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Lista de tarefas

O tempo é um recurso precioso que não é renovável e que nos interessa poupar mais, tal como o dinheiro. Enquanto podemos ganhar dinheiro, e muitas vezes até rapidamente, o mesmo já não se pode dizer do recurso tempo. Quando queremos poupar tempo, temos que investir primeiro na organização e depois na gestão desse mesmo tempo.

A melhor forma de poupar tempo é arranjar uma lista. Melhor, duas. Numa das listas deve colocar as tarefas que tem que realizar. É muito simples: vai somando as tarefas que tem que fazer, e vai retirando as que já fez. Mas mais importante que esta lista é criar uma outra lista, com as tarefas prioritárias, ordenadas sequencialmente. São estas que verdadeiramente interessam no nosso dia-a-dia, e devem ser planeadas todos os dias, tendo em vista o dia seguinte. Isto é válido pessoal e profissionalmente.

A forma como organiza essas listas não é tão importante. Um bloco de folhas pequeno pode ser o ideal para si, enquanto que outros não dispensarão um bom organizador pessoal. Outros ainda não dispensarão meios tecnológicos, sendo cada vez mais aqueles que utilizam equipamentos como telemóveis para organizarem o seu tempo. Mas mais uma vez, o importante não é a forma como se organiza. O que é verdadeiramente importante será o tempo que vai poupar/ganhar!

Frigorífico mais fresco

No mês passado havíamos referido o quão importante é preservar o frio, quando retiramos comida do congelador e a deixamos a descongelar no frigorífico. Utilizando as técnicas que referimos neste artigo, resolvemos medir como se comportava a temperatura dentro do frigorífico aquando da passagem de comida do congelador para o frigorífico.

A comida congelada, cerca de 600 gramas, foi inserida no frigorífico a meio da manhã de um Sábado. Nesse dia, a utilização do frigorífico foi muito reduzida pelo que a evolução do gráfico não depende de aberturas da porta do frigorífico. A comida congelada foi inserida na prateleira central do frigorífico, enquanto o termómetro se encontrava na prateleira do fundo.

Para além da evolução em sinusóide, que já havíamos referido anteriormente para este frigorífico, nota-se claramente a descida dos valores máximos da temperatura, a qual foi subindo lentamente ao longo do dia. A temperatura mínima registou apenas uma ligeira descida na altura da introdução. Embora não reflicta necessariamente uma poupança de energia, podemos verificar que contribui para manter o nosso frigorífico mais fresquinho…

Deixar o carro à sombra no Verão e ao sol no Inverno

É frequente nos queixarmos da temperatura dos automóveis, quer no Inverno, quer no Verão! No Verão temos a tendência de procurar a sombra, mas já não é tão comum no Inverno procurarmos um lugar ao Sol. Como todos sabemos, o efeito de estufa de um carro é notável, e no Inverno, mesmo com temperaturas baixas, o Sol consegue fazer milagres!

No Verão, a utilização de um para-sol ajuda muito a minimizar a temperatura interior. Tal poupa obviamente no ar condicionado, que é um dos factores que mais afecta o consumo dos automóveis modernos. Ao mesmo tempo, preserva os equipamentos interiores, dado que as temperaturas interiores podem ultrapassar os 60ºC! Com esta técnica simples, as temperaturas interiores podem chegar a baixar 8ºC… No Inverno, ou num dia mais frio, o objectivo é deixá-los ao Sol!

Os novos carros eléctricos, por exemplo, já podem ser instruídos no sentido de pre-aquecerem ou pre-arrefecerem o ambiente, antes do seu arranque, e enquanto estão ligados à corrente. Tal permite que o habitáculo seja ambientado sem recurso às baterias. Em qualquer caso, esta técnica permanece válida, mesmo para este tipo de veículos.

Como calcular o consumo de energia em casa?

Existe normalmente uma grande dificuldade em percepcionar qual o consumo instantâneo de electricidade, tal como havíamos referido aqui. A maioria de nós apenas conhecerá os consumos que conseguimos apurar nas nossas facturas de electricidade. Ainda assim, as estimativas introduzidas nas facturas só ajudam à confusão, pouco nos esclarecendo sobre o efectivo consumo.

