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Cache do Google

Onde está a cache do PouparMelhor

Onde está a cache do PouparMelhor no Google

Há uns dias falamos neste artigo sobre a secreta esperança do Google vir a ter uma outra réplica ao “Museu da Internet”. Há, todavia, formas de conseguir espreitar algum do conteúdo que o Google vai visitando e recolhendo pela Internet. Tal está disponível no interface de resultados do Google, mas uma forma mais rápida de o conseguir é procurar directamente essa versão, colocando o prefixo “cache:” na pesquisa, como no exemplo

  • cache:www.pouparmelhor.com

ou então utilizando directamente um URL, como no seguinte exemplo:

  • http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:www.pouparmelhor.com

Eu utilizo esta técnica em várias situações. Quando um site está entupido, porque se está a dar um grande conjunto de acessos, e ele está indisponível. Ou então simplesmente porque o Google é mais rápido que esse site. Ou então, porque a página foi mesmo recentemente retirada do próprio site… Nos restantes casos, uso o “Museu da Internet“.

Mas o que me leva realmente a acreditar que o Google guarda mais do que diz são as imagens de preview que mostra do lado direito dos resultados. Essas imagens não são as mesmas versões daquilo que têm em cache! Podem confirmar isso vendo o preview de uma página do Poupar Melhor, e depois comparando com a versão cached. Reparem do lado direito nos comentários… Hão-de ver que as duas versões são distintas, e o preview mais antigo. Mas é um assunto que continuo a investigar… Algum leitor sabe mais sobre este último aspecto?

Calendário de Produtos Hortícolas

Os alimentos, depois de cultivados e colhidos, nem sempre vão parar imediatamente à banca dos mercados. Muitas vezes são armazenados, preservados ou mesmo congelados. Outras vezes são transportados por largas distâncias, tendo igualmente que ser sujeitos a várias medidas de conservação.

Quando comprados na época adequada, eles saem quase sempre mais económicos, para além de terem certamente uma qualidade mais elevada, e um melhor sabor. No quadro abaixo, compilado a partir do site da DECO e do artigo sobre Alimentação Inteligente, podemos observar em que meses do ano estão disponíveis determinados produtos hortícolas de produção nacional.

A verde estão os meses adequados para cada produto, enquanto a vermelho se considera um período fora da época. Quando referenciaods a branco, é sinal de que o produto está geralmente indisponível.

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Abóbora
Acelga
Agrião
Alface
Batata
Beldroegas
Beringela
Beterraba
Bróculos
Cebola
Cebola Nova
Cenoura
Chicória
Chou-chou
Courgette
Couve de Bruxelas
Couve lombarda
Couve portuguesa
Endívias
Ervilhas
Espargos
Espinafres
Fava
Feijão Verde
Grelos
Nabiças
Nabo
Pepino
Pimento
Rabanete
Rábano
Repolho
Rúcula
Tomate

Humidade das plantas

O que acontece quando uma planta respira na parede

O que acontece quando uma planta respira na parede

Este Inverno, por via da chuva em excesso, dei-me conta da importância de conter a humidade cá em casa. E uma das preocupações iniciais foi de averiguar como a humidade se vai acumulando em nossas casas. Uma que ficou particularmente evidente foi a da secagem de roupa em casa, difícil de evitar para quem não tem máquina de secar. Por isso, dou cada vez mais importância às previsões de humidade relativa.

Neste processo de aprendizagem, a maior surpresa foi a da humidade causada pelas plantas. A surpresa foi perceber algo que à posteriori se torna evidente. As plantas em casa normalmente pouco crescem. Por isso, a água com as que as regamos não fica incorporada nas plantas… De uma forma ou de outra, transforma-se em humidade dentro de casa!

Diversas referências na Internet apontam para que 97% a 99% da água com que regamos as plantas se transforme em humidade nas nossas habitações. Tal não é necessariamente mau, como este estudo Norueguês evidenciou. Em nossas casas, muitas vezes a humidade é reduzida, seja no Verão, seja pelo efeito do aquecimento ou ar condicionado. Nesses casos, um pouco mais de humidade pode fazer sentido. Agora, no Inverno, e com tanta chuva, a coisa é diferente.

Cá em casa, as nossas plantas passam um pouco de sede. Regar poucas vezes até é uma prática que algumas plantas preferem, como é o caso notável das orquídeas. E esta aprendizagem permitiu-nos compreender porque uma parte da sala teve problemas graves com a pintura, sem que houvesse indícios de infiltrações. Foi uma das plantas que mais crescia na sala que estava a respirar para essa parede, com uma excelente ponte térmica para o exterior do edifício, e que ficou no estado que a foto acima documenta…

Preços da electricidade, ERSE, Eurostat e Pordata

No artigo do início da semana havíamos abordado os reais custos da electricidade em Portugal. Neste artigo vamos juntar os dados que referenciamos neste artigo, relativamente à ERSE, bem como os dados do Eurostat, que o leitor João Santos comentou no mesmo artigo. Juntei igualmente os dados da Pordata. Antes de passarmos ao detalhe dos dados, o resultado é a imagem seguinte, com os dados da ERSE, Eurostat e Pordata sobrepostos na imagem que publicamos no início da semana:

