159ª taxa: a dos impostos, taxas e taxinhas e do projeto para transforma a Wii board numa balança inteligente

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana começamos 2 novos empreendimentos aqui no Poupar Melhor. O A.Sousa vai registar todos os impostos, taxas e taxinhas que encontrar numa nova página do Poupar Melhor. Eu vou iniciar um novo projeto para voltar a dar uso à Wii board lá de casa ligando-a ao Raspberry Pi.

Terminamos a comparar os registos em papel do A.Sousa com os gráficos que o Apple Health pode produzir.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do PouparMelhor está também no iTunes.

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Uma máquina virtual Linux minificada

Sou um utilizador de máquinas virtuais há mais de 10 anos. Utilizo-as no meu trabalho profissional, e também pessoal. O Poupar Melhor é feito também numa máquina virtual, e o podcast é também aí gravado. Nos últimos meses, tenho vindo a tentar arranjar tempo para substituir as minhas máquinas virtuais Linux. As que utilizava deixaram de ser suportadas, e por isso tenho que as actualizar.

A estratégia que utilizo é primeiro criar uma máquina virtual o mais simples possível. Poderia fazer a coisa de forma diferente, mas começo por instalar uma versão standard, e depois vou limpando… O objectivo é chegar a uma versão tão pequenina, que depois possa ser copiada várias vezes. Porque algumas cópias de uma máquina virtual não optimizada podem dar uma contribuição significativa para a taxa da cópia privada.

A distribuição de Linux que decidi aplicar nas máquinas virtuais que vou passar a utilizar é o Linux Mint, versão 17.2. Baseado em Debian e Ubuntu, é claramente a distribuição mais popular do momento. E promete ser suportada durante os próximos cinco anos, o que quer essencialmente dizer que o trabalho que estou a ter agora provavelmente não terá que ser repetido nesse período.

O meu objectivo, e que vou relatar aqui, é conseguir enfiar o sistema operativo, mais as partes essenciais (browser, processador de texto, e mais umas pequenas coisas), em menos de 2 GB. Ao todo, quero um ficheiro virtual do disco com menos de 2.5 GB. É ainda um exagero, mas considerando que o Linux Mint chega a exigir 9.5 GB de disco neste momento, é uma redução ainda significativa.

Vou ir aqui relatando o processo até tentar chegar lá. Vou utilizar a versão com o desktop Cinnamon, embora o Xfce seja uma implementação mais “leve”. Vou utilizar a versão 32 bits, provavelmente um risco, até porque os 64 bits é o que está a dar. Todavia, garante uma ocupação de disco bem inferior e um footprint de memória também inferior. Duas características importantíssimas, quando existe uma proliferação de uso de máquinas virtuais…

Privatização do estacionamento público em Lisboa

A EMEL é uma empresa pública que tem esticado todos os limites razoáveis da sua intervenção! Este artigo descreve uma das formas dessa intervenção.

Ontem, tive que deslocar-me para os lados da Quinta da Luz. Estacionei numa praceta onde havia montes de lugares vagos. Mal saí do carro, um idoso interpelou-me e avisou-me que não podia estacionar ali! Perguntei-lhe se era pago, percebendo rapidamente que não havia parquímetros por perto!

Riu-se para mim, dizendo que aquele parque era só para os residentes! Nem queria acreditar! Lá tive que ir confirmar na entrada da praceta, a placa que me escapara:

Esta praceta enorme passou a ser um espaço privativo dos condóminos?

Esta praceta enorme passou a ser um espaço privativo dos condóminos?

Na verdade, o que a EMEL fez foi privatizar o espaço público a favor dos moradores! Mesmo que o espaço esteja completamente vazio, não podemos lá estacionar! Mesmo que queiramos pagar parque, não podemos lá estacionar! Deixou de ser um espaço público, para passar a pertencer aos condóminos, com dístico… Quem serão?

Ainda sobre a Volkswagen

Depois do artigo onde referenciei o escândalo da Volkswagen, tenho continuado a ler algo sobre o tema. Na verdade, nem tudo é mau, como já o havíamos referido, pois nas versões “adulteradas”, o consumo de combustível é menor!

Na verdade, a notícia de batotas neste domínio nem sequer é nova, como podem confirmar por este artigo de há mais de um ano. Aliás, enganar nestes testes é muito antigo, assim como as penalizações para quem é apanhado.

