desnecessários. Como o manual do carro, que tendo apenas umas centenas de gramas, circula quase sempre desde a compra do carro! Já pensou quantas vezes o consultou? Ou então pense no factor multiplicativo: nos milhões de carros que existem, os milhões de manuais andam quase todos a passear desnecessariamente!