Vale a pena comprar um cabo HDMI mais caro?

Cabo HDMI

Cabo HDMI

A pergunta é simples: vale a pena comprar um cabo HDMI mais caro? A resposta simples é: Não vale a pena comprar o cabo HDMI mais caro da loja. O mais barato faz o mesmo serviço.

Recentemente um amigo queixou-se da qualidade da imagem na sua televisão vinda da Iris, a box da Nos. Analisadas as ligações deparei-me com uma ligação EuroSCART/SCART/EuroAV à televisão. Esta ligação analógica não produzia realmente o melhor resultado. O próprio formato tem limitações de velocidade, o que não dá um resultado aceitável para aproveitar a alta definição.

Decidimos por isso que o melhor caminho seria substituir o cabo antigo por um com velocidade suficiente para carregar os dados da televisão HD e assim poder usufruir da qualidade do aparelho em todo o seu esplendor.

Quando se procura por um cabo HDMI podem encontrar muitos preços, formatos, blindagens… Enfim, o suficiente para encher de dúvidas qualquer um que apenas queria comprar um cabo:

  • Será que necessito de blindagem?
  • Será que tenho de ter conectores dourados?
  • A qualidade da imagem reduz com a dimensão do cabo?
  • Será que vale mesmo a pena comprar um cabo mais caro?

Enquanto aparentemente o preço varia com mais dourados, menos dourados, mais tamanho, menos tamanho, o que interessa aqui saber é se a variação do preço corresponde a uma qualidade superior quando pagamos mais.

O site Tested procurou a diferença entre um cabo barato e um cabo dos mais caros. Pegaram em 4 cabos com preços entre os €5,00 e os €200,00 e testaram a qualidade da imagem apresentada na mesma televisão para cada um deles. A decisão foi baseada na medição da intensidade de luz e o resultado está resumido nos quadros abaixo.

Resultados do Tested para a comparação de cabos HDMI

Resultados do Tested para a comparação de cabos HDMI

Como é possível ver até nos gráficos, os valores quase não variam entre os dois testes. O mais provável é não valer a pena gastar muito dinheiro nos cabos HDMI.

Equipamentos com menos ruído

Quiet Mark

Logo da Quiet Mark

O tema do ruído é algo que temos aqui referenciado várias vezes. Neste artigo referenciamos como podemos medir o ruído, utilizando um vulgar telemóvel.

No outro dia descobri o site Quiet Mark. Neste site podem encontrar referências a produtos mais silenciosos, catalogados por tipos de produtos. A lista é particularmente extensa, e alguns tipos são um bocado extravagantes, pois é normal que instrumentos musicais ou despertadores produzam, digamos, um som um pouco mais alto…

O site é uma inspiração para que se produzam equipamentos que produzam menos ruído. O ruído infiltrou-se na Sociedade Moderna de tal forma que é difícil combatê-lo. Ainda assim, este site ajuda a combater o problema, e apesar de muitas marcas não terem representatividade no mercado nacional, serve ao menos para termos uma ideia dos produtos silenciosos que por aí há…

142º cabo: o dos cabos HDMI e da marca do ruído

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falamos com a voz rouca, mas falamos. O A.Sousa esteve à procura de ventoinhas menos ruidosas para arrefecer computadores e encontrou um site que lista equipamentos certificados por serem menos ruidosos.

Terminamos a rever as diferenças entre cabos de HDMI caros e baratos para substituir uma ligação que estava por SCART.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Gás, ERSE e consumidores

A ERSE recentemente comunicou que a GALP e a EDP andam a ser investigadas por irregularidades. Segundo as notícias, as sanções podem ir até 10% do volume de negócios anual. A GALP já veio dizer que as anomalias são em “número bastante limitado”.

As anomalias devem ser em número bastante limitado, porque os consumidores não reclamam! Por isso, no final desta semana, estas notícias foram mais um incentivo para fazer mais uma reclamação no site da ERSE. E sempre que haja um problema substancial, como foi o meu caso, devemos dar disso conhecimento às Entidades Reguladoras, para que o seu trabalho seja assim ainda mais eficaz!

Connosco, o problema surgiu quando quisemos mudar o contrato de gás da Lisboa Gás para outra entidade. A outra entidade não pode fazer a transferência porque havia uma discrepância de dados fiscais. Depois de muitas horas de telefonemas, lá descobrimos que o contrato de gás está, alegadamente, em nome do anterior dono do apartamento!!!

Para a Lisboa Gás, aparentemente não interessa que emitam facturas em que obviamente aparecemos como titular. Interessa o que está no sistema informático deles, que deve ser obviamente um sistema informático diferente daquele que emite as facturas… Sistema informático que aparentemente consegue estar horas em baixo, conforme justificação para não me atenderem ao início da tarde da passada quarta-feira… Na altura foi-me explicado que não valia a pena ligar antes do final da tarde, mais me confidenciando que “aquilo” já durava há bastante tempo! Mas, prontos, às 20:40 já funcionava…

Para eles, é muito simples: tenho que pedir a alteração do titular, e fazer uma nova inspecção. Exactamente o mesmo procedimento que fizemos em 2007, quando então fizemos a alteração de titular… O que significou o pagamento de uma taxa ainda significativa, alterações que eles acharam que tinham que ser feitas, e muito tempo perdido! O problema é que eles agora argumentam que já passaram 5 anos, pelo que já não podem verificar o que eu digo, e portanto sou eu que tenho que provar o erro deles!!!

