Vítimas de fraude

Ainda ontem falavamos de como é difícil manter o sério quando falamos com os operadores de telecomunicações. Mas, depois de ler um artigo de Rita Carreira, em que ela explica como foi vítima de fraude, há palavrões que merecem ser ditos!

Resumidamente, alguém contratou um serviço de telecomunicações à NOS, impersonificando a Rita. A NOS, como vários operadores de telecomunicações, e não só, não exige grande coisa para contratar o serviço. Mas quando é para receber, é muito mais eficiente…

O mais chocante neste caso é a aparente conivência da Administração Pública com estes esquemas. Em vez de mandar a PJ tratar de quem impersonificou a Rita, passa via Ministério das Finanças o contacto da verdadeira Rita, para que a NOS a pudesse perseguir!

Igualmente chocante é pensar, eu ou o leitor, que as nossas identidades possam andar por aí a ser utilizadas… Sem qualquer capacidade de nos defendermos!

Cancelamento, lá e cá

Ontem, o nosso leitor V Diogo apontou-nos na direcção de um vídeo do Youtube, do humorista Fábio Porchat. Fábio é um dos humoristas mais conhecidos do Brasil, e apesar do vídeo relatar o que se passa no Brasil, para mim foi um deja-vu daquilo pelo qual passei. Como podem ver abaixo, a linguagem passa para além do bruto, mas é muitas vezes assim mesmo que nos apetece reagir…

Um Apple Magsafe para todos

"<a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:MagSafe2_MBA.jpg#/media/File:MagSafe2_MBA.jpg">MagSafe2 MBA</a>" by <a href="//commons.wikimedia.org/w/index.php?title=User:Emanuele1212&action=edit&redlink=1" class="new" title="User:Emanuele1212 (page does not exist)">Emanuele1212</a> - <span class="int-own-work" lang="en">Own work</span>. Licensed under <a title="Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0">CC BY-SA 3.0</a> via <a href="//commons.wikimedia.org/wiki/">Wikimedia Commons</a>.

MagSafe2 MBA” by Emanuele1212Own work. Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons.

Há uns anos a Apple introduziu uma invenção a que chamou Magsafe. Não obstante todos os cuidados, não seria a primeira vez que puxávamos o cabo que liga a fonte de alimentação ao nosso computador portátil com mais força do que esperávamos. Isto pode acontecer por acidente e provocar um estrago fora da garantia do produto que só será reparado se o equipamento for aberto e o conecto no portátil for substituído, soldando-se um novo à placa de gestão de energia ligar à motherboard.

Sei do que falo porque quando tinha o meu Asus os meus filhos me fizeram o favor de puxar pelo cabo por acidente tantas vezes que tive de proceder à sua reparação. Foi necessário comprar o componente interno do Asus e, uma vez que as minhas capacidades de proceder à solda dos componentes de forma limpa são miseráveis, tratei de encomendar o serviço a quem sabia.

Embora não o tenha experimentado, achei engraçado ver que havia quem se tivesse dado ao trabalho de produzir as instruções de construção de algo semelhante para outros computadores, que é o que partilho hoje convosco.

MagSafe for the Rest of Us: A DIY Magnetic Power Adaptor

MagSafe for the Rest of Us: A DIY Magnetic Power Adaptor

A construção não é simples, mas parece possível. As instruções completas de como construir um componente destes encontram-se no site Instructables.com. Aqui a dúvida é o efeito que terá a utilização de ímanes e eletricidade.

Tempo para sair do aeroporto da Portela

Como referimos em artigo anterior, a experiência do utilizador no aeroporto de Lisboa está cada vez pior. Num voo recente, decidi cronometrar quanto tempo demorei a sair. A motivação principal derivava do que escrevera neste artigo, e que está associada ao tempo que perdemos no aeroporto, quando vamos buscar alguém.

No meu caso, o tempo entre o avião acabar de aterrar (no final da pista), e eu sair para a parte pública do aeroporto, foram cerca de 25 minutos. Este tempo tem algumas particularidades que exporei abaixo, pois pode variar em função de vários factores.

