Comentários fechados em Organize o seu espaço de trabalho
Espaço de Trabalho
O espaço de trabalho, quer seja para cozinhar, costurar ou fazer os trabalhos de casa com as crianças deve ser um espaço sem coisas capazes de criar ruído ou lixo que não seja necessários à tarefa em causa.
Devem preparar o espaço de forma a que as coisas que vão utilizar estejam arrumadas:
Ao alcance do braço que vai utilizá-las;
Na ordem em que serão utilizadas; e
Sem distrações ou obstáculos.
Podem aplicar estas regras também no vosso espaço de trabalho. Se otimizarem cada espaço às tarefas que aí vão executar, vão conseguir completar essa tarefa de forma muito mais eficaz e eficiente.
No artigo sobre o frigorífico cheio ou vazio havíamos evidenciado a importância que a abertura de portas tinha no consumo desse electrodoméstico. Num estudo clássico, neste caso reflectindo uma realidade de França, descobriu-se que em apenas 19% dos casos se abre menos de 10 vezes por dia a porta do frigorífico, com 43% a abrirem entre 10 e 20 vezes, enquanto em 38% dos casos se abre a porta do frigorífico mais de 20 vezes por dia.
Num outro estudo científico, de Hasanuzzaman et al., documenta-se que a quantidade de vezes que se abre as portas do frigorífico tem um impacto grande no consumo de energia. Quando a porta está aberta, o ar ambiente mais quente entra no frigorífico, donde sai o ar mais frio. Segundo este estudo, quando a quantidade de vezes que se abre a porta aumenta de 12 para 48, verifica-se um aumento no consumo de 1,15kWh/8h para 2,19kWh/8h, quase o dobro! A evolução do consumo, como se pode ver no gráfico abaixo, é praticamente linear, com os autores do estudo a estimarem um consumo de 28 Wh por cada abertura de porta do frigorífico.
Consumo de energia com abertura portas
O mesmo estudo revela ainda o impacto da duração da abertura da porta de um frigorífico. Como será de esperar, uma maior duração na avertura das portas leva a um maior consumo de energia, pois a quantidade de ar quente que entra é naturalmente maior. Quando a abertura da porta aumenta de 10 para 30 segundos, o aumento de consumo é de 1,34kWh/8h para 1,66kWh/8h. O aumento é assim de cerca de 16Wh/8h por cada segundo de abertura da porta, embora como se possa ver na imagem seguinte, a evolução seja menos linear:
Consumo energia com duração abertura da porta
Resumindo, o impacto da abertura da porta do frigorífico é substancial. Por isso, antes de abrir o frigorífico, tenha em mente exactamente o que vai retirar ou colocar, minimizando assim o tempo de abertura. Ter o interior do frigorífico bem organizado é certamente um bom passo numa maior eficiência.
Já tínhamos abordado no passado o consumo da máquina de lavar roupa. Entretanto, temos vindo a desenvolver o sistema de monitorização de electricidade, sendo que agora é possível uma resolução 20 vezes superior à anterior. O resultado de uma lavagem da máquina, sem aquecimento da água, é o que se observa na imagem seguinte:
Consumo máquina lavar roupa
Comparando com o gráfico anterior, verificamos que o consumo instantâneo atinge agora um valor bem superior, de cerca de 1400W, ao contrário do valor anterior, que não superava os 1000W. Tal acontece porque antes cada ponto representava o valor médio de um minuto, enquanto agora cada ponto representa 3 segundos. Esta constação é importante, porque o conhecimento destes consumos é importante para manter baixa a potência contratada. Como se pode observar, a variabilidade de consumos ao longo dos 55 minutos de lavagem é bastante grande, com muitos períodos, especialmente no início da lavagem a manterem o consumo inicial de base, a significar que a máquina não consome energia eléctrica em alguns desses períodos.
Esta maior resolução vai-nos permitir, nas próximas semanas, aprofundar o conhecimento do consumo eléctrico dos electrodomésticos cá de casa. Tal permitir-nos-á compreendê-los ainda melhor, e tomar assim as decisões mais acertadas para minimizar o consumo de energia eléctrica!
Comentários fechados em Sacos de vácuo para alimentos
Alimentos embalados a vácuo
Ontem falamos da utilização de sacos de vácuo para as roupas e e outros artigos de lar. Mas os sacos de vácuo, e a preservação em vácuo, pode ser também utilizada na cozinha. Na verdade, vários alimentos chegam-nos embalados em vácuo.
