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Cauções da luz, água e gás

Até 1999, era norma as empresas de electricidade, água e gás, cobrarem uma caução como garantia do cumprimento do serviço. Nesse ano de 1999, o Governo decidiu proibir a cobrança das cauções, e desde então para cá bastava dirigirmo-nos aos prestadores para ter direito à devolução.

Desde 2007, o processo é gerido pela Direcção Geral do Consumidor (DGC), que tem uma listagem dos montantes indevidamente cobrados, com um Fundo do Consumidor com uma dotação de 19 milhões de euros. Para isso, e se estiver nas condições acima referidas, o consumidor tem que se dirigir à DGC, para pedir a respectiva devolução. Os valores médios parecem rondar os 30 euros.

Tem até final de 2013 para o fazer. Não conheço ninguém que o tenha feito, pelo que não sei exactamente a burocracia associada. Não deve ser pequena, até porque desde 2007 a DGC apenas devolveu entre 30 a 40 mil euros. Mas segundo o site do consumidor da DGC, o processo até parece ser simples. De seguida transcrevemos o que de mais importante aí se diz:

Deverá ser dirgido um requerimento à Senhora Diretora-Geral do Consumidor e enviado para: Praça Duque de Saldanha, n.º 31 – 3º – 1069-013 Lisboa, por Fax: 213 564 719, ou para o e-mail: dgc@dg.consumidor.pt

Neste requerimento deverão constar as seguintes informações:

  • Identificação do titular do(s) contrato(s);
  • Entidade(s) fornecedora(s) do serviço;
  • Número(s) do(s) contrato(s);
  • Morada(s) de fornecimento;
  • Número de identificação bancária (NIB) do requerente.

No caso do contratante e do requerente não serem a mesma pessoa deverá ser indicado a qualidade em que este faz o requerimento (grau de parentesco, habilitação de herdeiros, conforme aplicável).

Os requerimentos deverão ser acompanhados da fotocópia/digitalização legível do Bilhete de Identidade e do cartão de contribuinte do requerente e  do documento comprovativo do pagamento da caução, caso ainda o possua.

No caso dos contratos de gás (e porque muitos deles foram ainda realizados junto de vários revendedores) é estritamente necessário o envio do documento comprovativo do pagamento da caução.

Grelhas dos frigoríficos

Os frigoríficos tem grelhas associadas ao condensador, que lhes permite efectuar as trocas de calor necessárias para o seu bom funcionamento. À acumulação de pó está tradicionalmente associada uma menor eficiência de funcionamento do frigorífico, com maior consumo de energia.

As grelhas estão tipicamente em um de dois sítios: ou na traseira do frigorífico, ou então no seu fundo. Os frigoríficos que têm as grelhas no fundo têm normalmente maiores acumulações de pó, por estarem mais baixas, e por estarem na horizontal Nestes casos, existe tipicamente uma grelha frontal que tem que ser retirada para aceder às grelhas. Nos frigoríficos que têm grelhas na traseira, é tipicamente necessário afastá-los da parede para conseguir aceder às grelhas.

Antes de iniciar a limpeza, deve sempre desligar o frigorífico da tomada. A forma mais simples é aspirar o pó, tendo sempre muita atenção, pois esta é tipicamente uma estrutura um pouco frágil. Uma fuga na tubagem significará o escape do gás refrigerante e uma reparação dispendiosa!

Quanto beneficiará desta limpeza? Curiosamente, as opiniões dividem-se! Segundo este artigo, elas poderão mesmo não existir. Ainda assim, quanto menos pó, certamente melhor…

Filtro dos aspiradores

O aspirador cá de casa fazia ultimamente cada vez mais barulho e aspirava cada vez menos. Ficou pois claro que era necessário substituir o saco do aspirador. Quando o substituí ficou claro que havia mais coisas a fazer. Havia um filtro que já se havia transfigurado noutra coisa, tal era a quantidade de lixo que tinha. Com jeitinho, e para não levantar muito pó, comecei-o a limpar. Rapidamente percebi que, sendo de plástico, o melhor a fazer era lavá-lo… Mesmo assim, foi uma tarefa árdua!

Depois desta optimização, reparei que havia outro filtro! Este era o que filtrava o ar que saía do aspirador, e que estava num estado ainda pior! Nem sabia como havia de dar conta dele, mas acabou por também ir à água… Biliões de ácaros foram pelo esgoto abaixo. No final, não tinha a certeza que o procedimento havia sido o mais adequado, mas também não tenho dúvidas de que ficou muito melhor do que estava dantes!

Duas horas depois, depois de convenientemente secos, voltei a colocar tudo como dantes. E que grande diferença se revelou a nova aspiração! O tubo ficava praticamente colado ao chão que aspirava! E foi aí que percebi que podia retirar muita da potência de aspiração, reduzindo do máximo de 2000 watts que o aspirador tem de potência!

Aqui está um exemplo onde eu não pensava que era possível poupar! E consegue-se poupar várias coisas, ocorrendo-me rapidamente o consumo de energia, o tempo de aspiração, e provavelmente os ácaros cá de casa. Por isso, homens lá de casa: façam um pequeno brilharete à vossa mulher/família, e limpem o aspirador… Não se esqueçam dos cuidados necessários, nomeadamente assegurar que os filtros não são utilizados húmidos.

