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Fugir às portagens

Todos nós não gostamos de pagar portagens. Infelizmente, de alguma forma têm que ser pagos os investimentos em auto-estradas, das quais Portugal é líder na Europa em termos per-capita. Há mais de um ano, ainda era possível circular nas SCUT do norte sem pagar. A A29 e a A17 eram uma alternativa possível à A1, e permitiam uma poupança de quase 5 euros na portagem entre Lisboa e o Porto. Tal como essas, está anunciado que nas restantes SCUTs (A22, A23, A24, A25) sejam introduzidas portagens nos próximos dias…

Fugir às portagens é um exercício de poupança interessante. Faço-o muitas vezes quando vou ao Algarve, circulando pelo IC1, do qual poucos parecem gostar. A velocidade a 90 Km/h é quase constante, e há poucos limites de velocidade inferior. No conjunto consegue-se poupar actualmente 16 euros, saindo na Marateca e fazendo o resto do IC1. Se quiser evitar o troço inicial, habitualmente mais congestionado, pode sair em Grândola Sul, e aí a poupança será cerca de metade, consoante pode verificar no simulador da própria BRISA.

Evidentemente, não se poupa em termos de tempo. O percurso demora pelo menos mais uma hora, se em ambos os casos respeitar os limites. Se ainda vai para os lados de Albufeira ou Portimão, ainda sai beneficiado, mas para os lados do sotavento algarvio, as percas de tempo são maiores. A poupança de combustível também não é desprezível, em função da velocidade média mais baixa, sendo mais significativa em alturas de férias, quando os carros costumam ir mais carregados.

Fugir às portagens virtuais das SCUTs é outro exercício interessante. A Autohoje da semana passada traz um artigo muito interessante sobre as novas SCUTs , e quais os troços em que é possível circular sem pagar. Se utiliza frequentemente estas SCUTs, verifique se ainda há a revista nas bancas, pois aí encontrará também a localizaçao dos pórticos das SCUTs que vão passar a ser portajadas.

No Poupar Melhor, voltaremos a este tema. Entretanto, diga-nos outros locais onde possa compensar fugir às portagens?

Lavar loiça à mão ou na máquina?

A máquina de lavar loiça é certamente um dos melhores electrodomésticos que conheço! Mas é também um dos electrodomésticos que mais energia consome em casa, quando utilizado regularmente. Por isso, fui investigar se pouparia alguma coisa em lavar a loiça a mão.

Por um lado, é evidente que há um consumo muito elevado de tempo a lavar a loiça à mão. Por outro, o consumo de energia eléctrica é reduzido, embora à noite pelo menos seja preciso ter a luz ligada. O consumo de água era uma incógnita para mim, porque é possível ser poupadinho na água, quando se lava manualmente.

As respostas para as minhas dúvidas surgiram com este estudo da Universidade de Bona. Eles analisaram estas variáveis para a loiça de 12 convivas. Para uma lavagem manual, consideradas 113 pessoas a lavar, o consumo foi de 103 litros de água, 2,5 kWh de energia e 79 minutos de tempo. Existe uma grande diversidade entre essas pessoas, sendo que a leitura do documento revela estratégias muito distintas. Não deve surpreender que as pessoas de Portugal e Espanha foram as que mais água e energia consumiram…

As máquinas de lavar loiça cilindraram na maioria dos parâmetros! Consumiram entre 15 e 22 litros de água, ou seja cinco vezes menos. O consumo de energia foi entre 1 e 2 kWh, abaixo da lavagem manual, mas acima das pessoas oriundas da Alemanha. E de uma forma geral, a percepção da qualidade da lavagem na máquina foi superior à da lavagem manual, com um consumo ligeiramente inferior na quantidade de detergente. O tempo foi superior na lavagem da máquina, mas como a máquina lava sozinha, a comparação não é similar.

No final, não há dúvidas de que não poupamos nada em lavar loiça à mão. E se puderem programar a lavagem à noite, em bi-horário, a poupança é ainda maior…

Poupar energia cozinhando com a Panela de Pressão

Foto do blog Kok Robin

Os consumos para cozinhar, gás, água e eletricidade, não são de descuidar. Com os aumentos que nos esperam derivados não só do IVA passar para 23% (era apenas 6%), provocados pelo Orçamento Geral de Estado para 2012 (OE2012), continuamos à procura de reduzir a dependência lá de casa aos recursos externos.

Para além do que já foi dito aqui no uso do forno, equipamento de cozinha que habitualmente aumenta o nosso consumo de energia, podemos também reduzir os consumos de energia, poupando na nossa conta de gás ou eletricidade, utilizando a panela de pressão.

A panela de pressão, por ser hermeticamente fechada, impede as perdas de energia pela dispersão do calor no vapor. A principal vantagem com que são vendidas é a redução do tempo de cozedura, mas oferece como bónus a redução do consumo de energia.

Devem ter atenção e verificar sempre o estado da válvula antes de abandonarem a panela de pressão ao lume e de não encher a panela para além do volume indicado pelo fabricante. No passado já houve dissabores entre os nossos autores do PouparMelhor.com.

Deixo-vos uma receita de Ossobuco à lá Ferro no Ferro.cc para experimentarem. Depois contém-nos como correu.

Crowd funding: para quando os bancos não emprestam dinheiro

Uma das origens da atual crise está na forma como a riqueza foi re-distribuída através do crédito fácil. Agora, depois da casa roubada, os bancos puseram trancas à porta e estão a dificultar o acesso ao crédito pois… nem eles mesmo têm. Embora o acesso ao crédito não seja propriamente o tema habitual aqui do PouparMelhor.com, a poupança de tempo e dinheiro são.

