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Desfasar horários para chegar a tempo

time - Original Photo by alancleaver_2000 @Flickr under Creative Commons

Já aqui falámos de como poderão aumentar o tempo disponível para outras coisas se ocuparem as tarefas rotineiras com outras também menos exigentes, paralelizando a vossa capacidade de executar tarefas.

No meu caso, com dois catraios para levar à escola de manhã antes de avançar para Lisboa e sendo obrigado a estar sempre de olho no mais novo, vejo-me obrigado com a minha mulher a alguma ginástica para garantir que os vestimos e despachamos a tempo e ainda nos despachamos a nós.

A nossa solução foi desfasar os nossos movimentos matinais. Assim, um de nós despacha-se mais tarde, mas despacha logo os miúdos, enquanto o outro se despacha mais cedo e trata dos pequenos almoços de todos.

Já aqui apresentei os tempos gastos nas deslocações para levar a gaiatagem à escola, mas o que não vos disse foi que só um dos pais faz essa parte do percurso. O outro fica a arrumar a confusão que ficou para trás e a terminar a sua rotina até que o outro volte para irmos juntos para Lisboa.

Tempo do Lego

Lego brick

Se como eu poupam o vosso tempo para poder estar mais tempo com a família, e nessa família têm crianças, sabem como é difícil começar uma brincadeira sem primeiro arrumar a confusão deixada pela anterior.

Pessoalmente gosto de construir coisas, os Legos eram o meu brinquedo de eleição e por isso tentei oferecer tantos aos meus filhos como também tive.

Os Legos desorganizados ocupam mais espaço e demoramos mais tempo quando procuramos aquela peça. A necessidade impõem que haja organização, mas qual?

No blog Boing Boing encontrei alguém que se deu ao trabalho de reunir links para várias soluções o que me levou a concluir que existem vários grupos de pessoas bem mais fanáticas organizadas do que eu, pelo que se necessitarem de algumas ideias para melhorarem a vossa organização, divirtam-se com esta galeria no Flickr de arrumações alternativa e o post no Boing Boing.

Arrumando as peças com um sistema conhecido poderão:

  1. Pedir aos catraios que ajudem; e
  2. Saber de ante-mão onde encontrar uma peça mais rapidamente.

 

Isolar parede por detrás do radiador

No outro artigo referimo-nos à discussão sobre onde colocar os radiadores. Todavia, no caso dos radiadores fixos, eles são muitas vezes colocados debaixo das janelas, fixados portanto na parede exterior. Tal significa que eles gastam uma parte substancial da energia a aquecer a parede exterior, e a dissipar o calor para fora das nossas habitações…

A estratégia para minimizar essas percas é a de isolar a parede por detrás do radiador, facto que quase sempre os construtores não fazem. É uma tarefa um pouco mais complexa do que parece, mas que não tem um custo significativo. Com as vantagens óbvias de poupar energia, mas sobretudo acrescentar um maior conforto à temperatura da sua habitação.

Comece por comprar um rolo de folha reflectora (poliestireno expandido, com um filme de alumínio, por exemplo), adequado à dimensão dos seus radiadores. Depois decida como o vai fixar à parede. No nosso caso, dado que não queria uma solução definitiva, optei por uma solução que não deixasse marcas na parede, funcionando por pressão. É igualmente uma solução unicamente para o Inverno, pois pode ser retirada. Mas também porque tinha dúvidas quanto ao tipo de cola eventualmente a utilizar. O que interessa é que é uma solução simples, eficaz, e que não dá nas vistas (nem sequer é visível), como a imagem seguinte evidencia:

Paralelizar o tempo

Uma forma interessante de poupar tempo é paralelizar tarefas. Tal significa fazer mais que uma coisa ao mesmo tempo, o que requer alguma habilidade e planeamento. Paralelizar não é fácil, mas o sucesso em outros domínios, como o da computação, permite grandes ganhos.

