You are currently browsing the archives for the Práticas category


Explicando unidades de medida estranhas

About Wolfram Alpha

About Wolfram Alpha

Como descrever Unidades de medida estranhas é o tema de um site que fiquei a conhecer por causa do post neste site, muito provavelmente seguindo um link de um dos blogs que leio através do Google Reader.

A ideia é que não basta dar a informação de forma factual. Temos igualmente de descrevê-la de forma a ser entendida por quem não conhece os temas.

O site Worlfram Alpha propõem-se tornar o conhecimento disponível a toda a gente e ilustrá-lo, decompo-lo e partilhá-lo.

Experimentem alguns dos exemplos que do próprio site. Quando tiverem dúvidas como visualizar um valor numa únidade que desconhecem, nada melhor que ir até lá tentar encontrar algo vos ajude.

Zero TV

TVNão ter televisão em casa ainda é qualquer coisa muito incompreendida. Conheço dois casos interessantes. E sim, não estamos a falar em abdicar do serviço pago de televisão, mas sim da televisão!

A Nielsen, empresa internacional que mede o que os consumidores vêem, nomeadamente na televisão, elaborou há um mês uma análise muito interessante sobre os 5% de Americanos que não vêem TV. Em primeiro lugar, nos últimos anos, a tendência dos que abdicam da televisão é claramente crescente. São actualmente mais de 5 milhões nos Estados Unidos, mais do dobro dos 2 milhões de 2007. Apesar disso, mais de 75% têm todavia um receptor de televisão em casa, mas sobretudo utilizados para visionamento de DVDs, jogar vídeo-jogos ou navegar na Internet.

Quando se fala de visionamento de vídeos, 37% desse grupo fazem-no a partir de computador, 16% a partir da Internet, com percentagens menores a partir do telemóvel e tablets. Observando os números em maior detalhe, percebe-se que são os mais jovens que mais estão a abdicar da televisão.

Olhando para mim, cada vez mais me vejo a pertencer a este grupo. Não é só uma questão de custos ou perda de tempo. É simplesmente a televisão actual não responder às minhas necessidades, objectivos e pretensões… Ao contrário de Youtubes e afins…

Estores venezianos

Há dias tive oportunidade de monitorizar as termperaturas dentro e fora de uns estores venezianos. Uma das dúvidas que me ocorreu era a de se a orientação das ripas dos estores teria algum impacto na temperatura interna. Eles estavam numa janela orientada a nascente, sem qualquer estore exterior. Durante a noite, até cerca das 22 horas, verificou-se aquecimento do ambiente anterior, mas depois o aquecimento era desligado.

Medição de temperatura em estores venezianos

Medição de temperatura em estores venezianos

A hipótese que coloquei era que a orientação das ripas dos estores poderia influenciar a temperatura interior. Como se pode observar na imagem ao lado, em que a janela se encontra do lado esquerdo, a orientação das ripas do estore permite supor que o calor do interior da habitação, do lado direito, suba facilmente e se escape para a janela, e daí para o exterior.

Mas, primeiro, comecei as medições com a orientação inversa. O resultado dessas medições é o gráfico abaixo. A temperatura no interior dos estores, a vermelho, é naturalmente mais elevada. Na presença de temperaturas mais elevadas, a diferença para a temperatura no exterior dos estores, a azul, é de cerca de um grau centígrado, diferença que diminui ao longo da madrugada, mas que se manteve particularmente estável. Interessante é a subida de temperaturas exterior, logo após o raiar do Sol, ainda que num dia particularmente nublado.

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

No dia seguinte, e já com a orientação da primeira imagem acima, registei as diferenças de temperaturas. Ao contrário do que esperava, os dados não suportam a hipótese que avançara! Uma ligeira maior diferença de temperaturas até contraria essa mesma hipótese, mas outros factores podem contribuir para tal. Em particular, as temperaturas externas, embora nessas duas madrugadas, segundo os dados do IPMA, as temperaturas mínimas tenham sido idênticas na região.