Para lançar projetos pequenos como o do filme, ou com dimensões ainda menores, o empreendedor vê-se perante a situação de ter de aceitar condições pouco eficientes de crédito, que acabam mesmo por se tornar a razão do fim dos seus negócios, pagando mais pelo dinheiro do que o que o valor emprestado foi capaz de produzir.

Com o crowd funding, um empreendedor pede à população geral que micro-financie o seu projeto, podendo prometer como retorno desde nada até edições limitadas do resultado final. O crowd funding é semelhante ao modelo de avanço sobre um produto ainda por concluir já bem conhecido das distribuidoras de discos, filmes e livros, mas sem a perca de direitos.

O custo do dinheiro neste modelo de financiamento é o no máximo o da entrega de uma ou mais amostras do produto com a conclusão do projeto. O dinheiro sai quase a custo zero ao empreendedor e não se arrisca a ser sangrado pelo investidor. Uma poupança de perto de 100%.

Baralhados? No exemplo do filme acima, os empreendedores inventaram uma pequena peça em alumínio para suportar um smartphone a que chamaram Oona. A peça é composta por várias roscas de encaixe e acompanhada de umas ventosas montáveis nas referidas roscas. O pedido de financiamento de financiamento era de 10.000 US$ com a promessa de em troca enviarem um dos produtos a quem financiasse mais de 25 US$. O projeto recebeu 131.220 US$. Ainda devem estar a encaixotar Oonas.

A saida para a crise não vai passar apenas por gastar menos, mas tem necessariamente de passar por produzirmos produtos mais procurados. Enquanto lutamos com o problema de escala, podemos investir o nosso tempo em escalas menores e nichos, produzindo mais lucros. O site mais relevante de Crowd Funding é para mim o kickstarter. Em portugal encontrei o PPL e o Massivemov.

Truques ao abastecer o automóvel

Há vários truques que se podem utilizar quando se abastece o automóvel. A grande maioria deles não nos permitem ganhos perceptíveis, mas são interessantes, porque nos fazem pensar. Quando se abastece, uma boa regra é ter o tampo do depósito aberto o menor tempo possível. Todos nós já sentimos o cheiro do combustível, e isso acontece porque os vapores se libertam. Por isso, depois da última gota, fechem o tampo o mais rapidamente possível.

Atestar, ou não, é uma questão também interessante. Com o depósito cheio, transportamos o equivalente a uma pessoa durante muito tempo, com o custo acrescido de transportarmos peso a mais. Mas ao abastecermos mais vezes, vamos igualmente consumir combustível a deslocar-nos à bomba. A excepção é quando os nossos percursos habituais nos fazem passar frequentemente por postos de abastecimento.

Outro truque, que circula numa mensagem de correio electrónico, é a de abastecer nos períodos mais frescos do dia. O argumento é que a densidade do combustível é menor quando está mais frio, pelo que abastecer nesses períodos poderia ser mais vantajoso. Todavia, as variações de temperatura nos depósitos subterrâneos são pequenas, pelo que não é de esperar grandes vantagens. Segundo este site, para ganhar 1%, tem que haver uma diferença de cerca de 9ºC na gasolina, e de 12ºC no gasóleo.

Outras técnicas são difundidas também por sites e correio electrónico, que incluem o facto de evitar atestar quando o posto está a ser abastecido, ou de atestar quando o depósito ainda está meio cheio. Ou então, abastecer devagarinho para evitar uma libertação grande de vapores, como referíamos inicialmente. Todas estas acções não nos vão tornar ricos, e são alvo de acesa discussão. Nesta página podem ver em maior detalhe estes pontos, com descrição detalhada de alguns dos argumentos.

Bi-horário vs tri-horário

Anteriormente, abordamos as tarifas simples, bi-horário e tri-horário, bem como discutimos as diferenças entre os ciclos diários e semanais. Agora, abordamos as vantagens, ou não, da adopção do tarifário tri-horário. Tal como na tarifa bi-horária, também a tarifa tri-horária tem um ciclo semanal e um ciclo diário.

Quando comparamos com os ciclos do bi-horário, verificamos que os horários de vazio são exactamente iguais, bem como as respectivas tarifas. Enquanto no bi-horário há ainda o horário fora de vazio, no tri-horário este divide-se em horário de Ponta e Cheias.

Enquanto no bi-horário a energia fora de vazio custa 0,1448€/kWh, no tri-horário as horas de ponta têm um custo de 0,1593€/kWh, enquanto as horas cheias têm um custo de 0,1373/kWh. Reparem que a diferença é maior entre a tarifa do bi-horário e a de ponta, com a tarifa de cheias a ter um diferencial que é apenas de metade.

No horário seguinte temos o exemplo do ciclo diário do tri-horário. Reparem que as horas de ponta se situam ao início da manhã, e entre o final da tarde e início da noite. Reparem igualmente na especificidade das diferenças entre o horário de Inverno e de Verão:

No ciclo semanal, visível abaixo, as horas de ponta verificam-se durante as manhãs de segunda a sexta, e entre o final da tarde e início da noite, isto durante o Inverno. No Verão, apenas há horas de ponta durante a manhã:

A escolha entre o bi-horário e o tri-horário é relativamente simples: se conseguir reduzir significativamente os seus consumos durante a hora de ponta, então o tarifário tri-horário poderá ser o melhor para si. Tenha todavia em atenção que essa não será uma boa solução para a grande maioria das famílias portuguesas…