E é igualmente verdade que os motores a gasóleo consomem menos combustível que o dos motores a gasolina, embora o processo de fabrico seja mais complexo. E quando um fabricante perde, há uns prontos a enterrá-los e substituí-los.

É preciso dizer que quando existe regulação, uns perdem e outros ganham. E como isto aconteceu nos Estados Unidos, onda a indústria automóvel anda pelas ruas da amargura, em vez de ficarem com um bom carro alemão, vão ficar outra vez com um mau carro americano…

Na verdade, na verdade, os carros da Volkswagen nem são os culpados. Verdeiramente culpadas são as agências/instituições que medem estas emissões/consumos. Como a EPA nos Estados Unidos, que obviamente não soube medir as emissões! Na verdade, a própria EPA está contra regras que teriam permitido expor o problema!!! Apanhados a não fazer nada, ou a dormir, anunciam agora que vão passar a medir melhor? Na verdade, a culpa não é da Volkswagem, mas sim da EPA!!!

Na verdade, é obviamente desejável que o controlo do motor seja realmente inteligente. Se o carro está parado, num laboratório de medição, e emitir menos poluição, isso é desejável. Se for preciso uma aceleração para fazer uma ultrapassagem de vida ou de morte, o que interessa mais umas moléculas de NOx? E porque não há-de ser o condutor a dizer o que deseja a cada momento, estilo menos consumo ou mais potência?

Na verdade, o que esta história nos diz é bastante profundo! Que a nossa liberdade de fazermos determinadas coisas está-nos proibida! Temos que seguir as regras que alguém determinou, não se sabe muito bem quem, nem porquê! Pelas mesmas razões, o que pretendem os que defendem chamar os carros para lhes mudar o software? Será que é para efectuar um downgrade, em que uma das consequências é o aumento dos consumos?

Na verdade, quem sumarizou bem a questão parece ter sido Jeremy Clarkson, antigo apresentador do Top Gear. Vale a pena ler o artigo completo para dar umas boas gargalhadas, do qual resolvi destacar esta frase:

  • Volkswagen looked at a set of arbitrary figures that had been dreamt up by a bunch of ill-informed, woolly-headed government officials and chose to ignore them.

A tomada inteligente da EDP

Tomada inteligent da EDP (foto @PTnik)

Tomada inteligent da EDP (foto @PTnik)

Aqui há uns dias encontrei este artigo sobre a tomada inteligente da EDP no PPLware. Isto lembrou-me da tomada com comando remoto do A.Sousa e de como o consumo dessa tomada era superior à poupança esperada.

É claro que eu e o A.Sousa tudo o que queríamos era ter deitado a mão a uma destas para a torturar até que nos contasse tudo sobre os seus consumos. Infelizmente não tivemos tanta sorte como todas as pessoas que reclamam a inutilidade deste equipamento nas caixas de comentários dos blogs e não temos uma para testar.

O Carlos Martins (@PTnik) do Aberto até de madrugada tinha uma e fez aquilo que já devia ter sido feito à muito tempo: medir o consumo da tomada inteligente da EDP sem nenhum equipamento lá ligado.

Como testemunham as fotos que o @PTnik nos enviou, a tomada não regista consumos nos medidores de consumo domésticos. Isto significa que os consumos são inferiores ao limite de precisão do equipamento, o que só quer dizer uma coisa para nós: temos mesmo de arranjar uma destas!

Açúcar em Refrigerantes

Há uns dias falavamos sobre as doses de referência, e da quantidade de açúcar em duas colas bem conhecidas. Já no início do Verão havíamos chamado a atenção para a quantidade de açúcar numa garrafa de dois litros de referigerante. Quando visto desta perspectiva, a quantidade de açúcar que ingerimos é absolutamente impressionante!

Do mesmo site em que referimos a quantidade de sal na fast food, chegam-nos agora dados sobre a quantidade de açucar em refrigerantes. Daí concluímos que nem somos dos países onde mais açúcar enfiam nas bebidas, mas também não somos dos melhores. Os dados detalhados dão-nos valores sobre várias bebidas, e a recordista é a Sprite na Tailândia, em que uma garrafa de 33 cl tem nada mais, nada menos, que 47 gramas de açúcar! Como se pode ver na imagem seguinte, as diferenças entre os vários países ainda são substanciais, com os países da América do Norte a estarem no pelotão da frente:

Açúcar em diferentes bebidas (infografia retirada daqui)