Nestes dias quentes, tenho estado numa casa no Algarve. Com os meus termómetros, e sem ar condicionado, tenho lutado para arrefecer um pouco a casa… Dispunha também de uma ventoinha vertical, pelo que resolvi fazer umas experiências com ela.
Coloquei o termómetro no quarto, um dos locais a precisar de arrefecimento. O termómetro foi colocado numa das esquinas do quarto, longe da janela. A monitorização decorreu durante menos de um dia, e os resultados anotados são visíveis no gráfico abaixo.
Como se pode observar, a utilização da ventoinha não foi propriamente benéfica. Sair de casa e fechar os estores a meio da tarde revelou-se uma das melhores medidas. Abrir as janelas e aproveitar a corrente de ar também se revelou positivo. Mas quando comecei a utilizar a ventoinha, a coisa não aquecia nem arrefecia.
Por volta das 21:50, lá acertei a ventoinha com o sentido da corrente de ar, e a temperatura baixou dramaticamente. Mas tal teria provavelmente também ocorrido se não tivesse ligado a ventoinha. Por várias vezes dei-me conta que a ventoinha estava a contrariar o sentido da deslocação da corrente de ar, pelo que estava a ter um efeito negativo… E quando pelas 23:40 se termina a corrente de ar, a temperatura começou a subir, para praticamente só parar de manhã!
Das minhas experiências, resulta que a ventoinha teve um impacto muito reduzido na descida das temperaturas. Já tinha essa impressão de utilizações anteriores, mas com estes dados, prefiro apostar em dominar melhor as correntes de ar…

Temperaturas numa noite quente no Algarve