Bolha no Imobiliário?

Nos últimos tempos tenho ouvido muitos conhecidos meus expressar receios sobre a evolução dos preços da habitação. Na minha opiniao, a subida começou no centro das cidades, sobretudo de Lisboa, em função da procura dos estrangeiros. Felizmente, porque tal procura a que se juntou a vinda de turistas foram o que provavelmente mais contribuíram para que tenhamos esquecido a crise financeira, que pelo País permanece, mas da qual ninguém quer saber. Mas, recentemente, estendeu-se para a periferia das cidades, a partir do momento em que os Portugueses perceberam que tinha baixado o custo da comutação…

O meu barómetro nestas coisas é sempre a informação mais independente vinda de análises que observam a nossa realidade, encaixada na evolução internacional. Quando queremos olhar para além do nosso umbigo, temos que nos comparar com os outros.

Recentemente, a Bloomberg elaborou uma lista dos países com mais riscos de bolhas na habitação. E Portugal está lá. Mas o site Visual Capitalist foi um pouco mais longe e elaborou um infográfico onde a bolha está à vista. Porque uma imagem vale por mil palavras:

Top de Linguagens de programação

Por necessidades profissionais, a necessidade de conhecer diversas linguagens de programação tem feito com que ao longo da vida tenha vindo a acompanhar as principais novidades. De vez em quando, lá tenho que apreender mais uma. Um recurso importante é aquele que referimos neste artigo.

No outro dia, numa conversa sobre qual seria a linguagem de programçaõ mais utilizada, não se chegou a um consenso. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha, e fui procurar online se haveria estatísticas neste domínio?

Dos vários artigos que li online, havia um que aparecia sempre: o índice TIOBE. O que mais me surpreendeu foi que eles mantêm um gráfico da evolução do Top das linguagens de programação desde 2002! Para quem estiver interessado na forma de cálculo, podem ver neste link.

Como se pode ver abaixo, o domínio continua a ser do Java e do C. Como é do conhecimento de quem anda no meio, o Python está a ter um resurgimento, enquanto o C++ e PHP estão claramente em queda. Emfim, vale o que vale, mas dá uma bela leitura e discussão!

Acabar com a mudança da Hora?

Há muito que se sabe que a mudança da hora não se traduz nos benefícios propagandeados. E cada vez mais se descobrem outros efeitos negativos

Depois da Rússia ter acabado com a mudança da hora, são cada vez menos as regiões do Planeta que insistem em mudar os relógios duas vezes por ano, conforme se pode ver pela imagem abaixo, retirada deste artigo do Wikipedia. Basicamente, falta a Europa e partes da América do Norte:

A Comissão Europeia decidiu fazer uma Consulta Pública deste assunto. Não me parece que vá dar em nada, até porque falta imensa informação para contextualizar a discussão. O pedido origina essencialmente do Norte da Europa, mas também nos afecta a nós.

Para formar a minha opinião, olhei com muita atenção para o gráfico deste artigo, e que reproduzimos a seguir. Ele mostra-nos a evolução da duração do dia, ao longo do ano, para a região de Lisboa:

Horas de Sol em Lisboa

Conforme se pode observar, a mudança da hora serve sobretudo para estabilizar a quantidade de sol que existe quando acordamos. Tal tem implicações porque as crianças têm que se levantar para ir à escola, nós temos que ir trabalhar, e a Sociedade tem que estar a mexer a uma certa hora. Tudo se complica mais à noite, pois sabemos que a noite chega muito mais tarde no Verão.

Qualquer opção neste domínio promete ser complexa. A Rússia mudou há uns anos, e voltou a mudar uns anos depois. Experiências neste domínio têm ocorrido, quase sempre sem bons resultados. E basta lembrarmo-nos da mudança que ocorreu em Portugal entre 1992 e 1996…

Assim sendo, pessoalmente prefiro que se acabe com isto da mudança da hora, e que Portugal adopte a Hora de Inverno. É claro que no Verão vai ser dia às cinco da manhã, e vai ser noite mais cedo. Mas não acredito que seja para já, até porque qualquer que seja a decisão, mesmo de manter, haverá sempre uma grande confusão associada…

Em qualquer caso, não deixe de dar a sua opinião!

 

Plantar um abacate em casa

Abacate no vaso a partir de semente

Abacate no vaso a partir da semente

Com o preço do abacate pela hora da morte, mesmo com desconto, decidimos plantar num vaso a nossa própria árvore de abacate. Há vários vídeos a apresentar árvores de abacate com frutos com cerca de 1 metro, e isso pareceu-nos uma forma de termos estes saborosos frutos sem a despesa de os comprar.

  1. Colocámos a semente num copo com água suspensa por palitos e esperámos. Enquanto esperámos, fomos mudando a água.
  2. Ao fim de uma semana ou duas, a semente rachou, esperámos mais um pouco, e enquanto esperámos, fomos mudando a água.
  3. Quando de dentro da semente brotou um raminho, mudámos para o vaso com terra fofa que está na foto.
  4. Passadas 4 semanas, o pequeno ramo é agora o que está na foto.

A pergunta para a qual não tenho ainda resposta é se a árvore dará frutos.

Nas pesquisas na web encontrei muitas teorias. Uns que diziam que crescido da semente só dava flores depois de 7 anos. Outros que diziam para enxertar um ramo de fruto de uma outra árvore de abacates já com frutos. Havia ainda quem desse uma receita de múltiplos tipos de adubo.

Por agora é a nossa pequena árvore de abacates.

 

 

O IPMA no Home-Assistant

Home Assistant

Home Assistant

Tenho andado entretido a automatizar a minha casa, por isso, o Home-assistant é um tema que visito muitas vezes.

Com a última evolução desde mordomo free open source, foi acrescentado um componente que permite apresentar os dados do nosso Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA).

Este componente é da autoria do Diogo Gomes que tem um repositório no GitHub repleto de coisas para o Home-assistant.

Conforme os valores no código, o componente atualiza as previsões do IPMA a cada 30 minutos para as coordenadas ou estação meteorológica que tenham configurado.

Para já, vou testar este componente, mas vocês já sabem o que pensamos sobre os supercomputadores do IPMA e como as suas previsões são… voláteis.

 

Estudar o tempo que estamos online

Uma das coisas onde se pensa que perdemos o nosso tempo é online, mas para sabermos mais sobre esse tema, há quem tenha de o estudar.

A amiga @Ritadslopes está a desenvolver um estudo sobre a percepção que temos do tempo de utilização Online diária. Para tal necessita da nossa colaboração.

Sabendo desde já que nos dias que correm o contacto com o mundo virtual parece pronunciar-se cada vez mais em detrimento do mundo real, torna-se essencial um maior aprofundamento do fenómeno.

O desenvolvimento deste estudo deverá contribuir não só para o conhecimento científico, como poderá permitir aos profissionais de saúde direccionarem os seus cuidados às necessidades específicas da população, nomeadamente no que respeita à utilização problemática da Internet.