Cuvetes de gelo no Inverno

Já reparou que é provavelmente mais um daqueles que mantêm cubos de gelo no seu congelador durante o ano inteiro? Se é daqueles que o faz, mas raramente consome cubos de gelo, excepto no Verão, então a manutenção dos cubos de gelo no seu congelador está apenas a contribuir para um aumento no consumo da conta de energia eléctrica.

Se é o seu caso, retire-os do congelador e coloque-os no frigorífico, para aproveitar o consumo de energia anterior, como o referimos aqui. Depois guarde-os até o próximo Verão!

O mesmo se aplica às cuvetes de gelo que utilizamos nas nossas arcas portáteis. Em muitos casos, elas permanecem dentro dos nossos congeladores durante todo o ano. O desperdício é evidente, pelo que durante o resto do ano devem permanecer algures na dispensa. Além disso, acabam por libertar um, quase sempre, espaço precioso!

Dispensar imagens na navegação Web

A navegação na Internet é por vezes paga em função da largura de banda consumida. Quase todos os planos tarifários têm limites, que são muito mais baixos em planos móveis. As tarifas são ainda particularmente elevadas quando o utilizamos em roaming.

Uma técnica que nos permite reduzir o consumo de largura de banda, muitas vezes sem afectar significativamente a qualidade de navegação, é desligar o visionamento de imagens. A quantidade de informação que está associada às imagens é muitas vezes muito significativa, podendo rondar os 80% em algumas páginas, como são as de páginas de Media. Se o que pretendemos é apenas ler as notícias, então esta técnica é razoável. Adicionalmente, reparará que o carregamento das páginas é bem mais rápido!

Para o fazer, no Internet Explorer, carregue em “Internet Options”, depois em “Advanced”, e dentro de “Multimedia” de-seleccione “Show Pictures”. No Firefox, carregue em “Tools”, depois em “Options” e finalmente em “Content”. Aí, de-seleccione a opção “Load images automatically”.

You cannot manage what you cannot measure

A frase acima é uma das frases mais interessantes da Gestão, e aplica-se em muitos cenários em que procuramos poupar. São vários os instrumentos que utilizamos para medir, no Poupar Melhor. O primeiro, que apresentamos aqui é um termómetro digital, que nos permite armazenar os dados da temperatura. São vários os casos em que nos socorreremos dele, sendo a imagem ao lado da evolução da temperatura de um dos nossos frigoríficos, durante um dia completo.

Como podem observar, a temperatura vai evoluindo ao longo do dia numa sinusóide muito interessante! As temperaturas atingidas chegam a ser muito elevadas no final do período de almoço, quando se atingem valores um pouco incomportáveis para o interior de um frigorífico! Notem igualmente a grande variação entre a temperatura mínima e máxima, diferença essa quase sempre superior a 4ºC.

Ao longo do tempo vamos aqui evidenciar algumas técnicas que nos permitirão manter o frigorífico mais sobre controlo. Ele é o aparelho que tipicamente mais electricidade consome em nossas casas, e por isso torná-lo mais eficiente significa necessariamente uma poupança não desprezível… Mas, ao mesmo tempo, essas técnicas poderão contribuir para manter os nossos alimentos mais frescos, assim maximizando a função deste electrodoméstico tão importante!

Tarifa Bi-horária

Notícias da passada sexta-feira, embora desmentidas, apontam para subidas muito significativas no preço da electricidade. A aposta na tarifa bi-horária é uma das formas mais rápidas de começar a poupar, depois da redução da potência dos contadores. Em tempos não muito distantes, a adopção da tarifa bi-horária exigia o pagamento de uma taxa fixa, pelo que nem sempre se beneficiava da sua adopção. Tal não é o caso hoje, compensando quase sempre a escolha da tarifa bi-horária, relativamente à tarifa simples.

Para beneficiar significativamente da tarifa bi-horária, é necessário que parte dos seus consumos sejam deslocados para os horários de vazio. Alguns são automáticos, como é o caso dos frigoríficos. Outros terão que ser programados. Se possui electrodomésticos que podem ser programados, como é o caso das máquinas de lavar roupa/loiça mais recentes, tal é uma tarefa fácil. Se não for o caso, essa deve ser uma característica a ter em conta numa futura aquisição. Outra opção é utilizar programadores temporais, mas tenha em atenção que nem todos os electrodomésticos se dão bem com estes programadores. Acresce que em muitas situações não é prática a sua utilização.