No meu caso, o voo era da Ryanair, pelo que dirigido ao terminal 2. Como o avião aterrou no sentido sul-norte, a direcção habitual, teve que fazer o taxiway até ao terminal 2. Este tempo será necessariamente inferior se a aterragem se verificar no sentido norte-sul. Se o destino for o Terminal 1, tipicamente, para a maioria dos casos, o tempo também deverá ser inferior.

No caso específico dos voos destinados ao terminal 2, os passageiros desembarcam e são enfiados dentro dos autocarros. O mesmo acontecerá, digo eu, aos voos que estacionam na placa do aeroporto, e não utilizam as mangas. Não vale a pena ter muita pressa, e ser dos primeiros a sair do avião, porque os autocarros partem normalmente muito próximos um do outro, e quando praticamente apenas todos os passageiros tiverem saído.

No caso do terminal 1, quem sai primeiro pelas mangas, entra logo no aeroporto, e estará no caso dos voos do espaço Schengen, rapidamente no exterior do aeroporto, se apenas tiver bagagem de mão.

Depois do autocarro arrancar, é mais um trajecto até ao terminal 1, onde os passageiros são despachados na outra ponta do aeroporto. Como já referimos anteriormente, a caminhada é longa, até ao ponto onde anteriormente os passageiros eram deixados. Aí, é só percorrer mais uns metros, e já estamos cá fora…

O meu próximo objectivo vai ser detalhar os vários tempos que compoem o tempo total. Seria igualmente interessante comparar com cenários de outros aeroportos, mas sou um passageiro pouco frequente, para ter essa experiência. Não há muito que possamos fazer, mas se as autoridades olhassem para este problema como deve ser, aí os passageiros frequentes, talvez poupassem muito tempo…

Medidor de voltagem do Apple Magsafe

SMC Voltmeter

SMC Voltmeter

Passava na Internet a noticia que alguém tinha criado um voltímetro a partir do conector MagSafe da Apple. O MagSafe é um conector da Apple em que o contacto depende de um ímã, o que faz com que se por acidente puxarmos o cabo não danifiquemos as peças de contacto.

Como não podia deixar de ser, já fui buscar o software, instalei e há-de servir para alguma coisa. Para já, sei que:

  • Corre um script quando ligo ou desligo o cabo de alimentação do MacBook Pro;
  • Gera um gráfico de voltagem; e
  • Tem um histórico de medições que regista o par Voltagem e data/hora da medição.

O programador dá-nos acesso não só ao programa, como ao código-fonte, como ainda disponibiliza no site uma versão de linha de comandos, muito útil se pretendermos reservar recursos do computador para outras tarefas. O A.Sousa vai querer um destes.

Pico de Hubbert

Há umas semanas falavamos da Lei de Moore, e de como revolucionou todo um sector tecnológico. Muitas poucas são as previsões a longo prazo que tiveram tanto sucesso como ela.

Há outra que também recordo desde há muitos anos, e que está relacionada com o atingir do pico de petróleo. Uma das previsões mais espectaculares neste domínio foi feita por Marion King Hubbert, um geofísico que trabalhava na Shell, que em 1956 previu que a produção de petróleo nos Estados Unidos continuaria a subir até 1970, e depois desceria, numa função em forma de sino. A imagem seguinte, retirada do Wikipedia, evidencia como as suas previsões se concretizaram de forma muito aproximada:

Previsão de Hubbert para produção de petróleo nos Estados Unidos

Previsão de Hubbert em 1956 para produção de petróleo nos Estados Unidos vs. realidade

Esta previsão, para quem segue o problema, foi furada recentemente, mas isso será tema de um próximo artigo. Também dirão que por cada previsão bem sucedida, há uma ou várias magnitudes de previsões a mais que saem furadas. Ainda assim, servem para “encaixar” a gestão que possamos fazer a médio/longo prazo, mesmo quando se considera apenas a gestão doméstica.