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kdiff3

A necessidade de comparar ficheiros electrónicos é maior para todos aqueles que trabalham directamente com os sistemas informáticos. Mas é um problema que toca a todos, especialmente quando queremos confirmar se duas directorias têm por exemplo os mesmos ficheiros, e quais deles é que são diferentes?

Há muitos anos que utilizo o kdiff3. É o meu preferido porque funciona em vários sistemas operativos. Para quem utiliza o Windows, o winmerge pode ser uma alternativa…

O kdiff3 pode parecer um pouco arcaico, mas cumpre exemplarmente as suas funções, quer seja a comparar directorias, quer a comparar ficheiros. Permite-nos uma visualização das diferenças através de códigos de cores, conforme podem ver na imagem abaixo.

Embora possa parecer mais adequado para programadores, pode cumprir as suas funções comparando por exemplo directorias de fotos ou outros ficheiros de texto. Não espere todavia poder comparar documentos de Word ou PDFs… Para esses tipos de ficheiros, ainda não encontrei um comparador como deve ser…

kdiff3

kdiff3

122º rolo: o do lado da folha no rolo de papel higiénico e da melhoria da rede de dados doméstica

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa descobriu quem se preocupasse com o lado de que deve ficar a folha solta do papel higiénico quando se coloca o rolo no suporte, uma daquelas coisas que preocupam a humanidade e arredores.

Terminámos a falar sobre como podemos melhorar a rede de dados doméstica, mas com a notícia que possivelmente não temos autorização para mudar a nossa própria rede por não sermos técnicos.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Wearables, iCoisas e outras coisas que nos podem fazer perder muito tempo e abdicar de alguns direitos

Wearable computer evolution

Wearable computer evolution

Já tinha dito ali no outro site o que achava pessoalmente dos Wearables, relógios e coisos. Muitos destes equipamentos dependem de delegarmos a responsabilidade da guarda da informação que recolhem em sistemas na chamada Cloud. Os Wearables não são apenas relógios e óculos. São eletrónica enfiada na nossa roupa, chaveiros, mesmo debaixo da nossa pele ou num cartão com um chip identificador por rádio frequência.

A não ser que sejam um maluquinho da tecnologia, um Geek, como eu, tenho pena do vosso amigo que percebe de computadores quando comprarem um destes gadgets. Vai passar muitas horas a explicar-vos porque é que o Facebook e o Google ficaram a saber que vocês tinham dormido menos esta semana.

Sabem aquele problema no vosso computador quando estão a tentar enviar aquele email que fica encravado no Outbox? Sabem aquela aplicação de video que encrava tudo e o computador fica congelado? E aqueles dados que pensavam ter guardado, mas que desapareceram sem deixar rasto? Conhecem estes problemas? Vão passar a andar com eles agarrados ao corpo porque se estão a pensar comprar uma coisa destas, um computador é o que vão agarrar ao corpo.

Vamos por um momento ignorar que esta Cloud é na realidade um computador a correr num sitio qualquer com uma legislação que pode nem ser compatível com a nossa em paradigmas de sociedade que nem compreendemos. Esta ação redunda sempre numa transferência de poder do utilizador para o prestador desequilibrando a balança para o lado de quem ainda hoje presta mau serviço com a desculpa que as regras de quem compra são muito complexas.

Vamos por um momento esquecer que os nossos telemóveis já fazem hoje muito mais do que gostaríamos que fizesse sem muitas vezes termos forma de nos vermos livres disso sem ficarmos sem telemóvel.

Vamos por um momento ignorar que as nossas televisões também já fazem uso de informação que nem nos apercebemos que fazia. Que permitirmos aos fabricantes aceder a essa informação para “melhorarem o produto”. Que o produto nunca irá mudar por ser fisico. Que as “funcionalidades para melhorar a experiência” que nos oferecem podem colocar-nos numa situação mesmo muito difícil com as autoridades porque os nossos equipamentos podem ser utilizados para lançar um ataque informático que não irá deixar qualquer rasto para nos defendermos. Que estas coisas só acontecem porque se fosse garantido que teríamos registo para nos ilibar, também teríamos um para provar o que os fabricantes fazem com os nossos equipamentos que não estão muito interessados que saibamos.