Recorde que o bi-horário não é uma panaceia. É sempre melhor não haver consumos, do que serem consumos em vazio. Tal é o caso de muitos consumos fantasmas, como são o caso dos transformadores e outros equipamentos eléctricos. Nestes últimos casos, estarem desligados é sempre a melhor opção!

Em tempos não muito distantes, a adopção da tarifa bi-horária exigia o pagamento de uma taxa fixa, pelo que nem sempre se beneficiava da sua adopção. Tal não é o caso hoje, compensando sempre a escolha da tarifa bi-horária, relativamente à tarifa simples. Há ainda a tarifa tri-horária, mas a sua justificação é mais complexa. As tarifas actualmente em vigor podem ser vistas nesta página da EDP:

Preço da energia activa
Período horário
EUR/kWh
Simples ≤ 2,3kVA
0,1027
Simples > 2,3 kVA
0,1326
Bi-horária
Horas fora de vazio
0,1448
Horas de vazio
0,0778
Tri-horária
Horas de ponta
0,1593
Horas de cheias
0,1373
Horas de vazio
0,0778

Evitar as travagens

A maioria das campanhas de poupança de combustível insistem no sentido de evitar as acelerações. Todavia, há uma forma mais eficiente de poupar, que é não travar! É nas travagens que se desperdiça a energia, e daí os automóveis híbridos tentarem capturar esta energia desperdiçada. Por isso, nestes automóveis, esta técnica não é tão eficiente!

Quando se fala em não travar, abordamos obviamente o objectivo de evitar as travagens. Se mais à nossa frente o semáforo está vermelho, então deve largar-se o pedal do acelerador, como se mostra no vídeo abaixo. Com um bocado de planeamento, chegaremos ao semáforo mesmo a tempo de continuar a acelerar. Se vamos numa fila, um maior espaço para o carro da frente fornecer-nos-á um espaço para melhor evitarmos as travagens. São muitos os exemplos possíveis, que com a experiência se aperfeiçoam. Como ir do Porto a Lisboa, pela A1, sem travar!

Quanto se poupa? Tanto quanto anunciam os automóveis híbridos, ou um pouco mais, porque não temos o ónus de carregar com as baterias! Pode perder-se um bocado de tempo, porque a velocidade média tende a baixar. Mas nem sempre, como é o caso do semáforo acima referido. Ou do caso das filas, que muitas vezes tendem a melhorar com a redução da velocidade média. E ainda tem o bónus de poupar nos travões!

Preservar o frio

O acto de retirar objectos do congelador tem inerente quase sempre uma perca de energia. É bastante frequente chegarmos a casa e retirarmos algo do congelador para cozinhar. Para descongelarmos utilizamos várias técnicas, desde o aquecimento com água quente (desaconselhado, em função da possível proliferação de bactérias), até à descongelação no micro-ondas. Em qualquer caso, estamos a consumir energia para o fazer.

Uma técnica alternativa é anteciparmos o acto de descongelação. Retirá-lo do frigorífico e deixá-lo descongelar naturalmente, poupa-nas a energia da descongelação. Mas se anteciparmos o acto umas horas mais, podemos colocar o objecto a descongelar dentro do frigorífico. Tal significa que o frio acumulado no objecto congelado servirá para arrefecer o ambiente do frigorífico, minimizando o consumo de energia para manter o frigorífico fresco. A colocação dos objectos a descongelar na parte inferior do frigorífico tende a maximizar a eficiência da técnica.

Para esta técnica funcionar adequadamente, é necessário um maior planeamento. Todavia, no nosso dia a dia, significa normalmente colocar de manhã a refeição da noite no frigorífico. O planeamento pode ser traiçoeiro, porque como se sabe o alimento descongelado deverá ser consumido de seguida. Tal como outras técnicas de poupança, requer alguma aprendizagem.