You are currently browsing the archives for the Práticas category


Impacto das barras de tejadilho

São muitos os artigos que nos referem que não devemos andar com as barras de tejadilho no automóvel, por causa da ineficiência aerodinâmica. Uso-as sobretudo em período de férias, com uma mala de tejadilho, mas quando volto, saiem logo. E pelo que descobri, é a atitude correcta.

Há pouca informação disponível na Internet sobre quanto é realmente a degradação do consumo. Neste pequeno documento podemos observar que o incremento de consumo pode variar entre os 14% e 20%, consoante a velocidade a que se segue. Outras experiências encontraram valores não muito distintos e valores ainda mais degradantes, quando se transportam bicicletas! O último link referencia ainda outros consumos, em situações de transporte de objectos no tejadilho.

Em qualquer caso, a aerodinâmica do automóvel fica seriamente comprometida, e entram em acção os factores que degradam o consumo, e que havíamos observado neste artigo. Embora possa não ser sempre praticável, como será o caso daqueles que fazem um passeio de bicicleta todos os fins de semana, tenha presenta que as barras e tudo o que é transportado no tejadilho, tem implicações substanciais em termos de consumo.

Quanto gasta chama-piloto?

É uma das perguntas que durante anos ficou sem resposta. A ideia até é premente, dado o aumento do IVA no gás… Agora, com o desafio do Poupar Melhor, resolvi investigar quanto gasta o esquentador de gás, cá de casa, por o deixarmos permanentemente com a chama-piloto ligada. O esquentador (na verdade, uma caldeira) não é daqueles automáticos, sendo a chama-piloto activada por pressão. Esse acto incómodo justifica porque está a chama-piloto ligada, excepto em períodos de ausência mais prolongados, como o de saída em fins de semana, ou férias.

Descobrir a resposta não é fácil. Os distribuidores estão interessados num maior consumo. O único fabricante que encontrei a revelar valores foi a Junkers. Neste link, diz-se que “a chama piloto de um esquentador pode consumir 13 gr. de gás por hora“, o que em gás natural significa que “essa poupança pode atingir 83 m3/ano“. A Junkers refere adicionalmente que “a utilização de esquentadores sem chama piloto permanente, poderá significar uma poupança de até 112kg/ano, ou seja, 9,1 botijas domésticas“. Todavia, noutro link, a Junkers deixou-me confuso, porque aí refere que “no caso de gás natural podemos falar de 120 m3“.

Para complicar as contas, os consumos de Gás Natural são facturados em kWh, em vez de m3. Para fazer a conversão, há variáveis como a temperatura… Tal torna as contas complicadas, para variar! Mas assumindo um valor médio ao longo do ano, dado pela própria factura da Lisboagás, o gasto da chama-piloto deve ficar entre 60 a 80 euros por ano, mais IVA. Um valor que não é desprezável, pelo que vamos começar a desligar mais vezes a dita chama…

Dormindo melhor

Um dos conceitos que mais me marcou na gestão de tempo foi um exercício, de há uns anos, sobre onde é que nós gastamos o nosso tempo. Quando faço esta pergunta a outras pessoas, raramente me respondem que um terço do nosso tempo é passado a dormir! Uma boa gestão do tempo é, por isso, uma boa gestão do nosso sono!

O conceito mais importante para garantir um bom sono é deitar e levantar sempre à mesma hora! Assim o nosso sono será mais reparador, e sentir-nos-emos mais frescos ao acordar. Variar uma ou duas horas é o suficiente para desacertar o nosso ritmo circadiano.

A primeira tentação é o fim de semana. As noitadas provocam uma alteração dramática, mais notório com a idade. Ficarmos umas horas a mais na cama, dá igualmente cabo do ritmo. E o mesmo se diz de deitar mais cedo. Nestas circunstâncias, é preferível acordar à mesma hora e compensar com uma siesta durante o dia, em vez de andar vários dias a recuperar o ritmo. Mas tenha atenção à sua duração, porque pode rapidamente piorar as insónias se prolongar demasiado a siesta… No final, vai ver que poupa tempo…

Mistura de pilhas

A combinação da utilização de pilhas de diferentes tipos dá quase sempre mau resultado. Nem sequer me estou a referir a misturas entre AA e AAA, por exemplo. O problema é quando se misturam, por exemplo, pilhas alcalinas com recarregáveis. Mesmo entre estas últimas, não misture pilhas NiMH e NICd. Irrelevante, é normalmente a marca das pilhas, mas se possível, também não as misture.

