Previsões meteorológicas para o Verão

Temos dado no passado bastante atenção às previsões meteorológicas. Hoje em dia, as previsões do tempo, incluindo temperatura, precipitação, vento, e outras variáveis, são bastante fiáveis a vários dias, com previsões mesmo hora a hora. Embora nunca o tenha destacado num artigo individual, já várias vezes referi que utilizo este site do IST para fazer previsões para a minha rua…

Fazer previsões de médio/longo prazo, é bem mais complicado. Quer dizer, fazer, fazem… Acertarem é outra questão!

No outro dia resolvi investigar o que haverá destas previsões na Internet. Procurei primeiro previsões que tenham sido feitas há vários meses, para agora. Gostei muito das previsões da Accuweather para a Primavera, pois como podem ver descrevem o que se tem estado a passar em Portugal relativamente bem:

Previsão para esta Primavera feita em

Previsão para esta Primavera feita em finais de Fevereiro

Segundo eles, a previsão para o Verão é de alguma chuva “benéfica”. Será que a deste fim de semana já conta???

Previsão para o

Previsão para o Verão feita em meados de Maio

Outra previsão para a Europa, embora com um enfoque no Reino Unido, é a da Weather Network. A previsão deles para a Primavera foi um bocado ambígua, no caso de Portugal. Para o Verão, parece que não vai aquecer nem arrefecer…

Previsão da Weather Network

Previsão da Weather Network

Previsões de longo prazo são também efectuados pelo Met Office inglês. Estive a olhar para elas, e para além de serem particularmente complexas de interpretar, não me parece que tenham conseguido apanhar muito bem a realidade dos últimos meses. A Organização Meteorológica Mundial enumera nesta página mais algumas instituições que fazem previsões de longo prazo. O nosso IPMA aparentemente faz umas médias de várias das instituições aí referenciadas, mas não está disponível o que foi dito no passado, para poder avaliar do acerto. O mais habitual é dizerem que não há sinal estatisticamente significativo…

Em qualquer caso, as dúvidas são muitas. Vou começar a seguir estas previsões, para verificar se há alguma que realmente se destaque? No caso dos leitores conhecerem mais algumas destas previsões, deixem nos comentários, para podermos comparar ainda mais.

149ª reduflação: a das previsões meteorológicas e da reduflação do champô

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa queria saber se era possível ter uma previsão do tempo para as suas férias e andou em busca disso pela internet.

No final acabamos a falar de outro produto a caminho da reduflação.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do PouparMelhor está também no iTunes.

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Tamanho de bagagem de avião

Quando se discute o tamanho da bagagem de avião, tradicionalmente associamos imediatamente o tema às companhias low-cost. Essa análise foi feita há cerca de dois anos atrás, neste artigo.

Acontece que esta semana parece que se deu o tiro de partida para encolher ainda mais o tamanho das bagagens que podemos levar para dentro dos aviões. Ou pelo menos tentar. A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) considera que o tamanho óptimo da bagagem será de 55 x 35 x 20 cm, um tamanho, pasme-se, inferior ao da Ryanair ou Easyjet!

Como se pode ver no infográfico abaixo, retirado deste artigo do Daily Mail, a dimensão é inferior em pelo menos um dos parâmetros a qualquer dos limites actuais!

tamanho bagagens

tamanho bagagens II

A medida terá impacto positivo nas companhias de aviação, mas o mesmo não se poderá dizer dos passageiros! Obviamente, os fabricantes de malas também estarão a esfregar as mãos de contentes… Felizmente, no meu caso tenho uma mala que parece ter quase as dimensões agora pretendidas, mas não sei se será um ou dois centímetros a mais… Para já, as companhias que parece que vão aderir são as seguintes:

  • Air China
  • Avianca
  • Azul
  • China Southern
  • Emirates
  • Lufthansa
  • Qatar.

Metade da Ciência é falsa?

Na passada semana, vimos no artigo sobre se o chocolate emagrece, como a Ciência está a passar por momentos difíceis. Na verdade, a Ciência também está a ter dificuldades em adaptar-se aos novos tempos da Internet, mantendo processos arcaicos, e pior, criando dúvidas sobre a quantidade de ciência que se produz não terá da passar por um processo de reciclagem qualquer. É claramente também um problema de quantidade vs. qualidade…

Quem me conhece sabe que sou bastante crítico do que se passa no domínio científico actual. Para mim é claro que o actual processo de peer-review, que se arrasta durante meses, terá que ser substituído por algo mais moderno, mais rápido, como afirmei neste artigo.

