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Efeito de estufa no carro no Inverno

Num artigo anterior havíamos observado a importância de deixar, tanto quanto possível, os carros ao sol, no Inverno. Num dos dias anteriores fizemos a experiência: quanto atingiria a temperatura do interior do carro, deixado ao Sol? Para isso deixamos dois termómetros no carro: o primeiro dentro do habitáculo e o segundo na mala. No primeiro caso, o termómetro foi deixado por baixo do assento, para não sofrer o impacto directo dos raios solares, mas também por razões de segurança… Sabendo que o frio desce e o calor sobe, é provável que esta experiência reflictisse portanto a temperatura dos pés!

Na imagem abaixo, a vermelho está representada a temperatura no habitáculo, enquanto a azul está representada a temperatura da mala. O gráfico começa com o início da incidência da luz solar no veículo, pouco depois de ele ter sido estacionado. No interior do habitáculo, a temperatura foi subindo com a incidência dos raios solares, até pouco depois das 13:00, quando o Sol deixou de incidir directamente sobre o veículo. Dai para a frente, a descida de temperaturas foi acentuada, até atingir ao final da tarde praticamente a mesma temperatura da mala.

Segundo os registos meteorológicos de Lisboa desse dia, a evolução das temperaturas subiu dos 10ºC pelas 09:00 da manhã, até atingir um máximo de 16º pelas 14:00, como se pode ver na imagem no fundo do artigo. Note-se que a variação da temperatura da mala segue sensivelmente a variação da temperatura exterior, com excepção do seu início, dada a influência da viagem anterior, e possivelmente da permanência em garagem na noite anterior.

Ainda assim, fiquei surpreendido com a perda de calor registada no veículo durante a tarde. Parte dessa explicação poderá estar no facto do termómetro estar por debaixo do assento. Em próximas oportunidades, procurarei perceber como manter o veículo mais quente, até mais tarde…

Poupar tempo ouvindo nos Podcast apenas o que interessa

Podcast Wallpaper por Oliver Hartmann

Já aqui falámos de como pouparmos o nosso tempo paralelizando tarefas como ouvir um podcast no carro enquanto conduzimos ou desfasando atividades quando temos mais que uma pessoa para as executar. Isto é algo que todos os autores do Poupar Melhor fazem e imaginamos que não sejamos os únicos.

Uma das vantagens de obtermos os conteúdos que pretendemos desfasando o tempo é que não temos de organizar o nosso tempo em torno das opções de grelha das distribuidoras do conteúdo, mas sim em torno da nossa otimização do tempo.

O modelo de publicação dos podcast permite a aplicações especializadas fazer download do ficheiro de som automaticamente quando ele é publicado, mas também se pode fazer download do ficheiro de som diretamente do site e passar para o leitor para ouvir mais tarde.

Os meus preferidos são da TSF:

O Governo Sombra dá habitualmente à sexta-feira à hora a que ando a recolher os miúdos, o que complica ouvir completamente e o Tubo de ensaio dá em vários momentos, nenhum dos quais costumo estar no carro.

50% + 25% = ?

Na passada sexta-feira ouvi nas notícias que o Continente estava praticamente oferecer leite… A notícia chegou mesmo ao Parlamento, onde a Ministra da Agricultura vai ter que explicar eventuais práticas de dumping. Como faço normalmente compras ao fim de semana, e como este fim de semana era de compras, certifiquei-me ainda na sexta-feira que a promoção seria válida no Sábado. E pelo sim, pelo não, fui logo de manhãzinha!

A promoção do Continente, que se mantém válida até ao próximo fim de semana, consiste numa primeira vista, num desconto de 75%. Na verdade, é um desconto de 50% + 25%, com a agravante de que a primeira parte do desconto é devolvida na segunda metade de Janeiro, e a segunda parte do desconto na primeira metade de Fevereiro. Mas como já havíamos abordado neste artigo, nem tudo o que parece é…

De quanto é afinal o desconto? Se comprássemos 100 euros de leite, ficaríamos com 50 euros + 25 euros para gastar nas duas metades mensais referidas. Portanto, num cenário óptimo, fazendo 175 euros de compras apenas pagamos 100 euros. Logo, o desconto é de aproximadamente 42,86%, uma grande diferença relativamente aos 75% anunciados. E obriga-nos a voltar lá duas vezes!

