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Calculadora de Carbono na Caixa Geral de Depósitos

Calculadora de pegada de carbono

Calculadora de pegada de carbono da Caixa Geral de Depósitos

Ultrapassa-me por completo o que pode levar um banco a fazer uma Calculadora de pegada de carbono, mas já sabem que aqui no Poupar Melhor não resistimos a testar estas coisas.

O A.Sousa escalpeliza isto melhor que eu, mas lá fui até ao site experimentar os valores que devolvia e o resultado está abaixo.

A pegada de carbono do @designerferro

A pegada de carbono do @designerferro

Para obter aquelas três barras com um “Plano de redução” tive de inserir uma série de valores, muito pouco exatos como se o meu carro tinha mais ou menos de 2000 de celindrada. Parecem-me valores muito exatos para tão pouca informação. Digam-me vocês.

Gráficos do Mapa 1 das Receitas dos Serviços Integrados, por classificação económica do Orçamento de Estado para 2013

Mapa 1 das Receitas dos Serviços Integrados, por classificação económica

Mapa 1 das Receitas dos Serviços Integrados, por classificação económica

Depois do investimento do A.Sousa em transformar a despesa na Proposta de Orçamento Geral do Estado para 2013 em algo visualmente inteligível por todos os nossos leitores sem terem de ler os documentos, decidi pegar no Mapa 1 das Receitas dos Serviços Integrados, por classificação económica, para melhorarmos o conhecimento sobre a composição. Os ficheiros estão no Google Drive de onde podem fazer download para verem os detalhes na folha de cálculo feita com o Libre Office. O arranjo gráfico com a Receita Corrente pode ser visto aqui. Para complementar a informação, o A.Sousa juntou-lhe um gráfico gerado com os dados no Relatório do Orçamento de Estado.

O meu desconhecimento do jargão utilizado e a falta de esclarecimento nos Mapas para explicar o que deve ser entendido das classificações são uma barreira para o entendimento correto do que trata cada Receita e poderá mesmo a levar a que o cidadão se desinteresse ainda mais pelos factos, dedicando-se à discussão baseada em Sound Bites de quem nem se deu ao trabalho de ler os documentos.

O gráfico acima apresenta a distribuição da Receita em dois níveis, conforme valores no Mapa 1 das Receitas dos Serviços Integrados, por classificação económica. O exterior é a divisão global em Receitas Correntes, Receitas de Capital e o conjunto a que decidi chamar “Outras” e que ficam representadas no quase invisível risco amarelo. Estas “Outras” são a soma de 3 linhas: Recursos Próprios Comunitários, Reposições não Abatidas nos Pagamentos e Saldo da Gerência Anterior.

Na parte interna encontra-se a mesma despesa, mas agora representada pela dimensão de cada uma das linhas do Mapa 1 das Receitas dos Serviços Integrados, por classificação económica. Podem consultar os restantes gráficos no arranjo gráfico com a Receita Corrente, mas ficam já aqui as notas do que observámos das representações:

  • As Taxas, Multas e outras penalidades, basicamente a receita da Justiça, são de uma complexidade que até no gráfico se nota;
  • Existem uns 231,00€ para cobrar em rendas de Bens de Domínio Público que até tenho medo de perguntar como é que são cobrados;
  • Há uma série de outros serviços que rendem 333.297.859,00€, que espero sejam alguma coisa de útil e fico curioso para ler os outros mapas e descobrir o que será;
  • Que toda esta informação demora tanto tempo a consumir, que decidi tratar as Receitas Correntes e deixar as Receitas de capital para outro dia;
  • Que os Governos, pagos com os nossos impostos, deveriam partilhar o orçamento num formato utilizável do ponto de vista da exploração dos dados. Bastava partilharem os quadros em formatos abertos como nós e não num formato de transporte e impressão como é o PDF.

Ligação standard para veículos elétricos anunciada

A Society of Automotive Engineers (SAE), um organismo de que nunca ouvi falar, mas aparentemente existe e tem peso na área da construção automóvel, anunciou a aprovação de uma ligação para recarregar carros elétricos normalizada.

Aparentemente por enquanto é só válida nos Estados Unidos da América, mas esperemos que chegue até aos nossos lados ou pelo menos que se decidam em relação a uma na Europa.

Isto pode parecer irrelevante, mas a principal razão pela qual não comprei a mota elétrica foi mesmo por causa da autonomia. Até conseguia ir até ao trabalho, mas voltar já era outra conversa.

Com esta normalização, estas questões podem deixar de existir pois os postos de abastecimento nos locais de estacionamento deixaram de ter de se preocupar em ter múltiplas fichas, nenhuma das quais poderá ser a que servia o nosso veículo.

