Fotos programadas

Super lua e super foto

Super lua e super foto

O eclipse lunar da passada semana deu origem a algumas fotos absolutamente únicas, como a que podemos ver ao lado, e que retirei deste artigo do Daily Mail.

Uma das perguntas recorrentes que faço quando vejo estas fotos, é saber como o fotógrafo sabia onde posicionar-se?

Parte da resposta descobri-a dias depois na app PhotoPills. Aparentemente, é o segredo por detrás de algumas das fotos legendárias que por aí se tiram. A app inclui muitas funcionalidades, incluindo o seguimento do caminho do Sol, Lua e a Via Láctea, bem como os vários horários associados (nascer do Sol, pôr do Sol, etc.). Dá dicas sobre como tecnicamente fotografar determinados enquadramentos, como nos dizer que tipo de lentes é necessária para determinado enquadramento. Infelizmente ainda existe apenas em iOS, sendo que algumas alternativas para Android estão referenciadas neste fórum.

O blog deles está cheio de imagens absolutamente únicas, técnicas interessantes, e tem mesmo um vídeo que explicava como utilizar o PhotoPills para fotografar o eclipse lunar:

Cientista bate com a porta

É só mais um, que se soma a uma autêntica bola de neve, já em movimento. Desde há muito tempo que deixei de acreditar na Ciência peer-reviewed. Essa minha percepção tem sido cada vez mais reforçada com o conjunto de situações indescritíveis que por aí pululam…

A percepção de quem está por dentro do sistema é ainda pior. Há mesmo quem considere que metade da Ciência é falsa, e quem o diz não é um peão do sistema…

O mês passado, Jean-François Gariépy, professor da Universidade de Duke, comunicou que se tinha demitido da sua Universidade, uma Universidade de topo dos Estados Unidos, e uma das que tem mais investigadores de maior citação do ISI.

Gariépy não faz parte dessa lista, mas ainda assim o que diz é extremamente bombástico. Basta atentar em algumas das suas frases, para perceber como a Ciência anda mesmo mal:

  • Throughout the years, I have been discovering more and more of the inner workings of academia and how modern scientific research is done and I have acquired a certain degree of discouragement in face of what appears to be an abandonment by my research community of the search for knowledge.
  • By creating a highly-competitive environment that relies on the selection of researchers based on their “scientific productivity,” as it is referred to, we have populated the scientific community with what I like to call “chickens with no head,” that is, researchers who can produce multiple scientific articles per year, none of which with any particularly important impact on our understanding of the world.
  • a high number of scientific articles are published with fraudulent data, due to the pressures of the “publish or perish” system, making it impossible to know if a recent discovery is true or not.
  • My most important scientific articles were accepted in major journals because the editors had a favorable prejudice toward me or my co-authors; because I was making sure that I had a discussion with them before I submitted; or because the reviewers they chose happened to be close colleagues.
  • However, the end result is the same, no matter what the intention is: a corrupt system where favoritism is the norm.

KODI e AirPlay mirror no Raspberry Pi

Apple Airplay Mirror (Foto Apple.com)

Apple Airplay Mirror (Foto Apple.com)

Aqui há uns tempos tentei juntar o agradável KODI ao útil AirPlay. Depois disto tudo foi possível experimentar com sucesso o iPad e o Macbook Pro:

  • O Airplay funcionava lindamente como ecrã do iPad; e
  • O Macbook Pro também usava lindamente a televisão como segundo ecrã.

Infelizmente nem tudo foi como esperado. O resultado, embora muito bom, não foi perfeito:

Estive a pensar como podia juntar o melhor dos dois mundos no meu RPi.

A versão de rplay que testei funciona num sistema de gestão de janelas baseado em Linux. O OSMC salta diretamente para o Kodi sem passar pelo sistema de janelas. Sem sistema de janelas, o rplay não funciona e por isso era necessário um sistema de janelas.

Da última experiência fiquei com um Raspian instalado num SD card. Foi com esso que iniciei esta tentativa. O Raspian trás um sistema de gestão de janelas baseado em Gnome e tudo o que necessitava agora era instalar o Kodi.A instalação do Kodi no Raspian está documentada num link do próprio site da Raspian. O processo implica umas modificações por linha de comandos. Dei preferência a outras instruções de instalação do Kodi no Raspian com uma data de atualização mais recente. O resumo dos passos fica aqui em baixo:

  • Editar a lista de sources:
    • sudo nano /etc/apt/sources.list.d/mene.list
    • Inserir as linha abaixo na lista de sources:
    • Para sair carregar em CTRL + X e aceitar a gravação.
  • Importar a chave de autenticação do software e atualizar software:
    • sudo apt-key adv --keyserver keyserver.ubuntu.com --recv-key 5243CDED
    • sudo apt-get update
    • sudo apt-get upgrade --yes
    • sudo rpi-update
    • sudo reboot now
  • Após o RPi reiniciar:
    • sudo apt-get install kodi --yes

Depois de instalado o Kodi, podem seguir as instruções para ele arrancar automaticamente quando o RPi inicia. Depois de instalado deve configurar o botão de desligar o Kodi para sair de forma a que volte ao sistema de gestão de janelas. Desta forma podem usar o Rplay.