Os contadores de energia eléctrica que possuímos podem-nos dar informações muito interessantes sobre o consumo. Dá um pouco de trabalho, mas anotando os valores numa folha de cálculo, podemos ir rapidamente verificando a evolução do consumo ao longo do tempo. Se tivermos um arquivo das facturas anteriores, então podemos inserir na folha de cálculo os valores de consumo registados no passado. Rapidamente deverá constatar que a evolução terá sido a de crescimento do consumo…

Mas os contadores dão-nos outra informação preciosa, que é a do consumo instantâneo. Os tipos de contadores mais habituais têm um led vermelho, ou um disco rotativo, que piscam ou rodam a uma determinada frequência. Essa frequência varia de contador para contador, e está assinalada em cada contador. Tipicamente, ele piscará em fracções de KWh, sendo exemplos 1/200, 1/375, 1/3200, etc. Considerando a fracção 1/x, e considerando que o tempo entre piscadelas (ou rotações) é de y segundos, então o seu consumo nesse período, caso fosse mantido durante uma hora, seria de:

3600/(x*y) kWh

Este cálculo permite-nos também avaliar qual o consumo máximo que temos, por forma a dimensionar a potência do contador. Ligando o máximo de equipamentos que tencionamos ter operacionais em cada momento, podemos averiguar qual o consumo deles. Pegando no valor anterior, e como em termos simplistas podemos equiparar kWh a kVA para este efeito, obtemos aproximadamente os kVA necessários de potência. Verifique no site da EDP se isso lhe permitirá baixar em relação ao que tem contratado, e quanto poderá começar a poupar…

Acidentes fantasma

Num dos primeiros artigos do Poupar Melhor, evidenciamos a importância de evitar as travagens. Todos sabemos que nas nossas estradas, em situações de maior intensidade de tráfego, há sempre o espertinho, que aos zigues-zagues, pretende alcançar uma vantagem sobre os restantes. Ao fazer esses zigues-zagues, os outros procuram evitar essas “espertalhices”, e o caos instala-se.

Noutras circunstâncias, provavelmente já todos experimentamos, ao circular numa via de maior velocidade, congestionamentos sem razão. Aquelas filas de pára-arranca, em que não existia no final nenhum acidente… O que provavelmente causou tudo isso não passou de mais uma tentativa de alguém chegar uns segundos mais rápidos ao seu destino…

Estas situações são descritas frequentemente por aqueles que acompanham o trânsito a partir do ar. Mas agora, investigadores japoneses conseguiram simular este efeito de uma forma clara. Vejam no vídeo seguinte como se formam estas filas, e como os espertinhos conseguem perder o seu tempo, bem como de todos aqueles que os seguem… E que nos custam também tempo, e dinheiro para os combustíveis!

Olhar pela janela!

Uma técnica de poupança do forno que quase todos temos assimilados é evitar abrir o forno para ver o que se passa lá dentro. Todos certamente utilizaremos a lâmpada que equipa quase todos os fornos modernos. O que muitas vezes desconhecemos é quanto se poupa com isso.

Quando se abre a porta de um forno, que esteja suficientemente quente, a queda da temperatura pode ser muito significativa. Segundo Shirley Corriher, no seu livro Bakewise, uma abertura da porta durante meio minuto, para efectuar uma observação do cozinhado, ou verificar se está pronto, pode significar uma queda da temperatura em 66ºC, ou mais. O mesmo pode acontecer quando se pre-aquece o forno, e depois se abre para inserir os alimentos a cozinhar. Uma abertura de um minuto pode significar uma queda de 79ºC, e a recuperação pode demorar vários minutos.

Obviamente, recuperar essa temperatura perdida significa um consumo adicional de energia. E mais tempo para completar o cozinhado. E em determinadas situações, o alimento a assar ou o bolo a cozinhar, pode mesmo perder qualidades… Mas isso saberão melhor do que eu!