A embalagem em vácuo, ao retirar o ar, diminui a capacidade de multiplicação de micro-organismos aeróbios. Em especial, particularmente importante é a redução de oxigénio, dificultando o crescimento desses micro-organismos. Serve por isso para prolongar o prazo de determinados alimentos. Constitui ainda uma alternativa e/ou complemento à refrigeração. Existem várias soluções de embaladoras a vácuo, mas é necessário a utilização de embalagens especiais.
Apesar de reduzir a contaminação por micro-organismos aeróbicos, a verdade é que a utilização de vácuo favorece a proliferação de organismos anaeróbicos. No caso da utilização de vácuo para preservar alimentos, os maiores perigos estão associados ao desenvolvimento da Clostridium botulinum, associada ao botulismo. É uma doença de declaração obrigatória, mas esta é daquelas que regista menor número de ocorrências. Ainda assim, e por esta razão, não utilizo a técnica de vácuo na cozinha de nossa casa…
Espaço para arrumação é sempre algo que parece faltar em nossas casas. E agora que foi preciso trocar as roupas de Inverno pelas de Verão, voltamo-nos a socorrer dos sacos de vácuo. Estes sacos são uma preciosidade em termos de arrumação, pois reduzem substancialmente o espaço ocupado por edredões, mantas e outros.
O segredo dos sacos de vácuo é o facto de permitirem o armazenamento de determinados artigos, em que normalmente uma grande percentagem do seu volume é ocupado por ar. É só meter os artigos volumosos dentro dos sacos e depois extrair o ar com um aspirador. Em determinados artigos, como edredões, conseguimos reduzir o seu volume a um terço do original, como podem ver no vídeo abaixo.
Os sacos de vácuo têm alguns problemas. Quando abertos, a roupa está obviamente num estado lastimoso. Roupas de determinados tecidos não devem ser sequer sujeitas a este processo, como sedas, dado que as fibras podem ser danificadas. Já o mesmo não acontece com roupas de lã, tecidos acrílicos e algodão, que são fibras que não quebram. O mesmo acontece com edredões, que podem não voltar ao volume normal.
Outra situação em que imagino uma utilidade destes sacos é em viagens, por causa daquele problema das malas serem sempre pequenas. Naquela roupa que pode ser utilizada sem preocupações de engomar, é uma solução. Ainda mais interessante seria no regresso, embalando a roupa suja, mas a inexistência de um aspirador por perto antes do regresso é uma limitação…
O sítio onde até hoje encontrei os melhores sacos de vácuo foi numa loja chinesa. Custaram dois euros cada um. Apesar de preferir produtos nacionais, experimentei inicialmente um, e experimentei encher e esvaziar umas quantas vezes, para testar a resistência. Daí comprei mais uns quantos, e têm resistido; todavia, há relatos na Internet de pessoas com problemas, pelo que sugiro a mesma técnica: comprem um e verifiquem a qualidade, antes de comprar mais!
Quando se fala de reaproveitamentos de água, os conceitos de águas cinzentas e águas negras são importantes. Estas últimas dificilmente são reaproveitadas, dado que constituem as águas que advém das sanitas, ou que são misturadas com elas. Estas águas só podem ser reaproveitadas após tratamento químico ou biológico, devendo ser apenas reaproveitadas no exterior da casa.
As águas cinzentas são as águas que saem dos outros locais de consumo de água numa habitação, incluindo a banca de cozinha, máquinas de lavar, banheiras e lavatórios. Estas águas não requerem um tratamento tão elaborado como as águas negras, mas ainda assim o seu reaproveitamento é problemático. O seu reaproveitamento faz mais sentido em moradias, onde possa ser por exemplo posteriormente utilizada na rega de jardins. Mesmo assim, a grande maioria dessas habitações não está preparada para um tratamento, e muitas vezes as fossas sépticas são utilizadas por ausência de saneamento público.
Nos nossos apartamentos, no reaproveitamento de água já aqui um leitor falou da possibilidade re aproveitar a água que se perde a caminho do banho. E também da água com que se lavam os morangos. E quem fala de morangos, fala de outros legumes, como a alface, por exemplo. A água com que cozemos determinados alimentos, especialmente quando se tratem unicamente de vegetais, é igualmente muito menos problemática. O problema depois é mesmo conseguir reaproveitar essa água toda, o que num apartamento se torna difícil. Por isso talvez seja necessário novas soluções, e neste caso vem-me sempre à mente a imagem acima, dum lavatório que escorre para o autoclismo…