Paralelizar é algo a que nos habituamos em termos domésticos. Enquanto se cozinha algo no forno, por ex., outras tarefas podem ser executadas. Tal é um exemplo de paralelização óbvio, tão óbvio, que muitas vezes não fazemos a associação.

Uma estratégia possível é a de manter uma lista de tarefas de execução relativamente longa, e que requeiram pouca interacção, para ir executando no meio das nossas tarefas normais. Tal é válido em termos pessoais, como profissionais. Alguns exemplos pessoais incluem a audição de podcasts no carro enquanto conduzo, a execução de tarefas rotineiras enquanto estou ao telefone, ou a elaboração de um post do Poupar Melhor, enquanto passa um qualquer programa menos interessante na Televisão…

Tenha em atenção que a paralelização de tarefas implica um esforço cerebral adicional. Pode mesmo ser perigoso quando efectua uma tarefa que exige atenção, como é o exemplo da condução. Por isso, não faça como o Mr. Bean, aperaltando-se no carro a caminho do dentista, na célebre sequência cómica, que pode revisitar de seguida:

Aquecimento com radiadores

Quando o aquecimento das nossas casas é efectuado por radiadores de parede, há um conjunto de técnicas que devemos seguir para maximizar a sua eficiência. Em primeiro lugar, todos os anos, antes de ligar o aquecimento, devemos purgar os radiadores. Tal consiste em retirar o ar que exista dentro do circuito, e que torna o processo de aquecimento mais ineficiente.

Outra acção que se deverá fazer anualmente é limpar o interior dos radiadores. Eles acumulam bastante pó, o que impede a circulação do ar, e minimiza o aquecimento por convecção. A primeira vez que fiz isso aos meus, fiquei impressionado: o volume de ar quente depois da intervenção era muito maior!

Também essencial é não colocar nenhum objecto que obstrua o funcionamento dos radiadores. A existência de um móvel, ou de uma simples cortina a tapar o radiador, diminui significativamente a sua eficiência.

Vale a pena substituir o frigorífico?

A substituição de um frigorífico velho por um novo representa potencialmente uma grande poupança de energia. A pergunta que muitas vezes se coloca é, se vale a pena substituir um equipamento operacional, por um novo. A resposta pode estar nas seguintes contas.

A classe de eficiência energética dos frigoríficos foi originalmente definido pela Directiva 94/2/CE que definiu as classes A a G. Posteriormente, a Directiva 2003/66/EC definiu adicionalmente as classes A+ e A++, e o Regulamento Delegado Nº 1060/2010 da Comissão definiu a classe A+++. Para cada classe, há um nível de eficiência energética. Os dados seguintes são os referenciados pela ADENE, mas adequados aos custos actuais do kWh (cerca de 0,16€, já com IVA). Repare-se que os valores indicados para consumo e custo de energia são de 15 anos:

Classe Índice de eficiência energética Consumo de energia em 15 anos (kWh) Custo económico em 15 anos Poupança na substituição por um produto de classe A+++
A+++ <0.24 2365 378.4
A++ 0.24-0.3 2956 472.96 94.56
A+ 0.3-0.42 4139 662.24 283.84
A 0.42-0.55 5420 867.2 488.8
B 0.55-0.75 6405 1024.8 646.4
C 0.75-0.90 8130 1300.8 922.4
D 0.90-1.00 9855 1576.8 1198.4
E 1.00-1.10 10347 1655.52 1277.12
F 1.10-1.25 11579 1852.64 1474.24
G >1.25 12318 1970.88 1592.48

O valor de poupança é igualmente a expectável ao fim de 15 anos. É fácil perceber que só compensará verdadeiramente para frigoríficos ineficientes. De uma forma geral, os frigoríficos anteriores a 1993 devem ser os primeiros candidatos a serem substituídos. Para os restantes, não se esqueçam de implementar primeiro as dicas que sugerimos sobre a minimização de consumos no frigorífico, o que vos permitirá alguma poupança, e adiar a troca por um mais eficiente.