Mas esse é o cenário óptimo, porque a maioria dos consumidores irá lá nas duas vezes subsequentes e comprará mais coisas. Outros não irão ou se esquecerão! E assim o Continente fideliza mais alguns clientes, e aumenta a facturação. No meu caso, neste fim de semana trouxe um talão que representa 46,7% das nossas compras, e só não foi melhor porque o Continente coloca limites às nossas intenções de açambarcamente…

Desde que se mantenha fiel à sua lista de compras, não deixe de aproveitar estes descontos. Não se esqueça igualmente do seu nível de consumo, pois armazenar alimentos que depois ultrapassarão o seu prazo de validade, não é certamente uma atitude de poupança… E não se esqueça que terá que voltar lá duas vezes, com as consequentes perdas de tempo e de combustível. Em muitos casos, o que poupará nos descontos pode não compensar o resto. Por isso, faça as contas para o seu caso. Entretanto, e graças aos nossos deputados, o Continente garantiu publicidade adicional sem custos… Tudo isto tem valor para eles, e para nós consumidores!

Nota: O valor do desconto foi corrigido.

Aquecimento por radiador à janela

Na sequência do artigo sobre onde se devem colocar os radiadores, temos efectuado vários testes à forma como a temperatura varia, mas quase exclusivamente na nossa sala. A sala tem a particularidade de ter uma boa exposição solar, e o radiador na parede oposta às janelas. No caso do nosso quarto, a exposição solar é nula, e o radiador fica debaixo da janela.

A imagem acima evidencia a evolução da temperatura durante uma noite típica, no quarto, com a linha a vermelho a representar a temperatura a 2 metros de altura, enquanto a azul está representada a temperatura a 10 cm do chão. Em ambos os casos, os termómetros foram colocados na parede oposta à janela exterior.

A temperatura mais próxima do tecto sobe rapidamente, com cerca de um grau na primeira hora. Durante o resto da madrugada a subida da temperatura foi inferior à da primeira hora. A queda da temperatura foi igualmente rápida depois de desligado o aquecimento. Junto ao solo a evolução foi notoriamente diferente, mantendo-se uma subida relativamente linear ao longo da madrugada.

A comparação com os registos que temos efectuado na sala revelam que o quarto permanece significativamente mais frio. E as temperaturas que têm sido efectuadas na sala são-no próximo da janela, ao contrário do quarto, onde as medições foram efectuadas na parede oposta. O radiador da sala (há outro radiador na sala, mas esse está sempre desligado, por estar na parede exterior) é ligeiramente mais pequeno, embora a dimensão da sala seja praticamente três vezes superior à do quarto. Tais medidas parecem, pois, confirmar a maior eficiência de fontes de calor na parede oposta à exterior, e certamente da energia solar.

A força da gravidade

Quando procuramos melhorar os níveis de consumo de combustível de um automóvel, alguns conceitos de física podem revelar-se importantes. Um deles está relacionado com as subidas e descidas que são frequentes em determinadas cidades, como é o caso de Lisboa. Muitos já terão certamente experimentado como é possível deixar embalar o carro, numa descida em túnel, por exemplo, e deixá-lo subir sozinho na subida de saída do túnel. Normalmente chegarão ao final da subida do túnel a uma velocidade inferior à que iniciaram a descida, considerando-se obviamente altitudes idênticas.

O problema pode verificar-se quando no fundo da descida há um semáforo, ou outro obstáculo, que possa obrigar a parar, e assim desperdiçar energia potencial. Nestes casos pode ser interessante travar, ou reduzir a velocidade antes de chegar ao fundo da descida, potenciando o aproveitamento de parte da energia acumulada. Nesses casos o objectivo é chegar ao obstáculo sem que tenha que travar, e assim não perder toda a energia potencial que adquiriu. Isso poderá incomodar os que o precedem, pelo que só o deve fazer quando conhecer bem os locais e timings associados…

 

Prevendo o tempo

A arte de prever o tempo que vai fazer não é trivial. Mas as previsões meteorológicas vão melhorando, e hoje em dia já as utilizo para muito do meu planeamento diário, e mesmo semanal. Saber o tempo que vai fazer pode trazer muitas vantagens. Se vai chover, levar o chapéu de chuva será certamente a opção correcta, e não terá que investir num todos os dias. Se as temperaturas mínimas vão ser baixas, utilizar determinadas técnicas pode ajudar a manter a temperatura interior lá de casa. Se o Sol vai brilhar, então a energia solar poderá aquecer as nossas habitações… Em muitos casos acabará por poupar tempo!

Há muitos locais na Internet que nos dão previsões a 5-10 dias. Será o razoável para o nosso planeamento de curto prazo. Nem todos lhe vão garantir uma correcção aboluta das previsões. Se não estiver satisfeito, vá mudando:

E se tiver a sua sugestão, partilhe-a aqui connosco. Eu agradeço, e os restantes leitores também!