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Esta experiência serve por isso para demonstrar que nem sempre a teoria, as nossas teorias, estão correctas. E por isso gosto tanto de fazer estas medições! Que pelo menos confirmam a eficácia térmica da barreira dos estores venezianos, à semelhança do que já havíamos verificado, por exemplo, para as cortinas.

Outra mudança da hora

Muitos relógios para mudar a hora

Muitos relógios para acertar

No passado abordamos se o Horário de Verão contribuía para uma efectiva poupança, ou se era uma mera perca de tempo. Continuo a ter dúvidas sobre o assunto, e ontem ao ler a Imprensa internacional, acumulei mais algumas indicações de que estas mudanças da hora realmente começam a representar mais complicações que benefícios.

Nesta notícia reparei que para algumas pessoas, a mudança da hora é uma grande complicação! Como para o responsável do Museu Cuckooland, visível na foto acima. Mas o que mais me surpreendeu na notícia foi a referência a uma maior quantidade de ataques cardíacos relacionados com a mudança da hora na Primavera!

Na verdade, de acordo com este estudo do ano passado, a taxa de ataques cardíacos na semana seguinte à mudança da hora na Primavera era 17% superior ao das duas semanas anteriores! No Domingo da mudança, a taxa era 71% superior à dos Domingos anteriores. Curiosamente, a mudança no Outono não era significativa! Tais dados confirmam outros estudos anteriores, como este na Suécia, que determinou conclusões semelhantes.

Tais conclusões giram à volta do ritmo cicadiano, que já abordamos no passado. São igualmente semelhantes ao problema do jet-lag, em que se nota que o corpo tem mais dificuldade em adaptar-se a uma redução do ciclo diário, ao contrário de um dia mais prolongado. Por isso, continuo na dúvida se não seria melhor acabar com estas mudanças todas?

Como fazer um bom bife

Fazer um bife, parecendo coisa simples, tem muito que se lhe diga. Quem percebe alguma coisa do assunto diz que, carne ou peixe, não devemos cozinhar demasiado para não perder os sucos. No caso de um bife de atum o Jamie Oliver diz no seu livro que o bife de atum não deve ser demasiado cozinhado.

Eu próprio gosto de pensar que sei fazer um bom bife com molho, mas os senhores do filme demonstram os resultados de fazer ou não o bife de vaca como deve de ser.

Poupar nos taxis

Tarifa 1 num taxi

Tarifa 1 num taxi

Andar de taxi é algo que faço poucas vezes. Todavia, há situações em que é a melhor opção, considerando outros factores, nomeadamente custos de estacionamento.

Há um pequeno truque que pode valer uma enorme diferença no custo da corrida de taxi. Para os que vivem na capital, um exemplo seria um serviço entre o aeroporto e as Portas de Benfica. Possivelmente, o taxista sugerir-lhe-ia seguir pela CRIL, pois poderia ser mais rápido que passar a segunda circular. Com essa opção, provavelmente iria pagar bem mais do dobro que um serviço feito pela segunda circular.

Porque é que isto acontece? Porque o custo de taxi em serviço urbano é de 0.47€ por quilómetro. Quando um taxi sai do município a que está afecto, passa para a tarifa 3, serviço a quilómetro, no qual passa a pagar 0.94€ por quilómetro, ou seja o dobro! No trajecto referido, o serviço pela segunda circular envolve  10.3 Km, enquanto que pela CRIL envolverá 16.4 Km. No primeiro caso, quase toda a tarifa será urbana (tarifa 1), enquanto que no segundo caso praticamente toda será tarifa 3.

Há ainda que combinar estas tarifas com as tarifas de retorno. Por isso é que em determinados casos compensa chamar um taxi do sítio para onde se vai, ao invés de chamar um taxi local. Neste artigo dá-se um exemplo muito interessante de como podemos poupar dinheiro nos serviços de taxis, em determinadas situações que envolvem deslocações entre concelhos vizinhos.