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Jardins verticais feitos de garrafas de plástico

Jardim vertical feito com garrafas por Rosenbaum

Jardim vertical feito com garrafas por Rosenbaum

Em 2006, Rosenbaum foi convidada por Luciano Huck para participar de um novo quadro em seu programa: o Lar Doce Lar. A ideia era com a democratização do design aumentar a autoestima dos brasileiros através de sua moradia. A Rosenbaum fez uma série de melhorias a casas brasileiras de onde destacamos  a 48 Família Rodrigues, Itaim Paulista, SP.

A ideia do jardim vertical é plantar a baixo custo uma série de plantas pequenas que permitem melhorar em muito o paladar dos nossos cozinhados. No Poupar Melhor também propomos esta abordagem para quem vive em apartamentos, não tão elaborada, mas acima de tudo para quem tem o gosto pelos prazeres da mesa.

Zeno e a aproximação ao semáforo

Dos paradoxos de Zeno, o da corrida entre Aquiles e a tartaruga é porventura o mais conhecido. O herói grego Aquiles e uma tartaruga combinam uma corrida, sendo atribuída uma vantagem inicial à tartaruga. O paradoxo refere que depois desse arranque inicial da tartaruga, Aquiles não será capaz de a alcançar, pois quando chegar a uma determinada posição onde a tartaruga se encontrava antes, a tartaruga estará ligeiramente mais à frente… E assim sucessivamente.

Mas o argumento da dicotomia é mais interessante para mim. Quando se percorre uma certa distância, para chegar ao final do percurso é preciso passar primeiro pelo meio. E daí até ao final, é necessário voltar a passar pelo meio do segmento restante. Nesta sequência, nunca chegará ao final, dado que haverá sempre um ponto intermédio até lá!

A dicotomia de Zeno

A dicotomia de Zeno ao chegar ao semáforo

Este problema da dicotomia utilizo-o associado a um conceito de poupança. Quando me estou a aproximar de um semáforo e ele está vermelho, e desde que não esteja a subir, vou abrandando até chegar ao semáforo, como referi neste artigo. Na maior parte dos percursos que faço habitualmente, conheço os timings e faço uma gestão adequada da velocidade, para chegar ao semáforo com a maior velocidade potencial possível.

Mas quando não conheço o semáforo, ou o seu timing, e ele não é dos inteligentes, a estratégia é percorrer metade da distância até ao semáforo a uma determinada velocidade, depois reduzir essa velocidade para cerca de metade. E vou reduzindo sistematicamente a velocidade, sem nunca chegar ao semáforo. Como podem imaginar, algumas vezes o paradoxo de Zeno prega-nos partidas, e chegamos mesmo ao semáforo. Mas na maior parte das vezes, tenho sempre alguma velocidade, que serve para evitar um arranque a partir de um estado parado, o que serve naturalmente para poupar combustível.

 

Barómetro do Consumidor com a Google


A amiga Laura H. alertou-me para o Barómetro do consumidor suportado pelo Google. Este barómetro promete oferecer a quem nos vende informação sobre a forma como compramos:

  • Compramos online? ou
  • Pesquisamos online o que compramos nas lojas lá da rua?

Enquanto para a poupança parece pouco, para quem queira melhorar a sua situação empreendendo, ter como avaliar previamente a possibilidade de sucesso é essencial a uma boa decisão. Os resultados são exportáveis em CSV ou PDF para usarem no vosso plano.

Novo contador, menos consumo

Ao longo dos últimos meses temos relatado a saga da Liliana A. com os seus consumos de electricidade. A experiência dela não parece ser a da grande maioria de nós, mas podia acontecer a qualquer um!

Neste artigo, havíamos observado a evolução do consumo da Liliana A. desde 2004, bem como do bi-horário desde 2006. Subsequentemente, havíamos observado como a tendência de consumo se havia reduzido para cerca de metade, com a instalção de um novo contador por parte da EDP.

Passados mais de três meses, já é possível construir um novo gráfico, onde se observa o consumo antes e depois da mudança do contador:

Consumo da Liliana A. antes e depois da mudança de contador

Consumo da Liliana A. antes e depois da mudança de contador

Os pontos a vermelho e a azul são as medições com o contador antigo, para os períodos de fora de vazio e vazio, respectivamente. As linhas e fórmulas da mesma cor dão os valores para a regressão linear desses pontos, sendo os mesmos que referimos neste artigo. No mesmo gráfico, os pontos a laranja e a verde são para as medições com o novo contador, para os períodos de fora de vazio e vazio, respectivamente. Os valores de regressão linear para os consumos mais recentes estão nas mesmas cores.

Da análise dos valores, conclui-se que, em horário fora de vazio, o consumo marcado pelo actual contador da Liliana A. é menos de metade do contador anterior. Em horário de vazio, o consumo agora é apenas ligeiramente superior a metade do anterior. O que surpreende nos gráficos é a sua linearidade, o que indicia padrões de consumo regulares.