Quantas motas se compraram

Vendas de motociclos entre Janeiro de 2011 e Setembro de 2012

Vendas de motociclos entre Janeiro de 2011 e Setembro de 2012 por @designerferro

Agradecendo desde já a gentileza da Autoinforma, podemos dizer-vos que a venda de motociclos, depois de toda a publicidade, poderá ter aumentado, mas nada que para já a quantidade de dados com que gerámos o gráfico nos permita fazer uma análise muito complexa. Os dados para o gráfico estão partilhados no Google Drive.

Com os preços dos combustíveis a aumentar porque sim e porque não, e com as greves a acontecer dia sim dia não, quem quer ir trabalhar e voltar para casa sempre a horas não teve outro remédio que não fosse comprar um motociclo.

Embora o gráfico demonstre que em Julho de 2012 as vendas ultrapassaram a linha das 2100 unidades vendidas, a verdade é que não sabemos se os motociclos vendidos foram para recreio ou para deslocações para o trabalho. O que é de notar é que se venderam bastante mais motociclos entre os 50cc e os 125cc do que com maior cilindrada.

Um motociclo de 125cc é essencialmente para andar na cidade, mas ter aquela potência adicional às 50cc sem ter de tirar uma licença de condução para motociclos com mais de 125cc. Isto aponta para que os portugueses se estejam a desenrascar e a resolver os seus problemas de deslocação com muita força de vontade e espírito de aventura do que lhes é apontado, investindo em meios de deslocação alternativos.

É pena que estas motas todas não sejam elétricas. Eu sei que preferia não estar dependente das variações dos custos de combustível porque faço bastantes kilometros por dia, mas quem circula dentro da cidade pode pensar no motociclo elétrico pois a autonomia será suficiente.

about:profile do Firefox

about:profile

about:profile

A Mozilla poderá estar a evoluir as funcionalidades do Firefox através dos add ons sem lançar novas versões do seu Browser. O exemplo disso é um add on experimental que me pareceu muito interessante para termos uma ideia de onde estamos a usar o nosso tempo na internet.

Este add on analisa o conteúdo do histórico do Browser categorizando-o. A segunda parte é ainda uma prova de conceito, mas a primeira pode ajudar-vos a ver quanto e onde perdem o vosso tempo na internet.

Se quiserem um relatório do que andaram a fazer nos últimos tempos, instalem o add on do Firefox Prospector about:profile.

Gráficos do Orçamento de Estado 2013

Porque não há uma discussão entre mim e o A.Sousa que não se baseie em factos, decidimos partilhar convosco o trabalho do A.Sousa para transformar a despesa na Proposta de Orçamento Geral do Estado para 2013 em algo visualmente inteligível por todos os nossos leitores sem terem de ler os documentos.

O A.Sousa preparou um conjunto de Pie Charts com a distribuição percentual dos valores onde é já possível perceber como é gasto o dinheiro dos nossos impostos. Já aqui nos tinham ouvido falar sobre como alguns de nós fazemos um relatório e contas doméstico e tentamos com os registos garantir uma previsibilidade para o ano e também uma visão em estrela do Orçamento Geral e das suas sub-partes.

Avisamos já que nem eu nem o A.Sousa somos peritos em Economia, Contabilidade ou outras ciências esotéricas necessárias para gerar os quadros que os documentos apresentam, mas gostamos bastante de testar cálculos e por isso nos decidimos dedicar ao tema. O exercício é para nós uma aprendizagem de como interpretar o Orçamento de Estado, experiência pelos vistos tão importante, mas que ninguém nos ensinou nos anos de escola que ambos temos.

Parece-nos que há pouca gente interessada em fazer uma análise deste tipo e nela basear as suas opiniões. As conclusões que tirámos diretamente só de gerar os gráficos são que:

  • As despesas com pessoal de todos os organismos do estado central, periférico, local, pendular, apendices e afins são 22% do Orçamento de Estado para 2013;
  • As despesas com prestações sociais são 48%. É aqui que se incluem as nossas reformas, os subsidios de desemprego e inserção social;
  • O rendimento social de inserção são trocos para o Orçamento de Estados;
  • Os SFA (Serviços e Fundos Autónomos), os Municípios, e as Regiões Autónomas consomem uma fatia importante do bolo como um todo, mas são parte pequena em cada fatia;
  • As maiores despesas de Aquisição de Bens e Serviços verificam-se na Saúde;
  • A maior parte das Despesas com Pessoal é relativa ao Ensino; e
  • Seria interessante sabermos o que são fatias como as “Outras despesas correntes”.

Os ficheiros estão no Google Drive onde podem fazer download do arranjo gráfico e do ficheiro com que gerámos os gráficos.