Vamos por um momento esquecer que se não aceitarmos as condições de uso que nos são apresentadas apenas após a compra do produto, o produto deixa de funcionar. Que a publicidade ao produto nada indica sobre quais as funcionalidades que deixam de funcionar se não aceitarmos o End Users Licence Agreement”.

Vamos apenas pensar na questão do esforço contra o resultado. Muitos destes gadgets definham do mesmo mal: Consumo de energia. Todos os estes equipamentos necessitam de muita energia para funcionar. Esta energia tem de lá ser metida de alguma forma. Vamos ter de delegar no equipamento alguma função ou poderá ser apenas um algo redundante. Vamos ter de configurar e gerir os vários softwares que existem no equipamento. O equipamento é extremamente dependente do funcionamento deste software.

Compilar o Servidor Minecraft MCServer no Raspberry Pi

MCserver

MCserver

Cá em casa o Raspberry Pi (RPi) está sempre ligado para servir os seus vários propósitos. Isso levou-me a pensar numa forma de usar o RPi para manter um servidor de Minecraft. A ideia já não era nova. Já tinha pensado nela quando jogávamos Minecraft PE.

Encontrei na internet quem já se tivesse entretido com isto, e melhor. Alguém tinha preparado um servidor Minecraft totalmente em C++. A diferença entre o C++ e o Java é essencialmente que enquanto o primeiro foi feito para ser escrito uma vez e compilado em qualquer plataforma, o segundo foi feito para ser altamente portátil e poder correr em qualquer máquina. A grande vantagem de compilarmos na máquina em que vamos executar é que podemos obter ganhos de performance uma vez que o código é otimizado.

Tendo a performance como objetivo, pareceu-me que a opção de compilar o meu executável do C++ no RPi poderia valer a pena.

As instruções de compilação do MCserver no site são simples:

  1. Abrir um terminal para o vosso RPi (ssh ip-do-rpi);
  2. Autenticarem-se;
  3. Instalar as ferramentas de obtenção e compilação do código: sudo apt-get install clang git cmake build-essential;
  4. Obter o código da última versão:
    1. git clone https://github.com/mc-server/MCServer.git
      git submodule init
      git submodule update
  5. Preparar os ficheiros e compilar o servidor:
    1. cmake . -DCMAKE_BUILD_TYPE=RELEASE
      make .

No site as instruções dizem-nos para gerar os compilados com a opção -j 2 ao make, mas na minha experiência não acontecia nada com este argumento. O argumento j indica quantas tarefas podem ser feitas de cada vez, o que no caso do RPi parece ser apenas 1, tornando o argumento desnecessário.

No site do MCserver avisa que o processo de compilação no RPi vai demorar muito tempo, o que é verdade. No meu caso o RPi demorou mais de meia hora para atingir os 50% do processo de compilação. Passadas 2 horas e 51 minutos havia um executável pronto a testar no diretório MCserver.

O sistema aparenta funcionar como um servidor normal. Depois de arrancar cria as pastas que não encontrou e inicia um mundo com uma configuração por defeito. A documentação sobre a configuração pode ser encontrada numa Wiki e há também um forum para quem desenvolve.

Depois de lançar o servidor é disponibilizada uma página para administração no port :8080 do endereço do servidor. Aqui vão poder configurar as permissões dos visitantes ou iniciar modificações ao jogo, tal como fariam com um mod/plugin de Minecraft.

Para juntar os camaradas de aventura só têm de lhes dar o endereço do servidor, mas até que tenha sido feita uma verificação de segurança, não aconselho a disponibilizarem o servidor na Internet, isto é, a outras pessoas que estejam fora da vossa rede doméstica.

Minecraft no Magalhães

Portátil Magalhães

Portátil Magalhães

Isto de jogar Minecraft está a tornar-se um vicio sério. Agora descobrimos cá em casa que a versão dos tablets que andávamos a jogar não dava tantas possibilidades para a aventura como a versão do computador.

