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Tabelas de retenção na fonte do IRS para 2013

IRS para rendimentos de casado com 2 titulares

IRS para rendimentos de casado com 2 titulares

Para quem anda com dúvidas sobre quanto vai pagar com as novas tabelas de IRS do Orçamento de Estado para 2013, ontem o Governo publicou as tabelas de retenção na fonte de IRS para 2013.

Um recado aos nossos representantes no Governo, os eleitos e não eleitos:

Se os documentos são produzidos com os nossos impostos, será pedir muito que nos deixem aceder às fontes de edição livremente? É que não basta só publicar leis a louvar os formatos abertos. Há que usar os formatos de forma aberta.

Como noutras coisas, não acredito que algo é como é apenas porque o afirma ser. Por isso, pensei lançar os valores num gráfico para tentar perceber a tal “progressividade” do imposto através dos gráficos gerados. Os dados já lançados na folha de cálculo estão disponíveis como sempre na drive partilhada. As tabelas publicadas não estão todas no ficheiro que fiz, mas já deu para lançar o gráfico dos rendimentos de casado com 2 titulares e uma variedade de filhos.

  • Os valores apresentados no gráfico fazem notar pontos em que as linhas que seguem a percentagem a abater do rendimento dão saltos mais íngremes.
  • Outra coisa interessante é verificar alguma preocupação com as famílias com maior número de dependentes até certos rendimentos.
  • No final das escala, onde os rendimentos são considerados elevados, para além da percentagem de imposto a rondar metade dos rendimentos, tanto faz ter 1 filho, como nenhum, como uma equipa de futebol.

Preços de Transportes 2013 – Parte II (Metro de Lisboa e Carris)

Já falámos antes das alterações de preços dos bilhetes individuais do Metro e da Carris. O outro aumento encapotado surge com a eliminação dos passes Carris e Metro e a sua substituição pelo passe Navegante. Para quem só use um dos operadores de transporte na zona urbana, o ritmo de aumento mantém-se nos 21% ao ano dos €23,90 em Janeiro de 2011 até aos €35 actuais. Para quem tem percursos mistos, o preço de 2012 mantém-se nos €35.

Mas há mais. Nas linhas que servem a capital, passaram a existir 3 zonas para além do perímetro urbano quando dantes existiam dois. Este sistema tende a penalizar os percursos mais longos com um bilhete Cais do Sodré-Cascais/Sintra-Rossio a sofrer um aumento de 4,9% de €2,05 para €2,15. Azambuja-Santa Apolónia sofre um aumento 4,3% de €2,35 para €2,45.

Do lado das boas notícias: a cidade de Lisboa passa a ter apenas uma zona dentro dos seus limites e o preço do bilhete das zonas reduz-se, tendo uma zona apenas para €1,25.

No caso da CP, para viagens individuais de mais de duas zonas, o preço de um bilhete Zapping (€1,80) permite obter poupanças que podem ir dos €0,05 (3 zonas) até ao €1,55 (8 zonas) por viagem.

Preços de Transportes 2013 – Parte I (Metro de Lisboa e Carris)

Ano Novo, Vida Nova. Ou como muitas empresas e organizações estatais nos habituaram, altura de actualização de tarifas. Este ano uma parte dos aumentos tem sido de forma encapotada ou pelo menos mal comunicada. Este é o primeiro de uma pequena série de artigos sobre as novidades nos tarifários de transportes de 2013.

No caso da Carris e do Metro, a forma encapotada do aumento é feita oferecendo um bilhete ou um passe que passa a cobrir mais meios de transporte ou mais zonas aumentando o custo da viagem. Um bilhete de metro para ir da Baixa-Chiado ao  Colégio Militar, custava €1,05 no final de 2011, €1,25 a partir de Fevereiro de 2012 e €1,40 a partir de Janeiro de 2013. Um aumento de 19% em 2012 e de 12% em 2013.

Em 2012 a oferta extra era que um bilhete de Metro podia ser usado em toda a rede (que deixou de estar dividida em duas zonas). Em 2013 a oferta extra é o bilhete ser válido durante uma hora para qualquer percurso em que se pode usar Metro ou Carris (autocarros e eléctricos). Para quem faça percursos mistos, obtem uma poupança por viagem que pode chegar aos €0,90 (44%). Em vez de comprar dois bilhetes de €1,25 (um para o Metro e outro para a Carris), passa a poder comprar apenas um bilhete de €1,40.

Nota importante: se usar o Zapping, o bilhete (que passou de €1,15 para €1,25) só pode ser usado numa das redes (Carris ou Metro). Ou seja, uma viagem mista com Zapping pode custar €2,50.

Menos mortes nas estradas

Uma campanha da ANSR

Vários jornais destacaram ontem a notícia: as mortes na estrada caíram no ano passado para mínimos de 60 anos. Segundo o balanço provisório da ANSR, os acidentes rodoviários provocaram 580 vítimas mortais em 2012, menos 15.8% que no ano de 2011. Note-se que estes valores são um grande avanço não só sobre 2011 mas também 2010.

Esta é sem dúvidas uma boa notícia! A explicação da ANSR parece-me razoável, pois segundo este link, “avança algumas explicações para a queda nas vítimas mortais, entre as quais a diminuição do número de carros nas estradas, a melhoria da segurança em algumas estradas e a diminuição média da velocidade derivada da crise”.

