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Vendam, leiloem ou ofereçam as coisas que já não usam

Dou.pt - Site de doação de coisas

Já aqui vos dissemos que não deviam juntar coisas excedentes nos vossos espaços de trabalho. É sabido que todos devíamos ter um método de gerir o tempo de vida das coisas que deixam de usar.

Pessoalmente gosto de colocar as coisas numa caixa e levá-las para a arrecadação, mas infelizmente ainda não estou a colocar uma data na caixa para deitar tudo fora se não tiver uso até essa data.

Ainda não vos tínhamos dito para gerirem estas coisas pensando nelas como ganho, vosso ou de outros.

Com o tempo que vai passando tomamos muitas das coisas que temos como adquiridas e esquecemo-nos que há outros que não tiveram ainda acesso a essas coisas que já não usamos. Essas coisas podem ser passadas para outros por leilão através de sites como o ebay.com ou oferecendo-as no site dou.pt que permite doar as coisas que já não usamos.

Impacto do frigorífico na temperatura da cozinha

Os termómetros que possuo estão sempre a registar temperaturas. Muitas vezes, os dados que retiro deles não tem interesse. Noutros casos, faz-nos pensar! Eles revelam situações que muitas vezes não equacionamos. No Inverno, o objectivo é manter o calorzinho dentro de casa, enquanto no Verão a ideia é manter o calor lá fora!

Há cerca de duas semanas deixei-os à janela da cozinha, aquando da previsão de dois dias particularmente quentes, observados a 31 de Maio e 1 de Junho. Posicionei os termómetros junto da janela da cozinha, um a cerca de 1.50m e outro a cerca de 2 metros. O resultado foi o que se observa abaixo, com a linha azul a corresponder ao termómetro a meio da janela, e o vermelho localizado junto do topo.

Temperaturas na Cozinha

As temperaturas registaram evoluções significativas, relacionadas com os períodos de maior calor, e também de maior frescura durante as madrugadas. Mas o que mais me surpreendeu foi a observação da evolução em “dente de serra”, que é mais visível na curva a vermelho, nos períodos de maior frescura. Essa evolução, característica do calor que havíamos observado na traseira do frigorífico, fez-me lembrar que no Verão o frigorífico aquece, de forma indesejada, a cozinha.

O problema é que mesmo com a janela aberta, as temperaturas no topo da cozinha não descem significativamente, como se comprova na evolução das duas curvas, nas últimas horas do gráfico. O que faz sentido, porque o calor do frigorífico quer subir, e o frio da madrugada entra pela janela, e quer descer. Esta estratificação térmica dentro da cozinha, de vários graus, é indesejável, pelo que será alvo de mais investigação. Os objectivos são vários, incluindo manter a cozinha fresca no Verão, minimizando assim também o consumo do frigorífico.

Gráfico de taxas de juro

No artigo sobre a opção entre depósitos a prazo e abatimentos a empréstimos, dei-me conta que tinha uns pequenos gráficos que evidenciam a mensalidade a pagar, em função de vários parâmetros habituais num empréstimo.

Um desses gráficos, reproduzido abaixo, permite-nos observar como evolui o custo da mensalidade de determinados empréstimos. O valor da mensalidade está expresso no eixo dos yy. As linhas a verde são relativas a um empréstimo de 100 000 euros, a amarelo é relativo a um empréstimo de 200 000 euros, enquanto a vermelho se simulam os valores para um empréstimo de 300 000 euros.

Para cada cor, simulamos os valores para empréstimos a 25 anos (quadrado), 30 anos (losango) e 40 anos (triângulo). Finalmente, fizemos variar no eixo dos xx a taxa de juro. Neste caso, a taxa de juro é o valor total, que em termos simplificados podemos assumir como o indexante (eg. Euribor a 6 meses) mais o spread. Assim, com um valor da Euribor de 1% (já está abaixo) e um spread de 2%, o valor correspondente no gráfico será o de uma taxa de juro de 3%. Para um empréstimo de 100 000 euros, a 30 anos, a mensalidade será assim de cerca de 420 euros.

Estes gráficos são particularmente importantes quando contraímos um empréstimo. Em função da evolução histórica das taxas de juros, temos assim uma forma fácil de saber o que podemos esperar da evolução da mensalidade…

Organizar as coisas que já não usamos

Caixa de cartão

Quer seja num armário lá em casa, numa gaveta ou no sótão, esta quantidade de coisas que juntamos e que acabamos por nunca utilizar, não é mais do que ruído e obstáculos à nossa objetividade.

