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Fazer copos a partir de garrafas

Ainda não estamos na penúria, mas quando estudava as coisas dos laboratórios de Química aprendi uns truques com o vidro. Servia para montar as experiências e dava muito jeito poder cortar e torcer os tubos de vidro de acordo com as necessidades.

Também não precisamos de ir tão longe, mas podem sempre ver o vídeo e tirar daqui alguma ideia para fazer algo como copos para uma festa ou outra coisa. Depois digam-nos.

Como sempre quando se brinca com estes materiais, protejam-se e não se magoem porque vai sair mais caro.

Vício no jogo

Todos temos uma ideia que o vício no jogo pode levar a situações problemáticas. Já aqui referimos que a melhor forma de ganhar dinheiro no Euromilhões é não jogando, e como as raspadinhas estão na moda, apesar da pequeníssima probabilidade de sair beneficiado.

Num site espanhol, encontrei uma infografia muito interessante sobre o vício do jogo em Espanha. A infografia foi elaborada no Actibva, uma comunidade online dedicada aos temas financeiros, e impulsionada pelo banco BBVA.  Segundo o levantamente efectuado, o negócio do jogo representa 27 339 milhões de euros em circulação, que representam quase 3% do PIB espanhol. Do total, a maior fatia, 11 339 milhões de euros, vêm das tragaperras, máquinas tipo slot-machines, que são muito comuns em vários estabelecimentos em Espanha. As lotarias representam a outra grande fatia, com 9 593 milhões de euros. Só nesta última fatia, aparentemente, cada Espanhol gasta em média, ao longo de um ano, 205 euros.

Em Portugal, desconheço dados deste género. Mas, arrisco-me a dizer que somos também um País de jogadores. E embora alguns, poucos, felizardos se possam gabar de ganhar dinheiro ao jogo, a maioria de nós vai pagando subtilmente mais este imposto… Por isso, se quiser poupar, não jogue!

Quanto custa carregar o meu telemóvel?

O custo do carregamento do meu telemóvel era uma incógnita, no sentido de que não sabia exatamente esse valor. Sabia que era muito pouco, pois o medidor de energia indicava o consumo de poucos Wh, mas o totalizador do aparelho de medição não tinha precisão suficiente.

Munido de um novo equipamento de medição, estou agora melhor preparado para fazer uma perseguição aos consumos de energia. Ele permite efectuar até 2 medições por segundo, tendo uma resolução de 1mA, ou seja cerca de 0.2W.

A primeira vítima foi assim o carregador do telemóvel Xperia S. Como habitualmente, deixei-o descarregar até aos 40%. Depois, efectuei o carregamento, o qual demorou cerca de hora e meia. O resultado é o gráfico abaixo.

Da análise do gráfico tiram-se várias conclusões interessantes:

  • Quando se liga o carregador à corrente, há um pico de consumo, que dura menos de um segundo.
  • O início do carregamento é o que mais energia consome. Há uma descida linear, que depois é substituída pelo que parece uma exponencial negativa.
  • Após as 19:20 do gráfico, os valores oscilam ligeiramente entre os 0mA e 2mA, valores que são registados, mesmo quando nada está ligado ao equipamento de medição. Confirma-se assim que o consumo dos carregadores, quando não estão a carregar, é muito, muito pequeno.

Calculando o total do consumo, chega-se a um valor de 5.86 Wh. Sendo que um 1KWh custa actualmente, na tarifa simples, 0.1393€ + IVA, cada carregamento do meu telemóvel fica-me assim em 0.1 cêntimo de euro! Como carrego o telemóvel de dois em dois dias, o custo de carregamento do telemóvel ao longo do ano ficar-me-á por menos de 20 cêntimos de euro. Fico assim a pensar se vale a pena esforçar-nos na poupança da bateria, embora aumente a autonomia recorrendo a vários truques? Ainda assim, é cerca de metade do valor que havíamos referenciado para o iPhone 3G, embora em circunstâncias distintas.

Mesadas

Na sequência dos artigos sobre a introdução do conceito de poupança aos mais novos, vamos hoje falar das mesadas. Como tudo em pedagogia, estes conceitos são sempre relativos, e este é certamente um deles.

A primeira pergunta que surge neste domínio, é a de quando é adequado introduzir o conceito às crianças? Nos dias de hoje, não há enganos, e muito cedo elas tomam consciência do valor do dinheiro. É mais ou menos aceite que a uma idade de seis anos, a criança pode ser introduzida ao conceito de mesada.

A pergunta seguinte é quanto deveremos passar para as mãos da criança, para ela gerir? Independentemente do poder económico, é entendido que isso deverá ser uma função da idade, sendo tal particularmente relevante num contexto de irmãos. Uma regra poderá ser a de um valor em euros correspondente à idade, ou seja uma mesada de 6€ para uma criança de 6 anos.

Um aspecto muito importante da mesada é não associar a sua atribuição à realização de tarefas consideradas obrigatórias! A realização dessas tarefas, como as de fazer a cama, arrumar a loiça, ou outras quaisquer, existem porque as crianças fazem parte de uma família, e não porque são pagas para o fazer.

E que objectivo pode servir a mesada? Em primeiro lugar, para que a criança aprenda a gerir o seu dinheiro. Obviamente, com regras associadas, como por exemplo, a de que os seus brinquedos passarão a ser comprados por ela. Rapidamente ela terá que assimilar que não poderá comprar todos os brinquedos que quereria, e se quiser um mais caro, terá que juntar várias mesadas para o conseguir. Também tomará bem melhor conta desses brinquedos, pois investiram dinheiro e paciência para os conseguirem!

Alguma má gestão acontecerá, obviamente. Mas não se preocupe, pois serão lições rapidamente interiorizadas…

Voltar a comida numa frigideira sem usar utensílios

Um dos truques que me demorou mais a aprender foi voltar a comida na frigideira sem usar utensílios. Atirava com aquilo tudo ao ar como se fosse uma panqueca e depois andava a apanhar os bocados do chão. A comida era desperdiçada e a cozinha ficava toda suja.

Faltou-me na altura o vídeo acima para perceber que o movimento não é para cima, mas para a frente e para trás.

Este truque vai permitir-vos obter salteados sem que os ingredientes fiquem amassados com a colher.

Os truques dos hipermercados ingleses

O programa Panorama da BBC é uma referência em termos de jornalismo de investigação. No episódio em baixo, vemos como eles exploram a realidade das promoções e ofertas dos hipermercados ingleses. Os exemplos mostrados são verdadeiramente surpreendentes e incluem ofertas que até aqueles que não dominam a matemática têm facilidades em topar…

O programa deu-nos também umas ideias. Ao longo das próximas semanas iremos dar aqui alguns exemplos de como estas situações também se verificam em Portugal…