Para quem anda na estrada, estas explicações são claras. A redução de automóveis a circular é evidente, e para além da crise, em termos genéricos, há que apontar também o elevado preço dos combustíveis. Por outro lado, é perceptível a redução das velocidades praticadas, especialmente em autoestrada. E são cada vez mais os Portugueses a utilizarem estratégias de poupança de combustível, pelo que todos nós poupadinhos damos uma ajuda…

Por isso, para mim, andar com cautela e devagar, mas sobretudo com segurança, sempre foi uma prioridade! E posso avançar que as minhas técnicas de hypermiling já não merecem as apitadelas de há uns anos atrás… Assim, se todos ajudarmos, podemos melhorar ainda mais este número, mesmo que a crise vá embora (que não vai infelizmente acontecer)

Electricidade vai subir 5.4%, para mim, em 2013

As notícias dos últimos dias dizem que o aumento da electricidade é de 2.8%. O Público confirma. Para o Jornal de Negócios, vai mesmo subir 2.8%. O DN não destoa. Até a DECO confirma os 2.8%! Numa de copy&paste, parece que nenhum jornalista quis fazer contas… Mas nós já estavamos escaldados do ano passado!

Para ver quanto sobe realmente a electricidade, há duas fontes importantes a consultar. No site da EDP estão as tarifas de 2012. Na ERSE podemos encontrar as tarifas para 2013. Começando pelos custos da potência, podemos ver na tabela seguinte, os preços de 2012 e os de 2013, e a respectiva variação:

 kVA 2012 2013 %
1.15 2.29 2.00 -12.66
2.3 4.03 3.43 -14.89
3.45 5.33 5.61 5.25
4.6 6.92 7.32 5.78
5.75 8.50 9.00 5.88
6.9 10.09 10.68 5.85
10.35 14.85 15.71 5.79
13.8 19.6 20.75 5.87
17.25 24.36 25.78 5.83
20.7 29.12 30.81 5.80

Se têm uma potência inferior a 3.45 kVA, então o seu custo de potência vai baixar significativamente! Se é como a grande maioria dos consumidores portugueses, então nesta vertente leva um aumento de cerca de três pontos percentuais acima do anunciado!

Na vertente do preço da electricidade propriamente dito, é só consultar os mesmos dois documentos, e elaborar o seguinte quadro:

2012 2013
(>6.9 kVA)
2013
(<=6.9 kVA)
%
(>6.9 kVA)
%
(<=6.9 kVA)
Tarifa Simples (<3.45 KVA) 0.11 0.121 10.00
Tarifa Simples (>=3.45 KVA) 0.1393 0.1418 0.1405 1.79 0.86
Bi-horário Fora de Vazio 0.1551 0.1674 0.1641 7.93 5.80
Vazio 0.0833 0.0878 0.087 5.40 4.44
Tri-horário Ponta 0.1706 0.1899 0.1865 11.31 9.32
Cheias 0.1442 0.1515 0.1483 5.06 2.84
Vazio 0.0833 0.0878 0.087 5.40 4.44

Para aqueles que beneficiaram da descida acima, o aumento nesta vertente é de uns incríveis 10%! Daqui também se depreende que quem tem a tarifa simples, com uma potência igual ou superior a 3.45 kVA, leva um aumento menor ao anunciado, na vertente da electricidade. Mas para todos os outros, entre os quais me incluo, o aumento é muito superior ao anunciado, em quase todas as vertentes!

No meu caso, o aumento de electricidade cá em casa vai ser em termos médios de 5.4%!!!

Resumidamente, esta evolução das tarifas até pode dar os 2.8% médios anunciados. Mas, a verdade é que, mais uma vez, se desincentiva a distribuição dos consumos pelos períodos em que não há tanta procura, ao contrário do que os bons princípios ambientais nos sugerem! Ao penalizar o custo da potência, a nossa recomendação de diminuir a potência do contador faz cada vez mais sentido. Infelizmente, para aqueles que menos consomem, muitas vezes por necessidade, o melhor é continuarem a não consumir muita electricidade…

É igual ao litro…

A DECO lançou ontem as conclusões de um teste que efectuou a três tipos de gasóleo. Testou o premium Galp Gforce, o normal Galp Hi-Energy, e o gasóleo low-cost do Jumbo e Intermarché. Juntou quatro automóveis em condução controlada, fizeram 12 mil quilómetros, e no final a conclusão foi a de que é tudo igual ao litro!

Embora curiosamente o gasóleo normal da GALP tenha tido o comportamento melhor, ele foi de apenas 0.13 litros aos 100 Km inferior ao pior dos gasóleos low-cost, ou seja com pouco ou nenhum significado. Foi igualmente analisado o impacto nos motores da utilização dos diferentes tipos de gasóleo, mas nenhuma diferença parece ter sido detectada.

No vídeo abaixo percebe-se que houve alguma preocupação com a metodologia, embora eu pessoalmente preferisse testes mais controlados. Neste forum da especialidade há naturalmente muitas mais visões específicas, sobre um tema que ainda vai dar muita polémica, até porque há críticas válidas aos testes efectuados…

A DECO sugere ainda a assinatura de um abaixo assinado, mas pessoalmente não o assinei, porque penso o problema não ser na existência de MAIS um regulador, mas no do actual não fazer mais pela elucidação do Mercado. Todavia, não se pode discordar com “que todas as alegações sobre os combustíveis à venda em Portugal passem a ser comprovadas“.