150ª cara: a da prova de reconhecimento facial

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa ficou fascinado com a sua própria incapacidade de reconhecer caras e desafiou-me para um teste onde ele tinha péssimo desempenho. Os meus resultados foram bastante diferentes e por isso decidi levar a brincadeira mais à frente e completar um teste mais complexo. O tempo não foi completamente perdido pois serve para sabermos um pouco mais sobre as nossas próprias capacidades.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do PouparMelhor está também no iTunes.

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Ciência e Religião

De que serve a encíclica para as pessoas do terceiro Mundo?

De que serve a encíclica para as pessoas do terceiro Mundo?

Todos temos a noção de que quando há misturas entre Ciência e Religião, a coisa não vai acabar bem. Foi assim há 500 anos com Galileu, mas muitos mais exemplos existem. E o exemplo da semana passada não me parece que vai correr bem.

O Papa lançou uma encíclica nova. O que normalmente não é notícia, apareceu por todo o lado, em muitos meios ligados à Ciência, o que é claramente um outlier… O clamor que se seguiu sugeriu-me uma boa teoria da conspiração, mas adiante… Aliás, sou todo a favor da poupança, conservação de recursos, e por isso a moral até se digere…

A coisa ficou todavia muito mais negra quando li este artigo do Zero Hedge. Fala sobre um professor Alemão, John Schellnhuber, que aparentemente tem uma visão radical sobre as alterações climáticas. Uma pesquisa online rápida revela que isso é capaz de ser bem verdade (ver por exemplo este artigo, com muitas referências).

Na verdade, seguindo os links, percebe-se que este John Schellnhuber gostaria que o Planeta tivesse apenas um bilião de pessoas. Não sei o que é que o Papa Francisco pensa disto, mas talvez mandar as restantes todas para o purgatório, será? E como é que vai ser com os Católicos? Como são cerca de dois mil milhões, o que fazer a metade?

Para apimentar a coisa, o Papa Francisco resolveu torná-lo membro da Pontifícia Academia de Ciência e participou mesmo no lançamento da Encíclica! Uma religião que tem uma visão claramente retrógrada, como só admitir o preservativo em determinadas situações, alinha agora com aqueles que dizem que o planeta não devia ter mais de um bilião de pessoas???

Infelizmente, esta ideia de que o Planeta Terra tem gente a mais, e que é preciso exterminar uns quantos, têm surpreendentemente muitos mais adeptos do que alguma vez pensava. Uma rápida pesquisa pela Internet revela-nos isso, mas este artigo é surpreendente pela informação que condensa, e os links que referencia, e que não deixam dúvida de que as personagens disseram mesmo estas afirmações sem perdão! Mas tenham atenção, pois o que essas personagens disseram é suficiente para nos dar vómito!

E o problema e que há mais, como o marido da Rainha de Inglaterra, que escreveu num livro “I must confess that I am tempted to ask for reincarnation as a particularly deadly virus“. Ou pela mensagem transmitida por Hollywood, no filme Kingsman, em que o tema é abordado, mas felizmente alguém acaba com a ideia de exterminar a raça humana, apesar de uma das cenas possivelmente mais violenta dos últimos tempos, enquadrada numa igreja, conforme podem ver abaixo.

Enfim, para mim tudo isto é uma surpresa total. Da parte dos “cientistas”, nada que me vá admirando, no estado em que está a Ciência. Agora, que o Papa se meta nestes domínios, é verdadeiramente surpreendente. E, a esta velocidade, fará de Hitler e das suas ideias de controlo populacional, um autêntico sacristão…

Grana Padano: a diferença do preço

Aqui há uns tempos chegámos à conclusão que andavam a vender Grana Padano ralado por muito mais por ralar. O preço por quilo que apresentámos era como se segue:

  • Ralado = €19,90; e
  • Por ralar = €14,45.

A amiga Sueli foi até ao post deixar uma explicação, mas a dúvida de qual seria a razão da diferença de preço manteve-se:

Eles estão considerando o valor da mão de obra e da maquinaria para ralar o queijo. :)
Sem entrar na questão da razão do fabricante para um preço cerca de 38% mais alto devemos analisar se ao custo da mão de obra – que é alto naquela região italiana está sendo atribuído um preço justo e justifica tal acréscimo. O queijo ralado tem como qualquer produto que se aumenta a superfície de contacto uma probabilidade maior de se deteriorar mais rápido. Também está embutido com certeza, um preço para a “preguiça” do consumidor em ralar o queijo na hora – o preço da mão de obra deste, mas você está correto para mim – há mais uso e maior durabilidade do queijo quando se compra um pedaço de queijo.