Não faltou muito para que as crianças me enchessem o juízo até terem todas as possibilidades que os bloquinhos lhes podiam dar. A versão de computador permite ligarem-se a servidores com modificações ao jogo original. Essas modificações estão para além de meras mudanças cosméticas. Minijogos, jogador contra jogador, aventuras do tipo fuga da prisão ou ilhas mágicas no ar são algumas das possibilidades que as modificações do Minecraft dão aos seus jogadores.

A possibilidade de jogarem os dois miúdos aqui em casa estava por isso resumida aos computadores cá de casa, que não são propriamente conhecidos por serem o  mais recente que o mercado tem para oferecer. Em contrapartida, o mais velho foi agraciado em tempos com um portátil Magalhães.

Só que este jogo, embora tenha o que aparentam ser um conjunto de gráficos com renderização de baixo custo para o processamento, é na realidade um problema. O jogo corre em Java, já de si um ambiente exigente e sem sinais de melhoras, mas o seu código não é propriamente conhecido por estar otimizado.

O computador Magalhães vem de origem com apenas um gigabyte de memória e por isso o primeiro passo foi substituir-lhe a memória por uma de 2 gigabytes. Em termos de processador, a capacidade do Magalhães 2 está hoje ao nível de um tablet com um processador Atom a 1,6 Mhz e a placa gráfica aparentemente não cumpre a norma Open GL 2.0, o que só virá a complicar isto tudo dentro de algum tempo. Até lá, tinha de conseguir por o Minecraft a funcionar no Magalhães.

Uma pesquisa rápida no Google apontou-me para uma solução que, embora tenha resolvido o problema em parte, ainda não permite jogar com uma animação fluída. A solução encontrada foi instalar o Optifine, uma modificação aos ecrãs de configuração do Minecraft que permite desligar uma série de pequenos nadas que só tornam o jogo mais lento.

O Optifine, entre outras coisas, apresenta opções de configuração explicadas para remover a animação da água, as partículas como chuva ou nevoeiro e isso permitiu que o jogo pudesse ser jogado no Magalhães. A animação é gerada com poucas imagens por segundo, mas funciona. Aparentemente em casa do A.Sousa também há pequenos viciados e o A.Sousa já experimentou outras soluções que terão agora também de ser exploradas no portátil Magalhães.

Segundo o A.Sousa, um dos problemas do Minecraft é estar sempre a ler e escrever para o mesmo ficheiro em disco, uma operação tipicamente lenta nos discos rígidos derivado da sua velocidade de leitura e escrita, mas também porque nem todos temos dinheiro para os substituir por discos SSD. Havendo memória disponível, seria muito mais inteligente o jogo carregar o tal ficheiro para a memória e guardá-lo em disco rígido só no final.

A solução em Windows para esta situação passa por utilizar um gestor de ram disk ou ram drive. Vamos experimentar. Sempre deve ser mais barato que substituir o disco rígido por um disco SSD.

Computador quente

Um computador quente significa normalmente uma coisa: que está a processar! Mas, em termos de termodinâmica, significa que se está a consumir muita energia…

Já referenciamos aqui como monitorizar a temperatura do Raspberry Pi. Para um PC ou portátil, o que normalmente utilizo é o Open Hardware Monitor. Corre em Windows e Linux. Consegue disponibilizar um conjunto de dados de temperatura em vários componentes de um computador.

Como podem ver na imagem abaixo, que representa a evolução das temperaturas no meu computador enquanto elaborei este artigo, as temperaturas alcançadas são particularmente elevadas. Sobretudo no processador, e no core3, por razões que não consigo explicar… E quando as temperaturas são elevadas, há naturalmente um maior dispêndio de energia. Por isso, em próximos artigos evidenciaremos algumas técnicas para manter os nossos computadores mais fresquinhos, e por isso mais económicos…

Temperaturas do meu PC

Temperaturas do meu PC