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Frio pelo buraco da fechadura

Nestes dias frios, o frio entra por todos os lados, e no nosso caso também pelo buraco da fechadura. Há uma semanas, quando fechava a porta, reparei na corrente de ar fria que entrava para casa. Depois, coloquei dois termómetros, um mesmo no enfiamento do buraco da fechadura, e outro a cerca de dois metros de distância, no meio do hall de entrada. O resultado da evolução das temperaturas ao longo de três dias foi a seguinte:

No gráifco, a linha a azul representa o termómetro junto ao buraco da fechadura, e a vermelho o da temperatura interior do hall. O espaço no gráfico colorido a verde representa o diferencial de temperatura entre os dois termómetros. No espaço a verde do meio, o buraco da fechadura esteve tapado, e verifica-se quão próximas foram as temperaturas dentro do hall. Nos restantes dois dias, com o buraco da fechadura aberto, o diferencial das temperaturas foi bastante superior!

O gráfico demonstra como o fecho do buraco melhora o comportamento térmico durante a noite. E como compensa fechar todas as entradas de ar, para evitar a entrada de ar frio. Mas também evidencia que durante o dia beneficia de temperaturas mais elevadas. E ainda nos mostra pormenores desconcertantes, como os picos observados durante a madrugada e manhã. Situação tão interessante, quanto misteriosa! Que continuamos a investigar…

Custo da água

Muitos de nós não olhamos com a devida atenção para as facturas da água. Talvez por serem tipicamente inferiores, em valor, às da electricidade, não procuramos verificar como podemos contribuir para a sua diminuição. Também a poupança da água é um tema menos difundido que a poupança da energia eléctrica.

Um dos primeiros pontos mais importantes sobre o custo da água é que ele varia significativamente de concelho para concelho. Reparem como os custos da água são tão diferentes, mesmo na zona metropolitana de Lisboa (eg.   Montijo, Loures, Lisboa, Oeiras/Amadora). Nos quatro exemplos observados, os custos para, por exemplo, un consumo de 5m3 num mês, variam entre 0,91€ em Lisboa e 2,64€ em Loures. A partir dos 5m3, o preço dispara em todos os concelhos… Há, por isso, motivações diferentes para a poupança de água!

Mas tal como na factura da electricidade, na factura da água não paga apenas a água. Paga por consumi-la e por ser necessário tratá-la nas ETARs, depois de a consumir. E no nosso caso ainda pagamos taxas de resíduos sólidos, taxas de recursos hídricos e taxas de gestão de resíduos. Tudo isso indexado ao consumo de água. Ou seja, se consumir menos água, os serviços pensarão que deixará de ter menos resíduos. Num exemplo de uma factura de um dos meses anteriores, o nosso custo da água foi apenas 32.4% do total da factura!

A poupança da água é por isso muito preciosa para a sua carteira! Poupar um metro cúbico significa deixar de pagá-lo a uma taxa muito mais elevada, e significa que poupará nas taxas associadas. No nosso caso, o último metro cúbico consumido o mês passado significou um custo de mais de 5 euros!

Desembalar antes de pôr no frigorífico

Há um conjunto de artigos que colocamos no frigorífico, e que são normalmente desembalados antes. Um exemplo típico são os ovos. Mas há outros que não o são, muitas vezes por razões de comodismo.

No passado fim de semana dei-me conta que os iogurtes embalados em papel, em conjuntos de quatro ou oito, sempre foram até hoje assim metidos no frigorífico. E pensei no tempo que dá separar um, quando se tira do frigorífico. Tal acontece porque alguns dos iogurtes que consumimos aqui em casa são particularmente difíceis de separar da embalagem em papel. E quando isso acontece, é habitual a porta do frigorífico ficar bastante mais tempo aberta que o habitual.

Agora retiro as embalagens dos iogurtes antes de os meter no frigorífico. E aqueles que vem agrupados, separo-os antes de os meter. Assim, quando se abre o frigorífico para os retirar, agora o período de abertura é muito menor. O frigorífico permanece mais fresquinho, preserva melhor os alimentos, e poupa-se na electricidade consumida…

Quanta água consome o autoclismo?

O consumo de água de um autoclismo é bastante relevante numa típica habitação portuguesa. Basta pensar quantas vezes descarregamos o autoclismo, para percebermos que muita água é aí desperdiçada.

Num artigo anterior observamos como é fácil medir o consumo de água cá em casa. Os nossos autoclismos possuem um sistema de dupla descarga, e estamos habituados a premir aquele que dá a descarga mais pequena. O consumo é de 3 litros por descarga, um valor que me parece adequado, dado existirem autoclismos com descargas várias vezes superior.

Ainda assim, há várias formas de reduzir o consumo de água na sanita. Uma velha técnica é meter dentro do autoclismo uma garrafa de plástico grande, cheia de água, mas certifique-se que não interferirá com o mecanismo de descarga, ou que não lhe cause problemas no futuro. Assim, em cada descarga, poupa-se o volume da garrafa que está submersa. Ajustar o mecanismo de descarga é igualmente outra forma de reduzir o consumo de água. Há ainda autoclismos manuais, que nos permitem regular a quantidade de água descarregada. Gosto muito destes sistemas, mas estão hoje em desuso. Melhor ainda são alguns sistemas que utilizam a água de lavagem das mãos, como a imagem acima documenta (retirada daqui), mas confesso que deve ser pouco prático…

Consumo chama piloto

Há uns meses havíamos procurado informação sobre o consumo da chama piloto num esquentador. Todavia, nada nos assegura que esses são os valores relativos aos nossos sistemas. Como referimos neste artigo de há dias, os contadores de água e gás são bastante precisos, pelo que é só contabilizar o consumo durante um período um pouco mais longo, sem outras utilizações de gás, para calcular o valor relativamente preciso do consumo da chama piloto.

No nosso caso, fiz três medições, por períodos de 3 a 4 horas. Os valores variam ligeiramente, mas em cada hora consumimos aproximadamente 0,01 m3 de gás natural. Utilizando os valores das três medições efectuadas, e transpondo para um consumo anual, encontrei valores compreendidos entre um mínimo de 80,86 m3 e 88,07 m3 por ano. Estes valores estão por isso muito próximos dos que havíamos referido, o que reforça por isso a necessidade de desligar, cada vez mais, a chama piloto! Este é igualmente um bom exemplo de como a prática verifica a teoria…

Electricidade da GALP e gás da EDP

A liberalização dos mercados de energia vai dar nisto: aumentar a concorrência! Mas maior concorrência não garante necessariamente uma descida dos preços e das condições de acesso. No mesmo dia em que saiu uma notícia do Sol sobre a competição entre a GALP e a EDP, dei comigo a descobrir o mesmo na Loja do Cidadão em Lisboa.

Infelizmente, anunciam-se grandes descontos, mas que não são significativos. No caso da GALP anuncia-se um desconto de 15% no termo fixo do gás natural e 5% na potência da electricidade. Segundo a sua página de tarifário do gás natural, 15% dos meus 3,57€ mensais representariam uma poupança de 0,54€ por mês. No tarifário de electricidade, 5% sobre a minha potência, que custa 5,33 € mensais, representam uma poupança de 0,27€. São 0,81€ por mês de poupança, mas deixo de ter bi-horário, pelo que é muito pior que a promoção do Continente! No caso da EDP, ainda não consegui descobrir detalhes exactos, mas a competição ainda parece ser ao faz de conta…