Ora, se essa linearidade existe, e se há uma inflexão clara aquando da mudança do contador, então é porque essa será a explicação para as diferenças de consumo medidas. E por este gráfico se vê que, ao ritmo de consumo actual, à Liliana A. foram cobrados qualquer coisa como pouco mais de 10000 kWh a mais em horário de vazio, e cerca de 16000 kWh a mais em horário fora de vazio, desde 2006. Ao preço a que tem estado a electricidade, convenhamos que é uma pequena fortuna!

Sábado é o melhor dia para atestar

Na semana passada abordamos o “efeito segunda-feira” verificado em Espanha. Fomos procurar descobrir se tal efeito se verificaria também em Portugal. Para isso, utilizamos os dados que são disponibilizados pela DGEG.

Para simplificação, analisamos os valores médios diários da Gasolina 95 (também fizemos ao Gasóleo; conclusões praticamente idênticas), no segundo semestre de 2012, e os valores de início de 2013. O resultado, em função da evolução por cada dia da semana, é visível no gráfico abaixo (clique para ampliar). Por cada semana, entende-se que o primeiro dia corresponderia à segunda-feira, por ser esse o dia em que tradicionalmente se observam variações nos preços dos combustíveis.

Gráfico Preço Médio da Gasolina na DGEG

Preço Médio da Gasolina por dia da semana

Da análise deste gráfico resultam algumas evidências claras:

  • Durante o segundo semestre de 2012, são claramente visíveis os valores mais baixos dos terceiros Domingos de cada mês, resultante da promoção da GALP. Em 2013, esses valores mais baixos dos Domingos desapareceram.
  • Os valores dos Sábados são quase sempre os mais baixos de cada semana.
  • O valor das segundas-feiras é claramente o mais elevado, quando se assiste a uma queda de preços.

Dos aspectos anteriores, o primeiro é auto-explicado. No que toca ao segundo aspecto, colocamos os valores numa tabela, visível abaixo (clique para ampliar), sendo que cada linha da tabela é uma semana. Nesta tabela, cada célula está colorida. Quando a célula apresenta uma cor amarela, representa uma subida relativamente ao dia anterior; quando é verde, representa uma descida de preços face ao dia anterior; uma cor branca de fundo significa que o valor não se alterou.

Preço Médio Gasolina nas últimas 40 semanas

Preço Médio da Gasolina nas últimas 40 semanas

Da tabela, rapidamente se extraem algumas conclusões:

  • Em todas as sextas-feiras, das últimas quarenta semanas, verificou-se uma descida dos preços médios da Gasolina 95. Tal é claramente visível pelo facto da coluna da sexta-feira ser toda verde.
  • Em todos os Sábados, das últimas quarenta semanas, verificou-se uma descida adicional de preços face aos valores de Sexta-feira.
  • As descidas de preços observadas aos Domingos verificaram-se quando se verificou a promoção da GALP no terceiro Domingo do mês, bem como no último Domingo.
  • Na grande maioria das segundas-feiras do mês verificou-se um aumento de preços.

Do terceiro aspecto adicional, relativo ao facto de que o valor das segundas-feiras ser claramente o mais elevado, quando se assiste a uma queda de preços, há que fazer uma avaliação contextualizada com as subidas e as descidas de preços. Os Media dão-nos conta regularmente que as subidas e descidas se vão efectuar no início da semana. À análise deste aspecto voltaremos rapidamente.

Fidelização no Mercado Liberalizado da electricidade

Que caminho seguir?

Que caminho seguir?

Já havíamos referido no podcast 45 o importante pormenor da fidelização, no contexto da liberalização do mercado da electricidade. No presente momento, todas as ofertas no mercado liberalizado, conforme podem observar no documento da ERSE que apontamos neste artigo, têm uma “duraçao do contrato” de 12 meses. Ou seja, quando o consumidor muda para o mercado liberalizado, fica agarrado a esse tarifário, por um ano!

Este é um pormenor particularmente importante para todos aqueles que ainda não mudaram, mas pensam fazê-lo nos tempos mais próximos. Por um lado, ao não mudar, estamos a levar com uma multa” mensal, que a ERSE decidiu não aumentar este trimestre. Mas, por outro, ao mudar, estamos a potencialmente não aproveitar futuras ofertas, que apareçam nomeadamente no contexto do leilão da DECO

Que caminho devemos seguir? Em primeiro lugar, a ERSE faz bem em manter intacto o “fator de agravamento”. Assim, pressiona os comercializadores a apresentarem uma melhor proposta no leilão. Entretanto, para nós consumidores, o melhor é continuar quieto. É o que eu estou a fazer. O meu desejo é que, directa ou indirectamente, o leilão da DECO venha a resultar numa baixa de preços. Se eles conseguirem um contrato sem fidelização, como anunciam, ainda melhor! Até lá, quem mudar já sabe que nos próximos 12 meses ficará agarrado…