Quando junta pilhas do mesmo tipo, que não são novas, verifique que o nível de carga é semelhante. Se assim não for, a pilha com menos carga gastar-se-á mais rapidamente. O mesmo se aplica a pilhas recarregáveis, sendo desejável, para simplificar, carregá-las todas ao mesmo nível, previamente ao seu uso.

As mesmas preocupações devem existir quando se carregam pilhas recarregáveis. A primeira preocupação deverá ser a de garantir que só carrega pilhas NiCd em carregadores NiCd, e pilhas NiMH em carregadores NiMH. Como os carregadores carregam normalmente pilhas aos pares, certifique-se também que está a carregar pilhas da mesma capacidade. Quando se misturam pilhas de capacidades diferentes, a pilha com maior capacidade não será carregada totalmente, enquanto a pilha com menor capacidade terá um período de vida útil menor.

Engatado vs. ponto morto

Uma das maiores discussões envolvendo o consumo de combustível em veículos tem a ver com o facto de ser ou não preferível andar em ponto morto, nomeadamente em descidas. Andar em ponto morto tem necessariamente riscos de segurança, pois em caso de necessidade, necessita de engatar para ter o motor disponível. O risco é maior em velocidades elevadas, ou de trânsito intenso, sendo igualmente problemático se o motor do seu carro se desligar.

Nos motores da última década, com injecção electrónica, o habitual é o motor ter uma função de cut-off de combustível, quando o motor se consegue mexer sem combustível. Tal é o caso de descidas, mas também quando está a desacelerar (chama-se habitualmente de função deceleration fuel cut-off). Nestes casos, quando se desce engatado, e as rotações são superiores a 1200/1300 RPM, o consumo é ZERO, conforme se pode observar em automóveis com medidor de consumo.

O problema de descer engatado, como todos sabemos, é que o carro atinge mais rapidamente uma situação em que é preciso continuar a acelerar. Se a descida é suave, pode nem sequer ser possível fazê-lo engatado, sem dar um cheirinho no acelerador. E se a velocidade é lenta, então ainda pior. Mas pouco inteligente é ir a descer a velocidade média/elevada, e ir travando; mais vale ir engatado neste caso.

Mas há mais variáveis a considerar, e uma das mais importantes é o consumo eléctrico do carro. Quanto maior ele for, mais compensa andar engatado nas descidas. Como se pode ver neste artigo, cargas eléctricas elevadas, como as do ar condicionado, consomem muito mais num carro ao ralenti.

Resumindo, compensa andar desengatado em descidas suaves, a baixa velocidade, e onde não perspectiva travar. No pára-arranca do trânsito intenso de uma descida, também compensa. Nos carros mais antigos, com carburador, andar desengatado é provável que seja mais eficiente, em muitas situações, que os carros mais recentes de injecção.

Lista de compras da cozinha

Uma forma interessante de poupar tempo e dinheiro, que funciona muito bem comigo, é ter uma lista de compras na cozinha. Seja presa ao frigorífico, seja noutro local qualquer destacado, a lista faz autênticas maravilhas! Para além da lista, é essencial ter também um lápis ou caneta por perto. Um bom exemplo de lista é esta da Associação Portuguesa de Dietistas, que podem aproveitar para imprimir.

A primeira vantagem é que não é preciso elaborar a lista cada vez que vamos às compras. Sempre que se verifica que um artigo acabou, ou está prestes a acabar, adiciona-se à lista. Assim, quando formos às compras, a lista está feita! Ainda melhor é combinar esta lista com um menu semanal, permitindo programar as compras de uma forma ainda melhor. Esta lista tem ainda a vantagem de poder potenciar a optimização do frigorífico.

Outras técnicas permitem complementar esta estratégia da lista. Uma delas é colocar os artigos em frascos transparentes, e assim monitorizar o nível de stock. É claro que é preciso ter cuidado, nomeadamente com a preservação, porque nem todos os produtos são facilmente conserváveis dentro de frascos.

A existência de uma lista de compras é igualmente muito importante para poupar dinheiro nas compras. Quando vamos sem ela às compras, o resultado mais frequente é comprarem-se artigos que depois não são bem necessários.