As fotos ficam aqui para ver se alguém nos tira a dúvida sobre a formação deste preço. Podem clicar nas imagens para ver o tamanho original.

Preço igual, volume diferente… reduflação!

Os truques envolvendo a formação de preços estão por todo o lado. Ontem referíamo-nos ao Grana Padano. Temos referido muitos exemplos semelhantes aqui no Poupar Melhor, e não é por masoquismo. É simplesmente para estarmos mais atentos!

O exemplo abaixo é outro. Parece que há uma repetição de preços. Na verdade a marca e o produto são idênticos, mas o volume é que é diferente. São apenas menos 40 ml, dirão, mas é mais um exemplo de reduflação! Mas o suficiente para o preço por litro ser 2.57 € superior no caso do produto de menor volume…

[Nota: O Luis nos comentários abaixo chama-nos a atenção para o facto de que um é champô e outro condicionador… Dá para perceber que quanto mais olhamos, mais embriagados parecemos!]

eeee

Preço igual, volume diferente…

Previsões Económicas furadas

As previsões são uma chatice! São chatas porque, mais cedo ou mais tarde, chega o dia de se confrontar a realidade com essas previsões… As previsões podem ser de vários tipos, mas hoje vamos evidenciar um caso que deu algo que falar lá fora, sobre como as previsões dos modelos económicos não são seguidas pelos comuns dos mortais! Como mete Economia e Poupança, é particularmente interessante no contexto deste blog, até porque me lembrei imediatamente de um caso célebre de contas engatadas por causa dos consumidores chatos, que não querem gastar dinheiro!

Tudo começou no outro dia quando li este artigo do Zero Hedge. Parece que os consumidores dos Estados Unidos não estão a seguir as ordens da Reserva Federal Americana. A história começa na verdade com um artigo no Wall Street Journal, de Jon Eric Hilsenrat, o seu principal correspondente económico, responsável pela cobertura da Federal Reserve. Algumas das tiradas incluem:

  • You have been saving more too. You socked away 5.6% of your income in April after taxes, even more than in March. This saving is not like you. What’s up?
  • We can’t count on the rest of the world to spend money on our stuff. The rest of the world is in an even worse mood than you are. You should feel lucky you’re not a Greek consumer.
  • Fed officials want to start raising the cost of your borrowing because they worry they’ve been giving you a free ride for too long with zero interest rates.

É claro que o WSJ foi inundado de comentários eloquentes. Tantos, que o autor no dia seguinte veio dizer que era só ironia. Pois claro…

A leitura do artigo original transcrito pelo Zero Hedge dá-nos um conjunto de pistas para perceber como os modelos económicos que por aí andam não resistem a um pequeno contratempo: as pessoas! Por isso é vê-los nos Media, autênticas baratas tontas, a queixarem-se de tudo e mais alguma coisa. E não interessa se são de esquerda ou de direita, Keynesianos ou Monetaristas.

O problema que hoje assistimos em todo o Mundo é que as pessoas têm cada vez mais interiorizados os conceitos económicos. Até em Portugal já muita gente domina termos económicos, que seriam inimagináveis há pouco mais de meia dúzia de anos. Adicionalmente, a Internet dá-nos a conhecer, muitas vezes em tempo real, o que está a acontecer! É por isso uma ilusão que teorias de há dezenas de anos podem ser adaptadas à realidade corrente e futura, sem contemplar estes factores básicos! Por isso, os modelos económicos garbage in, garbage out que temos hoje em dia, não servirão de muito se não incorporarem estas pequenas grandes variáveis…

Previsões Económicas segundo Dilbert...

Previsões Económicas segundo Dilbert…

Better Re no Kickstarter pretende reutilizar as nossas baterias e com sucesso

O Better Re é um projeto no Kickstarter que pretende dar-nos meios de reutilizar as baterias velhas através da possibilidade de serem utilizadas como parte de um carregador de emergência portátil.

Já não é novidade nenhuma que sou um entusiasta de projetos inovadores. Um dos meus sites preferidos para seguir este tipo de projetos é o KickStarter onde foi financiado o projeto Pebble e Pebble Time. Estes carregadores já se vendem em todo o tipo de lojas, até nos centros comerciais dos aeroportos, mas não há nenhum carregador destes que nos dê a possibilidade de reutilizar as nossas baterias antigas tão facilmente.

Quem gosta de eletrónica sabe que carregadores de baterias portáteis (batery chargers) não são propriamente uma novidade. Há muitas maneiras e formatos disponíveis para montar. Nenhuma das versões “faça você mesmo” tem um aspeto tão arrumado.

Podemos ser vistos na rua com uma destas sem o confundirem com um engenho explosivo doméstico e gritarem “Corta o vermelho! Corta o azul!“.