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Eliminar os ácaros

Os ácaros são criaturas de dimensões microscópicas que se encontram um pouco por todas as nossas casas. Vivem nomeadamente no pó, nas alcatifas, nas roupas de nossas camas, preferindo locais de maior humidade e com temperaturas amenas. Os ácaros são tidos como a principal causa de alergias, e alimentam-se essencialmente de restos da pele humana e animais domésticos. As reacções alérgicas aos ácaros são mais acentuadas no Outono e Inverno.

O combate aos ácaros deve começar quase sempre em nossos quartos. Arejar os quartos é uma boa prática, que deve incluir o arejar da cama. Tal permite libertar o calor e humidade que quase semmpre se acumula nas camas. Uma vez por mês deve-se lavar a roupa das camas a uma temperatura de 60ºC, a qual mata efectivamente os ácaros. A exposição ao Sol dos colchões, edredons e almofadas é uma prática antiga, com bons resultados. Os colchões e tapetes devem ser aspirados, preferencialmente com filtros HEPA, mas se não os tiver, certifique-se que os filtros do aspirador estão em bom estado.

A utilização de alcatifas potencia o desenvolvimento de ácaros. Determinados tipos de roupa de cama (eg. lençóis de flanela e edredons de penas) também ajudam ao desenvolvimento dos ácaros. No caso de doentes alérgicos, os cuidados devem ser redobrados, existindo coberturas anti-ácaros para almofadas, edredons e colchões. A não existência de computadores e televisões nos quartos é igualmente uma boa prática, por esta e outras razões.

O perigo do Radão

O radão é um gás radioactivo, inodoro e incolor, pelo que não o podemos detectar com os nossos sentidos. O radão é normalmente a maior fonte de radiação a que estamos sujeitos, sendo inalado pelos pulmões. Nos Estados Unidos é mesmo a segunda causa de morte por cancro de pulmão, apenas atrás do tabaco.

Muitas vezes preocupamo-nos muito com as emissões de radiações, esquecendo-nos que elas nos podem estar a entrar em casa todos os dias! Neste artigo, Alcides Pereira explica que há locais em Portugal onde as concentrações são das mais elevadas do Mundo! Como se pode ver no mapa acima (adaptado deste documento do ITN), as concentrações deste gás são maiores no norte e centro do País.

O maior problema é o da acumulação de radão nas nossas habitações. Como ele emana do solo, e mesmo das rochas utilizadas na construção, uma das soluções mais eficientes é selar as fendas existentes no pavimento ou paredes. A ventilação é igualmente uma boa solução para este problema, embora seja visível no mapa que tal prática não é a ideal para os locais onde existe maior probabilidade de ser afectado por este gás, especialmente no Inverno…

Se vive numa das zonas com maiores concentrações de radão, não entre em pânico! Procure saber se na sua localidade já terá sido efectuado algum levantamento; tal já ocorreu em alguns concelhos, e pelo menos Oliveira do Hospital já tem mesmo um mapa de risco. Se concluir que a sua casa tem riscos acrescidos, então poderá ser útil medir as concentrações de radão. Tem um custo (menor se for associado da DECO), mas pode vê-lo como um investimento…

Água gasta na lavagem da loiça

Num artigo anterior, observamos quanta energia gasta a nossa máquina de lavar loiça. Verificamos também recentemente quanto água gasta a nossa máquina de lavar roupa. Agora, fizemos a mesma experiência de medir o consumo de água, agora da máquina de lavar loiça.

Para isso utilizamos a mesma técnica de medição do consumo de água cá em casa. O resultado foi um pouco surpreendente, com um consumo de apenas 17,4 litros. Tal é bastante menos que a água gasta a lavar a roupa… Ainda assim, como a máquina é um pouco antiga, o consumo será superior ao das máquinas mais recentes.

E quanto é que isso custa? Segundo os preços da água do nosso concelho, a lavagem da loiça custa, no escalão mais baixo, 0,0174×0,5274 = 0,918 cêntimos de euro. Mas é preciso não esquecer que o custo da água é apenas uma parte da factura da água, e como vimos anteriormente, no nosso concelho de apenas cerca de um terço do valor final… O valor final do custo da água será por isso de cerca de 0,918/0,324 = 2,83 cêntimos de euros.

Água consumida a lavar roupa

Na sequência do artigo em que observamos como é fácil medir o consumo de água cá em casa, fomos agora verificar quanta água se consome a lavar a roupa. Já havíamos confirmado que o consumo de electricidade da máquina é significativo.

A nossa máquina de lavar roupa é de 7 Kg, pelo que relativamente grande. É de esperar que consuma mais água que as máquinas que lavam menos roupa, mas provavelmente fá-lo de forma mais eficiente por quilo de roupa. Lavamos sempre com a carga máxima, o que aumenta a eficiência.

Numa lavagem de um destes dias, o consumo de água foi de 56,6 litros. Tal significa que custa um pouco mais que um dos meus banhos, mas mesmo assim não me parece exagerado. Segundo os preços da água cá do concelho, a lavagem da roupa custa, no escalão mais baixo, 0,0566×0,5274 = 2,985 cêntimos de euro. Mas não se esqueçam que o custo da água é apenas uma parte da factura da água, e como vimos anteriormente, no nosso caso de apenas cerca de um terço do valor final… O valor final do custo da água será por isso de cerca de 2,985/0,324 =  9,21 cêntimos de euros. E a vossa, quanta água consome?

WokFi: Melhorar o sinal Wireless e a cozinha chinesa

WokFi no instructables.com

Já aqui vos dissemos o método dos engenheiros de como garantir o melhor sinal WiFi dentro da vossa casa e também o método dos cozinheiros lisboetas.

Para rematar, e não se fala mais nisso, junto-vos hoje o método do cozinheiro chinês. O método passa por ligar um módulo Wifi USB na ponta de um cabo de extensão USB, juntar tudo numa colher de fritos chinesa e aponta.

Este método é desaconselhado a quem pretenda utilizar o computador com as duas mãos, pelo que devem dar preferência nesses casos aos métodos do engenheiro e do cozinheiro lisboeta.

Se ouvirem o podcast desta semana também já sabem que, por ser muito direcional, poderão ter ângulos em que não há absolutamente qualquer sinal.

Temperatura mais alta no tecto

Já aqui nos referimos que o ar quente sobe, mesmo que em sítios mais exóticos, como o interior do frigorífico. Agora, na mesma divisão onde efectuamos a experiência das temperaturas à janela, efectuamos a experiência na parede oposta da sala. Desta vez, os dois termómetros foram colocados rente ao chão, e junto ao tecto. No gráfico abaixo vemos a curva azul representando as temperaturas junto ao chão, enquanto a vermelho estão representadas as temperaturas junto ao tecto:

As temperaturas foram medidas sem que tenha havido nenhuma presença humana durante os dois dias, correspondentes ao fim de semana do Carnaval. Facilmente se observa que as temperaturas junto ao tecto são sempre superiores às observadas junto ao chão. Quando a temperatura subiu, em função da boa exposição solar, a temperatura subiu mais junto ao tecto. Note-se como no período de maior calor, a diferença de temperaturas é de quase 2º C, enquanto nos períodos de menos calor, a diferença chega a ser inferior a 0,5ºC!

Uma das consequências deste gráfico é a importância dos isolamentos dos nossos tectos e mesmo telhados. É por aí que se verifica uma percentagem significativa das perdas de calor. Verifique pois se não é pelo tecto que está a fugir esse calorzinho lá em casa!