Custo da Electricidade Real, e segundo várias entidades

Custos reais do kWh em Portugal, e segundo várias entidades

É fácil de perceber que a série do Eurostat está efectivamente engatada. Já reclamei para os serviços da União Europeia, mas eles limitam-se a fazer copy&paste da metodologia. E antes que surjam dúvidas, a série ten00115 referenciada pelo João Santos é mesmo a série oficial do Eurostat, como podem constatar a partir deste link. Se vermos este link, podemos confirmar que havia uma metodologia até 2007 e outra depois disso. Inicialmente, nem tentei perceber onde estaria o gato, de tal forma é evidente a irrealidade da evolução depois de 2007. Por isso, realmente surpreende que jornais como o Jornal de Negócios dêem evidência a estes dados

A curva da ERSE é igualmente interessante. Como os valores em si não parecem estar disponíveis em lado algum, tive que calculá-los com base nos gráficos que dispobilizam neste link. O que fiz foi utilizar o valor 0.12 para 2002 e 0.14 para 2008, extrapolando os restantes. Daí poderem existir ligeiras diferenças. A metodologia da ERSE é descrita em vários locais, remetendo actualmente para este documento. No ponto 7.4.2, da página 235 do PDF, pode-se ver a descrição da metodologia, da qual podemos destacar o seguinte parágrafo:

  • Os preços médios apresentados foram calculados com base na estrutura de fornecimentos de 2012, de forma a eliminar o efeito de alteração da estrutura de consumos e analisar apenas as variações tarifárias em termos médios. É importante ter em conta que estes preços não constituem os preços médios efetivos em cada ano, pois não é considerada a estrutura dos consumos do respetivo ano em cada nível de tensão.

Confesso que não sei o que é um preço médio daquilo que não é um preço médio efectivo. A única coisa que posso dizer é que a curva está acima da realidade no início do gráfico, mas depois é ultrapassada pela própria realidade. No início, é relativamente concordante com o Eurostat, mas este último obviamente não faz sentido depois de 2007, como já dissemos. Com ou sem impostos também não é um factor associável, até porque estaria sempre de acordo com os restantes gráficos, ou até abaixo (no caso de um valor sem impostos).

Os dados da Pordata parecem ser mais consistentes com a realidade. Até 2011 têm uma correlação superior com os dados da tarifa simples, verificando-se em 2012 uma subida elevada, que parece incorporar a introdução do IVA a 23% no final do ano anterior. Ainda assim, regista valores sempre superiores a quaisquer outras, no início do ano. Foi na troca de impressões com a Pordata (a única das três entidades com a qual foi possível dialogar sobre isto, e que realmente se mostrou interessada na questão) que percebi que a série ten00115 do Eurostat referenciada acima não inclui taxas e impostos após 2007. Na verdade, a série da Pordata é a mesma, como podem confirmar no link da série nrg_pc_204, só que com as taxas todas incluídas, conforme podem confirmar, fazendo variar a opção TAX desse link.

Com a clarividência que esta imagem documenta, só me ocorre que todas estas instituições estejam a decidir com base em dados desligados da realidade. Se eu conhecesse apenas os dados da ERSE, até pensaria que a subida era razoável. Como os que eu conheço melhor são os que pago na factura mensal, fica-me a sensação que a União Europeia, a Entidade Regulador do Sector, bem como pelo menos alguns jornalistas, andam todos a leste da realidade!

Pesquisar para poupar

Poupar Melhor

Poupar Melhor

Os mais atentos já se aperceberam que alterámos a origem e forma de apresentação dos resultados do Poupar Melhor. Qualquer pesquisa que façam no Poupar Melhor passou a utilizar como origem dos resultados todos os sites que indexámos para a Pesquisa Google do Poupar Melhor. Espero que esta mudança facilite a vida a todos nós.

A pesquisa que vem com o WordPress, aplicação com que suportamos o Poupar Melhor, não se compara com o Google. Assim, de cada vez que precisava de encontrar um dos nossos posts, lá ia eu até ao Google para procurar sobre temas que sabia já tínhamos escrito no Poupar Melhor.

No campo de pesquisa do Google, antes dos termos de pesquisa, escrevia “site:pouparmelhor.com” para restringir os resultados apenas ao nosso site, mas o truque era complicado se o que eu quisesse fossem resultados de todos os sites de poupança.

Museu da Internet

Logo do WayBackMachine

Logo do WayBackMachine

Nos últimos dias, por necessidades relacionadas com futuros artigos do Poupar Melhor, tive que recorrer ao que considero o “Museu da Internet“. Há muitos anos que conheço o projecto do “WayBackMachine”, e sou um utilizador frequente. Tal acontece porque há muito conteúdo que se perde irremediavelmente da Internet, e só permanece disponível graças a este projecto extraordinário.

Este arquivo da Internet serve, por isso, para muito propósitos. Já serviu mesmo em tribunal. Mas para a grande maioria de nós serve mesmo como uma forma de encontrarmos paǵinas antigas, ou então por simples curiosidade. Alguém se lembra como era o SAPO em 1997? Ou de quando o Google ainda não existia, e se tinha que utilizar o Lycos, ou Altavista, para além claro do Yahoo?

A minha esperança é que o Google se lance também neste domínio. Acredito que eles têm aquilo que é o melhor museu de arquivo da Internet, mas estejam a guardá-lo para daqui a uns tempos. É um serviço absolutamente essencial, ao qual iremos dando uso continuado.