Borrachas do frigorífico

Já alguma vez verificou se as borrachas que selam as portas do seu frigorífico estão a cumprir a sua função? Há duas formas simples de verificar: a primeira envolve uma análise visual: se detectar condensação, ou fungos pretos, então é bastante provável que o frio esteja a sair. A segunda envolve uma pequena experiência: abra a porta, coloque uma folha de papel entre a borracha e o frigorífico e volte a fechar. Com leveza, tente verificar se consegue extrair a folha. Se conseguir, tem que passar à acção!

Quando a folha sai, também sai o ar frio de dentro. Isso significa que o compressor tem que trabalhar mais tempo, e logo o consumo de energia será maior. Há então que limpar as borrachas, ou mesmo substituí-las. Idealmente, deverá efectuar estas tarefas quando se fazem outras limpezas do frigorífico, nomeadamente como referenciamos neste artigo. Tome sempre precauções ao limpá-lo, sendo que idealmente deverá desligá-lo da corrente, temporariamente.

As borrachas podem ser limpas com uma parte de água quente e outra de lixívia. Na parte em que entra em contacto com o metal do frigorífico, deve limpar com um pano ambas as superfícies, de metal e de borracha. No resto da borracha, na qual muitas vezes se acumula lixo e sujidade, pode utilizar uma escova de dentes usada. Tenha sempre em atenção não esticar demasiado a boracha, pois isso pode diminuir as suas capacidades. No final, com um pano seco, ou uma esponja, tente secar o melhor possível.

 

There’s a simple check you can do to see if you need to repair your fridge gasket seal.  Have a look at it and if there’s condensation or black mold spots on it then the chances are that cold air is escaping from somewhere.  Cold air will cause the warmer air in your kitcen to condense which is why you might have a moldy fridge.

Isolamento Caixa Estores

Há uns anos havia isolado cá em casa as caixas de estores dos quartos. Na altura não fiz o isolamento da sala. Agora dei-me conta que tinha uma oportunidade rara de estudar o comportamento do isolamento da caixa de estores, dado que temos duas janelas e duas caixas de estores na sala. Assim, procedi ao isolamento de uma das caixas de estore, conforme a imagem abaixo documenta. Entre o estore e a parede exterior foi colocada uma fita de vedação e isolamento de espuma, enquanto entre o estore e a caixilharia da janela foi necessário colocar duas (dado o espaço existente), a primeira mais resistente, e uma segunda de espuma, tal como a exterior.

Como as janelas estão separadas por 50 cm, e na mesma orientação, procedi de seguida à análise do comportamento térmico ao longo de uma madrugada. Repare-se que, no topo da janela cuja caixa de estores havia sido isolada, o espaço encontrava-se agora fechado. Para isso, coloquei entre cada uma das janelas e os estores, um termómetro, a cerca de 80 cm de altura. Nos gráficos abaixo, os gráficos a vermelho representam a janela cuja caixa de estores foi isolada, e a azul a outra janela.

Neste primeiro gráfico, podemos observar que inicialmente a temperatura fora da janela vai descendo, em função da descida da temperatura exterior. Quando se fecham os estores, o termómetro passa a registar uma subida da temperatura, função das perdas de calor do interior da habitação. Curiosamente, a janela não isolada regista uma subida de temperatura mais significativa, que atribuo à maior perda de calor. Todavia, as duas temperaturas acabam por estabilizar, durante umas horas. Quando no final da noite de passagem de ano fechámos as cortinas na sala, a temperatura caiu mais significativamente na janela não isolada. Como a cortina passou a funcionar como caixa de ar, o maior isolamento da janela isolada permitiu manter uma temperatura mais elevada. Repare-se que a partir do momento em que as cortinas foram fechadas, as temperaturas do lado de dentro da janela tornaram-se independentes…

Para avaliar este último factor, no dia seguinte medi a evolução das temperaturas no interior das janelas, para verificar a evolução da temperatura onde realmente interessa: no interior da habitação. Desta vez, os termómetros foram colocados a cerca de 50cm de altura, entre as janelas e as cortinas, com os estores fechados. A evolução é visível no gráfico abaixo, onde podemos verificar que inicialmente a temperatura evolui sincronizada, dado que ambos os casos reflectem a temperatura da sala. A partir do momento em que se fecham as cortinas, as temperaturas tornam-se independentes, e verifica-se que desce de uma forma mais rápida na janela onde não foi efectuado o isolamento dos estores.

Conclui-se portanto que o isolamento é benéfico. Mas ainda não sei se procederei rapidamente ao isolamento da outra caixa de estores, ou se a deixarei mais uns tempos, até ao Verão, para poder medir as diferenças em outros cenários de temperaturas exteriores.

Planear, controlar e relatar

por williamli1983 on Flickr (Courtesy Creative Commons)

Aqui no Poupar Melhor costumamos planear os conteúdos da semana no nosso ponto de situação regular em cerca de meia hora. Aproveitamos a oportunidade para apresentarmos desafios e discutir as conclusões que fomos registando aqui.

Mas as nossas reuniões improvisadas têm ficado apenas com o registo manual e sem poderem ser partilhadas porque as nossas notas são apenas pontos e só servem a quem tenha estado a ouvir a conversa.

Já aqui falámos de como pouparmos o nosso tempo paralelizando tarefas como ouvir um podcast no carro enquanto conduzimos ou poupar tempo ouvindo nos podcast apenas o que interessa, por isso um dos desafios que nos colocámos a nós mesmos foi o de construir os meios de gravarmos e partilharmos as nossas reuniões informais num podcast.

Em empreendimentos pequenos como o nosso usar tudo o que a Internet nos tem colocado à disposição é quase obrigatório ser incluído como meios de registo e relato.