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Consumo de gás em caldeira de aquecimento

Enquanto há gadgets bastante interessantes para monitorizar o consumo da electricidade, o mesmo já não se pode dizer em relação à monitorização do consumo de gás. A variação de consumo é lenta, pelo que dificulta a percepção de como varia o consumo. Foi então que me lembrei das técnicas de time-lapse (ver exemplos magníficos de time-lapse), e como as podia utilizar neste contexto.

No vídeo abaixo podemos ver como medimos o consumo da nossa caldeira. O display da caldeira dá-nos uma indicação da temperatura que a água do circuito de aquecimento atinge. Esta parte do vídeo está acelerada 16 vezes. A temperatura vai diminuindo ligeiramente ao longo do tempo, sendo que ao atingir aproximadamente os 37 graus, a caldeira volta a aquecer a água, sendo tal visível no canto superior direito do display. Nesses momentos, a temperatura da água sobe até cerca dos 52ºC, sendo tal função naturalmente da programação, que neste caso se encontra próximo do mínimo. Neste cenário, a caldeira tem um período de um pouco mais de 10 minutos sem utilização de gás, procedendo ao aquecimento da água durante cerca de dois minutos e meio.

Verificando o consumo no contador, podemos ver como o consumo de gás é neste exemplo constante ao longo do tempo. Também está acelerado 16 vezes, sendo que este tempo de consumo corresponde na verdade a dois minutos e meio de consumo, nos quais se consumiram 0.039 m3 de gás.

A combinação destas contas permite-nos calcular o consumo de gás nestas circunstâncias. Num total de doze minutos e quarenta segundos, a caldeira aqueceu a água durante dois minutos e trinta e dois segundos, nos quais se consumiram os tais 0.039 m3 de gás. Tal corresponde a cerca de 0.185 m3 de gás por hora. Ao custo de 0.70 €/m3, considerando as premissas definidas neste artigo, cada hora de aquecimento custa, em gás natural, cerca de 13 cêntimos de euro.

Naturalmente, este valor variará em função de vários outros factores, incluindo a temperatura exterior, interior, a programação da caldeira, e a quantidade de radiadores ligados… A eles voltaremos, na perspectiva de optimização deste custo.

A gripe está a chegar

Um vírus mau...

Um vírus mau…

A gripe é um problema de saúde que costuma atacar nestas alturas do ano. Nos Estados Unidos, já se atingiram níveis epidémicos há algumas semanas. Na Europa, os níveis de actividade gripal são maiores nos países do norte mas a epidemia acerca-se cada vez mais de nós.

Em Portugal, o INSA (Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge) é a instituição responsável pelo Programa Nacional de Vigilância da Gripe, e elabora semanalmente o “Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe”. Aí podemos observar que os casos de gripe estão claramente a subir, e devem atingir máximos nas próximas semanas.

Não se esqueça que há uma diferença entre constipação e gripe. A primeira é causada por bactérias, enquanto a gripe é causada por vírus. A gripe tem como principais sintomas calafrios, febre e prostração, podendo ser acompanhada de outros sintomas associados também à constipação, como sejam a tosse, espirros, congestão nasal e dor de garganta.

Como podemos fazer para minimizar, nestas alturas, a propagação do vírus da gripe? Seguem algumas sugestões:

  • Vacinar-se, especialmente se estiver nos grupos de risco (mais de 65 anos, pessoal dos serviços de saúde, etc.)
  • Evitar mexer com as mãos nos olhos, nariz e boca, especialmente se não estiverem lavadas
  • Se puder, evite os locais de maior aglomeração de pessoas
  • Evite a exposição a temperaturas baixas, ou a mudanças significativas de temperatura. Nestes casos, agasalhe-se bem!

Se tiver sintomas de gripe, então:

  • Fique em casa e recupere
  • Beba muitos líquidos e alimente-se
  • Tome antipiréticos, para baixar a febre
  • Evite locais com muitas pessoas, para não contribuir para a propagação do vírus
  • Evite cumprimentar com abraços, beijos ou apertos de mão
  • Quando falar com outras pessoas, mantenha um metro de distância

Cuidar da carteira: Contratos de permanência

Foto por Jessica Spengler (Flickr, Creative Commons CC-BY)

Foto por Jessica Spengler (Flickr, Creative Commons CC-BY)

Duas situações diferentes fizeram-me relembrar os custos dos contratos de permanências: as letras pequenas dos anúncios do produto M4O do Meo e uma tentativa de uma operadora impingir a um colega de trabalho um equipamento que ele não precisava em troca de um contrato de permanência de 18 meses.