O Kodi no Raspian não tem um desempenho tão bom como o OSMC. Deixa mesmo muito a desejar. Não é elegante, mas por enquanto é a modificação possível.

Proteção de turbos em motores diesel

Poupar na mecânica do automóvel é uma forma pouco assumida, hoje em dia, de poupança. No passado, tal era mais habitual, até porque a mecânica associada era relativamente simples, ao contrário dos carros modernos.

Os motores diesel são mais robustos que os motores de gasolina, e tipicamente duram mais tempo. Todavia, quase todos os automóveis diesel modernos têm um turbo. E só normalmente damos conta da sua existência quando temos que pagar um preço alto pela sua substituição…

Quando arrancamos um carro a gasóleo moderno, não temos que esperar pelo aquecimento que se verificava nos modelos mais antigos. Mas não devemos exagerar no arranque. Referências apontam para esperar entre 5 a 10 segundos, para que o óleo chegue ao turbo.

Nos minutos seguintes ao arranque, nunca devemos puxar muito pelo motor. O lubrificante pode estar frio, o que significa uma menor eficiência na lubrificação do turbo.

Igualmente importante é a paragem. Um turbo trabalha mais quando nos deslocamos a velocidades maiores, como numa autoestrada. Quando se pára de repente, como numa estação de serviço, o calor presente no turbo pode não se dissipar, acabando por contribuir para uma vida mais curta do turbo. Nestes casos, a ideia é que o motor não se esforce durante pelo menos meio minuto antes. Nunca se deve igualmente acelerar antes de desligar o motor, pois a lubrificação do turbo pode ser interrompida de repente, aumentando a probabilidade da sua falha prematura.

Microinvestimento, resultados e perdas

Asylum Playing Card

Asylum Playing Card

Quem investe em projetos como os do Kickstarter tem o mesmo risco que quem investe de outras formas: perder o dinheiro investido sem obter o retorno esperado. A história das cartas de jogo Asylum que se espalhou pela internet serve apenas de exemplo.

O sucesso recente das campanhas do Pebble no Kickstarter não são o exemplo dos resultados gerais. Muitas campanhas não conseguem o dinheiro que esperavam. Outras tantas atrasam-se na entrega das recompensas aos investidores. Tal como no caso do Uber, Airbnb ou Traveling Spoon, a legislação parece não conseguir acompanhar os desenvolvimentos sociais que a tecnologia dá acesso.

Em Portugal a legislação que tenta acompanhar esta questão foi aprovada recentemente. O Decreto da Assembleia 445/XII legisla sobre o regime jurídico do financiamento colaborativo. Vai caber à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) regulamentar a atividade nesta matéria, mas só lá para finais de outubro ou novembro é que devemos ter conteúdos sobre o tema no Google.

Em principio não haverá impedimentos de maior para quem já tenha constituído ou queira constituir um fundo deste tipo. O que a legislação vem implementar é a obrigatoriedade de registo dessa atividade, ou seja, o de promoção deste tipo de investimento.

 

 

 

O que o escândalo da Volkswagen nos confirma

Já todos os leitores estarão provavelmente familiarizados com o escândalo que surgiu recentemente nalguns carros da Volksagen movidos a gasóleo. O escândalo só é escândalo porque foi descoberto. E para gozo extremo, surge dias depois de ter passado a ser o fabricante de automóveis mais sustentável do Mundo… Na verdade, certamente são muitos mais os escândalos que por aí andam, mas que ainda não foram promovidos a verdadeiros escândalos.

É claro que nós, seja vestindo o papel de consumidores, seja de habitantes do Planeta, muitas vezes suspeitamos de que nem tudo é como nos contam… E neste caso existe mesmo um dilema, até porque com as maiores emissões dos automóveis vinha associado um menor consumo… Daí que seja um trade-off difícil. Todavia, muitas vezes é muito mais fácil passarmos directamente para o domínio das teorias da conspiração, esquecendo-nos que estamos a entrar no mesmo jogo!

Há vário domínios onde fraudes similares certamente grassam. Já falamos aqui por exemplo da obsoloscência programada. Se parece ser fácil enxertar um defeat device num automóvel, então não tenho dúvidas que é muito fácil embutir uma espécie de kill switch na electrónica/software dos nossos equipamentos… Já para não falar nos consumos anunciados de consumo de combustível, que todos sabemos serem mais ou menos impossíveis de serem obtidos. Já para não falar de algumas fraudes pura e duras, algumas das quais temos aqui referenciado.

A boa notícia todavia é o incremento que venho notando na análise de muito daquilo que damos por adquirido. Na verdade, muita da Ciência que se faz é pura e simplesmente falsa. Na verdade, nada disto é novo, até porque o método científico dá-nos a resposta de como resolver o problema. Do meu ponto de vista, muito do avanço que esperemos que o futuro nos traga, passará por evitar que esta ciência falsa, as trafulhices em nome dela, e os produtos que se anunciam como cada vez mais imaculados, seja escrutinada e não vinguem, sob pena que o avanço civilizacional se torne num retrocesso escondido…