Surpreendentemente, há uns dias tropecei num artigo publicado na revista The Lancet. É uma revista científica da área médica, tendo um factor de impacto muito elevado, sendo considerado uma das revistas médicas mais prestigiadas do Mundo. O seu editor é Richard Horton, que na edição de 11 de Abril, escreveu um artigo que está disponível aqui. Dele extraí algumas frases que evidenciam como quem está dentro (e que já sofreu na pele a fraude médica provavelmente mais significativa das últimas décadas), também não tem dúvidas de que a Ciência está literalmente podre:

  • “A lot of what is published is incorrect.” I’m not allowed to say who made this remark because we were asked to observe Chatham House rules. We were also asked not to take photographs of slides.
  • Why the paranoid concern for secrecy and non-attribution? Because this symposium—on the reproducibility and reliability of biomedical research, held at the Wellcome Trust in London last week—touched on one of the most sensitive issues in science today: the idea that something has gone fundamentally wrong with one of our greatest human creations.
  • The case against science is straightforward: much of the scientific literature, perhaps half, may simply be untrue. Afflicted by studies with small sample sizes, tiny effects, invalid exploratory analyses, and flagrant conflicts of interest, together with an obsession for pursuing fashionable trends of dubious importance, science has taken a turn towards darkness. As one participant put it, “poor methods get results”.
  • The apparent endemicity of bad research behaviour is alarming. In their quest for telling a compelling story, scientists too often sculpt data to fit their preferred theory of the world. Or they retrofit hypotheses to fit their data.
  • Universities are in a perpetual struggle for money and talent, endpoints that foster reductive metrics, such as high-impact publication. National assessment procedures, such as the Research Excellence Framework, incentivise bad practices. And individual scientists, including their most senior leaders, do little to alter a research culture that occasionally veers close to misconduct.
  • Can bad scientific practices be fixed? Part of the problem is that no-one is incentivised to be right. Instead, scientists are incentivised to be productive and innovative.
  • The conclusion of the symposium was that something must be done. Indeed, all seemed to agree that it was within our power to do that something. But as to precisely what to do or how to do it, there were no firm answers. Those who have the power to act seem to think somebody else should act first.
  • The good news is that science is beginning to take some of its worst failings very seriously. The bad news is that nobody is ready to take the first step to clean up the system.

Ganhar no jogo da grua só se estiverem pré-programadas

As máquinas com aquele gancho que oferecem os prémios que conseguirmos apanhar e enviar pelo buraco estão pré-programadas apenas para dar lucro. Já não seria a primeira vez que vínhamos aqui dizer-vos que a única maneira de ganhar garantidamente ao jogo é não jogando.

Mostrei o vídeo acima aos meus filhos, só para ouvir o mais novo a queixar-se que “Então eles só querem o dinheiro?!?” e concluir “Pensei que as máquinas eram para fazer as pessoas felizes.”. São para fazer as pessoas felizes, meu filho, mas as pessoas que ficam felizes são os donos das máquinas.

Como é que isto tudo é possível? No site Boing Boing havia um artigo a explicar como tudo funciona, com o respetivo link para um manual de instruções. Lá no meio do texto podemos ler outras pérolas que não se encontram no vídeo:

If a prize is won before full power is sent to the claw, then full power will not be sent to the claw until the cycle being played is completed. Normal cycling will resume in the following group.

Em Portugal estas máquinas chamam-se máquina de jogo da grua ou do guindaste. Encontrei destas máquinas a serem vendidas principalmente pelos sites de exportação chineses, mas é possível encontrar algumas para troca ou à venda em segunda mão.

Espero que este vídeo vos ajude, como me ajudou a mim, a explicar aos vossos filhos que estas máquinas não estão lá para eles ganharem prémios, mas para lhes ficarem com as moedas.

Plantas exóticas

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Magníficas espécies, retirada daqui

No deambular que fazemos na Internet, descobrem-se por vezes sites abolutamente fabulosos. No âmbito de uma investigação que ando a fazer, descobri o site Atlas de Plantas Exóticas cultivadas em Portugal.

O site tem artigos absolutamente completos sobre várias espécies de plantas, com a história de determinadas espécies, uma abordagem científica, dados sobre a melhor forma de as ter, e tanta, tanta informação!

E tem montes de imagens! Tantas, que aparentemente esgotou o limite de imagens que podia publicar, pelo que teve que continuar noutro blog. As páginas do blog são por isso grandes, e não se admire se o seu browser tiver algumas dificuldades em tratar da página. No meu caso, o Firefox estoirou, o Internet Explorer ficou-se a meio, e só o Chrome se portou bem. Também não tentem navegar nestes sites se estão a aceder a partir de mobile, pois dão conta do plafond num instante! A primeira página do segundo link tem mais de 400 objectos e mais de 200 MB…