Os contratos de permanência não são um problema. A forma como a maior parte das pessoas lidam com eles é o verdadeiro risco para a carteira. Uma mensalidade de €79,99 pela utilização de um serviço que pode ser cancelado a qualquer altura custa no máximo €79,99 (e a chatice) se descobrirmos que o serviço não nos serve. Uma mensalidade de €79,99 com um contrato de permanência de 2 anos (24 meses), é uma despesa feita de €1.919,76 (quase dois mil euros) na mesma situação.

Na aldeia do meu avô havia um senhor rico que dizia “Senhor, livrai-me das pequenas despesas, que das grandes trato eu…” Um contrato de permanência normalmente é uma grande despesa a tentar fazer passar-se por pequena. Você pensaria várias vezes antes de gastar dois mil euros, certo?

Detalhe sobre as ofertas do mercado liberalizado da electricidade e gás

Tarifas vistas à lupa

Tarifas vistas à lupa

A saga da mudança para o mercado liberalizado da electricidade continua. Agora, para o caso cá de casa, e consultando o simulador da ERSE a oferta bi-horária da EDP em mercado liberalizado já é uma oferta mais competitiva que a do mercado regulado, em cerca de 20 euros por ano. Mas este é o nosso caso, e sabendo que cada caso é um caso, não deixe de simular o seu…

Mas este artigo serve para referenciar um documento que a ERSE produziu com as ofertas de electricidade e gás natural, no mercado liberalizado, disponíveis a 18 de Janeiro. Este documento parece estar a ser constantemente actualizado, e enumera os “preços de referência no mercado liberalizado de energia elétrica e gás natural em Portugal continental”.

Mas mais importante que os preços, o documento realça as condicionantes das ofertas, e apresenta umas quantas observações sobre essas condições. Particularmente relevante parece ser o facto de os contratos de electricidade terem, em todos os comercializadores, pelo menos 12 meses.

Para além da liberalização do mercado da electricidade, é preciso não esquecer o do gás natural, e que o documento também referencia. Bem como as ofertas conjuntas de electricidade e gás natural. É, pois, um documento relevante para nos apoiar nesta difícil tomada de decisão…

Códigos Secretos do Android

Estatísticas de utilização do Android

A existência de códigos secretos em equipamentos é algo que me fascina há muitos anos. Recentemente descobri que também o meu telemóvel Android tem um conjunto de códigos “secretos”

A maioria deles diz respeito a testes que é possível efectuar ao equipamento. Todavia, houve um que me chamou a atenção, até porque proporciona um nível de detalhe que ainda nem havia observado em apps. É o código *#*#4636#*#*, e que pode ser invocado facilmente como se de uma chamada se tratasse.

Mal se carrega no último *, aparece um ecran com várias opções. Deve-se seleccionar “Usage statistics”, aparecendo de seguida outro ecran onde se pode escolher várias ordenações de dados. A selecção da opção “Usage time” permite visualizar as aplicações que mais tempo executam, em milissegundos. Para fazer um “refresh”, é necessário voltar ao ecran anterior, e voltar a seleccionar o ecran “Usage statistics”.

Estes dados são essenciais quando queremos perceber se eventuais aplicações estão a executar em demasia, contribuindo assim para uma menor autonomia dos telemóveis. É igualmente uma forma de poupar na bateria, embora saibamos que os custos de carregamento são negligentes.

Condensação à janela

água à janela

água à janela

Há umas semanas, durante uma das chuvadas fortes, havia reparado numa condensação anormal de água nas janelas da cozinha. Foi aí que reparei também numa acumulação anormal de água na calha das janelas da cozinha. A imagem ao lado documenta isso, embora não seja fácil de percepcionar a quantidade de água…

A situação foi potenciada pelo fecho que efectuara de um dos furos existentes na caixilharia, tapado na foto com fita-cola, quando percebera no passado que por aí entrava uma quantidade de frio. Entendera que, como era do lado de dentro da janela, que aí não se acumularia água… Mas mesmo depois de retirada a fita-cola, grande parte da água permanecia…

Foi aí que percebi que a caixilharia da janela não estava nivelada! A água escorria para o fundo da calha, porque aí era o ponto mais baixo… Para resolver o problema, peguei então num barbequim e fiz um pequeno furo com uma broca de 6mm no extremo da calha.

Nestes últimos dias, com muita chuva, a água já não se acumulou na calha, pese manter-se o problema de condensação nas janelas da cozinha.

Este aspecto do controlo das infiltrações e da humidade é um problema sério das habitações. Como este exemplo documenta, não é só o controlo da temperatura que influencia o conforto das nossas habitações. Por isso, nestes momentos de maior humidade, faça um check-up da sua casa, para ver se se acumula a água, e se há forma de a manter fora.