Enfim, independentemente de irmos tentar descobrir esses papéis, fica a sensação completa de mais uma manobra para impedir a transição entre comercializadores. O único objectivo parece ser o de sacar dinheiro com mais inspecções, e dificultar a mudança de comercializador. Felizmente, para isto temos os órgãos reguladores, e nós consumidores temos que fazer o que está nos nossos direitos: queixarmo-nos da prepotência, quando ela é tão evidente!

Diferença para o XBMC no Raspberry Pi em 2013

Raspberry Pi Model B 2 - Raspberrypi.org

Raspberry Pi Model B 2 – Raspberrypi.org

Já tínhamos aqui contado o que era preciso para fazer um Home Theater PC (HTPC) no Raspberry Pi. Quando fiz o meu primeiro HTPC com o Raspberry Pi em 2013 comprei o Raspberry Pi no OLX por €38,00. Somados os €12,00 do cartão memória, ficava um total €50,00, o que era muito menos que os €99,00 que custava em 2013 uma Apple TV.

Quando apresentei a ideia, não lhe somei o custo da fonte de alimentação, do Hub ou do disco rígido externo porque tinha quase tudo cá em casa:

  • O disco era um disco externo partilhado por SMB na rede interna da casa a partir do Hub do prestador de serviços Internet.
  • A fonte de alimentação era uma fonte de um telemóvel que andava para ali para uma caixa.
  • Como devem imaginar, o que não me faltam aqui em casa são cabos para quase tudo, por isso os cabos também não entraram nesta conta.

Nem todos temos caixas com cabos e transformadores a sobrar lá por casa, por isso decidi refazer as contas como se fosse comprar tudo de novo e comparar com os preços deste ano de 2015. Para tornar comparável a compra em 2015 com o mesmo projeto em 2013, somei tudo aos €50,00 que custou o conjunto em 2013.  Somei a este total o custo do equipamento caso o tivesse adquirido e para uma configuração semelhante à que propus:

  • Disco externo de €49,99;
  • Hub USB PiHut de €21,83;
  • Cabo mini usb de €4,86;
  • Fonte de alimentação de €15,00;e
  • Cabo HDMI de €15,00.

O resultado é o que se pode ler abaixo. Atualmente é possível obter um pacote já com quase tudo incluído e pagar um pouco menos do que paguei em 2013, mas na comparação entre os custos das peças avulsas em 2013 e as peças avulsas em 2015, em 2013 pagaria menos do que pago agora a comprar as peças avulsas.

  • 2013 – HTPC no Raspberry Pi Model B – peças avulsas: €166,54;
  • 2015 – HTPC no Raspberry Pi 2 Model B – kit quase completo: €159,48; e
  • 2015 – HTPC no Raspberry Pi 2 Model B – peças avulsas: €180,69.

Fica por esclarecer se o Raspberry Pi 2 conseguiria sustentar em termos o disco de 500GB, razão pela qual tive de comprar um HUB usb alimentado que aparece nas contas. Os detalhes das contas a preços da loja online inmotion.pt estão na tabela abaixo.

RPi 2 (kit completo) RPi B RPi 2
Kit NOOBS com novo Raspberry Pi 2, Caixa Preta

€73,80

Raspberry Pi model B

€38,00

Raspberry Pi 2 with Transcend 16GB Class 10 NOOBS Card

55,29

Fonte de alimentação USB

€15,00

€15,00

USB microB Power Cable – 5V / 2.5A, 1m

€4,86

€4,86

SD Card

€12,00

Cabo HDMI

€15,00

€15,00

Caixa preta para o vosso RPi

€4,86

€4,86

Disco externo 500GB – 2,5”

€49,99

€49,99

€49,99

PiHub Official 4 Port USB Hub for Raspberry Pi, EU Plug 5V 3A

€30,69

€21,83

€30,69

Transporte

€5,00

€5,00

€5,00

€159,48

€166,54

€180,69

O projeto custa mais que os €99,00 da Apple TV, mas com o Apple TV não podem fazer outras coisas como as que temos feito por aqui com o Raspberry Pi.

Há algum tempo que a Apple TV deixou de ter um disco rígido, por isso, para verem na Apple TV outros conteúdos que não estejam online na internet, vão ter de ter um computador com iTunes ligado. Isto gasta mais energia, e vocês sabem o que o A.Sousa faz quando há consumos de energia excessivos…

Reduflação

O título deste artigo é uma tentativa de traduzir do termo inglês “shrinkflation”. Não é a tradução perfeita, mas não soa mal… Mas, então o que é a reduflação?

O trocadilho roda à volta do conceito inflação/deflação. Bem como da redução daquilo que compramos. O Daily Mail inglês tem andado a divulgar uma investigação da Which?,  e para perceberem um primeiro exemplo de reduflação, vejam os seguintes chocolates, retirados deste artigo:

Chocolate rectangular vs. arredondado

Chocolate rectangular vs. arredondado

Os redondos até parecem mais bonitos, mas na verdade são 14% menos chocolate de que os antigos rectangulares. No mesmo artigo, apresenta-se uma tabela das reduções observadas em vários produtos:

o que reduziu?

o que reduziu?

Lá por fora, a Which? entregou uma queixa nas entidades oficiais. Na verdade, trata-se de mais uma prática que visa esconder a realidade. Até os cabazes das Autoridades Estatísticas Nacionais devem ser fintados…

Não sei como estão as coisas cá pelo burgo neste aspecto, mas provavelmente também tenho vindo a ser enganado. São alterações tão subtis, que é muito difícil nos darmos conta delas. O leitor sabe de algum exemplo de reduflação em Portugal?