De tempos a tempos devem rever os vossos espaços e remover os excessos. Estes excessos acabam por ir parar aqueles sítios lá de casa que depois não há muito vontade de rever.

A questão é que quando o fazemos nem sempre conseguimos desfazer-nos das coisas que dai tiramos porque ficamos sempre na dúvida se nos poderiam vir a fazer falta no futuro.

Aqui o ideal é guardarem as coisas numa caixa fechada, com a lista do conteúdo no exterior e uma data de prazo.

Uma vez atingido o prazo, se não há nada caixa que tenha havido necessidade de utilizar, devem desfazer-se de tudo o que têm lá dentro.

Isto é muito fácil de dizer, mas eu ainda não o estou a fazer. Ser estiverem a usar este método, enviem-nos uma foto das vossas caixas.

Poupar quando ferver água

Activity Efficiency Adjusted Efficiency
Boiling water on gas stove, full blast, no lid 16%
Boiling water in same pot, smaller burner, with lid 27%
Boiling water in kettle on small gas burner 27%
Heating water in microwave oven 43% 15%
Boiling water in electric kettle 50–80% 18–28%
Hot water heater, including tank loss 55%
Hot water heater, without tank loss 64%

A tabela acima é o resultado de um estudo sobre a eficiência de aquecer água de várias maneiras diferentes e foi feito por Tom Murphy, Professor Assistente do departamento de física da UCSD (Universidade da Califórnia, San Diego).

De forma a fazer este estudo de eficiência ele viu-se obrigado a gerar os seus próprios meios de registo de variação, como um laser para controlar o consumo de gás no próprio contador.

Os estudos teve também em conta a utilização de combustíveis fósseis na geração de eletricidade e até uma tentativa de aquecimento da água no forno. Como ele diz no final do estudo e bem, o essencial a reter da leitura é entendermos que, face ao desperdício de energia, devemos aquecer de cada uso apenas a água que necessitamos.

Estando os dados corretos, aquecer água no forno micro ondas é uma asneirada cientificamente comprovado. Por outro lado, comprar uma chaleira elétrica para aquecer água é cientificamente comprovada a maneira mais barata de aquecer água.

Nível de sinal no telemóvel

Na senda de conseguir extender ainda mais a autonomia do telemóvel, resolvi agora atacar numa vertente bastante mais técnica. Para isso virei-me para a análise do nível de sinal. Em todos os telemóveis que conheço, o nível de sinal pode ser visualizado em cinco barras, as quais estando todas acesas indicam um bom nível de sinal, enquanto a ausência de barras acesas normalmente significa inexistência de sinal.

Nos Androids, informação mais detalhada pode ser observada em “Settings”, “About phone” e “Status”. No campo “Signal strength” aparece então o valor do nível de sinal, em dBm e asu. Os valores são actualizados em tempo real, o que significa que se pode utilizar esses valores para procurar os locais com melhor cobertura. Tal significará que deixando um telemóvel num local com melhor cobertura, o seu consumo de energia será menor, e portanto menos se consumirá também a bateria.

Todavia, a procura dos melhores locais de cobertura pode ser mais facilitada recorrendo a aplicações especializadas. Nos Androids a melhor opção é claramente o OpenSignalMaps. O OpenSignalMaps permite ver o nível de sinal num gráfico ao longo do tempo (ver primeira imagem abaixo), tem uma espécie de bússola que aponta para a antena do operador, e informação técnica específica de cada antena (eg. Net ID, CID, LAC). Adicionalmente, faz funções semelhantes para redes wifi. Mas a verdadeira cereja no topo do bolo é a visualização desta informação num mapa, o que permite ver em tempo real a localização das antenas, em relação à nossa posição. O mapa para Lisboa e arredores está ainda muito incompleto, mas certamente melhorará bastante! Para todos aqueles que ainda não podem ver esta informação no seu telemóvel, podem explorar essa informação no site do OpenSignalMaps, neste URL para Lisboa, e que também está visível na segunda imagem abaixo.

Gráfico no OpenSignalMaps

OpenSignalMaps no Google Maps